ROSA REIS, PATRIMÓNIO INDUSTRIAL – A SINGULARIDADE DOS AMBIENTES, 2026

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Rosa Reis

Património industrial – A singularidade dos ambientes

Fotografia: Rosa Reis / Texto: Graça Filipe

Parede: Susana Paiva / junho . 2026

Português, inglês / 74 pp.

Cartonado / Tiragem: 25 + 3 P.A.

ISBN: 9789893399156 

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A fotografia de Rosa Reis, centra-se, em grande parte, nos espaços em fim de vida. Fotografa fábricas que estão prestes a encerrar, regista o trabalho nesses dias derradeiros, a azáfama, os equipamentos ainda em funcionamento, as pessoas. Fala com as pessoas, ouve-as e às suas histórias. Há, pois, nas suas imagens, quer o detalhe, quer a monumentalidade industrial: siderurgia, Manutenção Militar, estaleiros navais…

Este livro é editado no âmbito da exposição homónima de Rosa Reis que foi apresentada no MAEDS – Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, em Setúbal, mostrando 11 espaços industriais.

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A propósito das fotografias de Rosa Reis, há tempo alguém* com uma competência que eu não tenho neste campo da arte chamou a atenção para o envolvimento emocional que leva à captação de uma imagem.

O fascínio que me provocam as fotografias da Rosa, desde os anos 1 990, prende-se sem dúvida à cumplicidade dela com o contexto observado, com ou sem pessoas presentes, e à emoção reflectida e expressa por ela, através de uma composição criativa, atenta a uma dada relação espaço-tempo. Partilhando com Rosa Reis o interesse por indústria e por experiências de pessoas que trabalham em fábricas, reconheço no seu poderoso trabalho fotográfico, a par do relevante significado artístico, um enorme valor documental. Estes aspectos estão fortemente representados nesta exposição. Desejo há muito que a extensa e diversificada obra fotográfica de Rosa Reis tenha uma merecida e ampla divulgação, além da que algumas entidades e principalmente o esforço e o investimento da própria nos têm proporcionado. Alguns dos onze ambientes mostrados nesta exposição tornaram-se publicamente visíveis, nomeadamente enquanto património industrial, em parte porque a Rosa Reis os vivenciou com trabalhadores ou como memórias recentes de produção industrial. Alguns desapareceram ou foram esquecidos e as fotografias da Rosa ganham assim um especial papel no nosso panorama cultural, constituindo um verdadeiro acervo patrimonial.

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Graça Filipe, Museóloga

Lisboa, 28/02/2026

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*Fritz Meisnitzer, 1998, “Sempre que alguém capta uma imagem… “, In Rosa Reis, Mundet no pulsar do tempo, Seixal, CMS-Ecomuseu Municipal do Seixal

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Rosa Reis, Património Industrial – A Singularidade dos Ambientes, 2026

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Pode conhecer mais sobre a obra de Rosa Reis no FF, aqui.

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