FRANCISCO RICARTE, MACAU: DIAS DE ONTEM, DIAS DE HOJE

Exposição no Centro Cultural e Científico de Macau, em Lisboa, de 10 de agosto a 11 de outubro de 2026.

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Macau é uma cidade de camadas, visível tanto no formato da sua urbanização – de interesse para quem cresceu rodeado de arquitectura – como na sua história cultural entre mundos. O novo e o antigo coexistem num espaço urbano em incessante transformação. São essas sobreposições que Ricarte procura captar, num projecto que já tinha sido apresentado na Região Autónoma Especial de Macau no ano passado, promovido pela Casa de Portugal em Macau.

Elói Carvalho, pontofinal-macau.com

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Francisco Ricarte escreve:

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MACAU: DIAS DE ONTEM, DIAS DE HOJE

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“Macau: dias de ontem, dias de hoje” é composto por vinte “dípticos” — ou seja, apresenta vinte propostas visuais comparativas que contrapõem imagens antigas de Macau (registos fotográficos e iconográficos da cidade da primeira metade do século XIX ou provenientes de cartões-postais do início do século XX) a imagens contemporâneas desses mesmos espaços ou do que deles resta. Nelas, é possível compreender não apenas a permanência de antigos elementos construídos ou naturais, mas, sobretudo, a continuidade de seu relevante significado social e humano.

Não se pretende aqui realizar um registo meramente documental ou comparativo das transformações que inevitavelmente ocorreram nos espaços e edifícios retratados; busca-se, antes, captar como o “espírito” desses locais — seja pela sua presença física, pelo seu significado urbano ou pela sua marcante presença humana — preserva a sua identidade e o seu valor imagético para a cidade atual.

Por meio da introdução de registos cromáticos nas fotografias contemporâneas, o observador é convidado a identificar uma continuidade entre o antigo e o contemporâneo, descobrindo novas identidades e significados nessas imagens atuais e realizando, assim, uma leitura interpretativa distinta desses registos fotográficos. Neste contexto, a cor articula a persistência e a identidade desses lugares e dos seus significados — evidentes nos “dias de ontem” — com a contemporaneidade desses mesmos espaços, manifesta na sua presença e identidade nos “dias de hoje”.

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Francisco Ricarte, Macau: dias de ontem, dias de hoje

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A exposição de Francisco Ricarte, “Macau: dias de ontem, dias de hoje”, pode ser vista no Centro Cultural e Científico de Macau, na Rua da Junqueira, nº 30, em Lisboa, de 10 de agosto a 11 de outubro de 2026.

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António Bracons, Francisco Ricarte, 10.08.2026

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Francisco Ricarte. Português, nascido em 1955, arquiteto e entusiasta da fotografia desde 1976; mudou-se para a RAEM (Região Administrativa Especial de Macau), na China, em 2006. A Ásia fascina-o desde a sua chegada a Macau, permitindo-lhe ver o mundo que conhecia anteriormente sob uma nova perspectiva.

Temas como identidade, lugar, memória, cultura visual, literatura e poesia têm sido fontes de inspiração e pesquisa. Por meio da fotografia, ele busca expressar-se, aprofundando-se nesses temas e ampliando a compreensão do que o cerca.

É membro fundador da “HALFTONE” (Associação Fotográfica de Macau) desde 2021. Presidente da Associação Halftone para o biénio 2025-2026.

Tem diversos livros publicados e expõe regularmente desde 2013.

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Pode conhecer mais sobre a obra de Francisco Ricarte no FF, aqui e no seu site, aqui.

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