GEORGES DUSSAUD, LISBOA PARA TI
Exposição no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico, de 23 de abril a 19 de setembro de 2026.
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Conheço de Georges Dussaud as suas fotografias de Trás-os-Montes, publicadas em livro com texto de Miguel Torga, pela Assírio & Alvim, em 1984 e outras, mais tarde, pela Afrontamento: paisagens humanas rurais, onde o granito impera, as pessoas vivem da terra e os animais fazem parte das suas vidas, o trabalho duro, mas onde há também sorrisos e esperança. Há uma cumplicidade no olhar do fotógrafo e das pessoas, onde se sente uma vivência partilhada, diria que o fotógrafo faz parte da comunidade, que há relação: encontra, conversa, senta-se à mesa….
Nestas fotografias de Lisboa, registadas em 1985, 1993 e 2002, o fotógrafo deambula pela cidade e vê as pessoas. Não as conhece nem vai conhecer, mas regista-as nos seus afazeres e gestos e movimentos, na sua humanidade.
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Sobre a exposição, escreve a curadora, Sofia Castro:
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A exposição contempla e apresenta pela primeira vez, 50 provas de época pertencentes ao acervo do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, adquiridas em 2003 pela Câmara Municipal de Lisboa.
Das diversas estadias que Georges Dussaud fez em Portugal desde 1980 e na sequência da exposição “Portugal e Índia”, realizada no Arquivo Fotográfico em 2000, o autor, vai construindo uma série de fotografias captadas em 1985, 1993 e 2002 sob o tema Lisboa Blues.
Este conjunto transporta-nos para o espaço público da capital nestes períodos temporais, fixando a preto e branco composições e cenas do quotidiano resultantes do deambular do fotógrafo pelas ruas de alguns bairros históricos de Lisboa e no Prior Velho. O seu olhar curioso regista uma cidade com múltiplos ritmos, um cenário onde diversas realidades se cruzam, revelando um carácter cosmopolita e multicultural.
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Georges Dussaud, Lisboa: Calçada da Glória, 1985 – Martim Moniz, 2002 – Rua do Carmo, 1985 – Rua Augusta, 2002 – Rua da Rosa, 2002 – Rua Augusto Rosa, 2002 – Largo Trindade Coelho, 1993
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António Bracons, Aspetos da exposição, 2026
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A exposição “Lisboa para ti” de Georges Dussaud, com curadoria de Sofia Castro, está patente no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico, na Rua da Palma, 246, de 23 de abril a 19 de setembro de 2026.
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Georges Dussaud nasceu em Março de 1934, em Brou, Eure-et-Loir, França. Vive e trabalha em Châteaugiron, na Bretanha.
Praticou fotografia como autodidata, interessando-se pela obra de fotógrafos como Constantine Manos, Josef Koudelka, Sebastião Salgado, Robert Frank, Sergio Larrain e Eugene Smith.
Em 1986, integrou a agência RAPHO e expôs nos Encontros de Arles. Realiza, desde 1980, um trabalho contínuo em Portugal. Este trabalho é reconhecido como fazendo parte do património deste país, tendo a Câmara Municipal de Bragança (Nordeste de Portugal) criado, em 2013, um centro de fotografia com o seu nome.
Georges Dussaud expõe muito regularmente em Portugal, sendo comissariado pelas Câmaras Municipais de Lisboa, Porto e Bragança. Expõe igualmente na Cidade do México, Santa Catarina (Brasil), Turim, Irlanda e Eslovénia.
Em 1987, o Ministério da Agricultura, no âmbito do projeto “Europa Rural”, escolhe-o para representar Portugal.
Realiza igualmente reportagens em Inglaterra, Irlanda, México, Polónia, Índia, Grécia, Itália, Cuba… e na Bretanha, expondo nesses diferentes países.
Cerca de trinta monografias foram publicadas, entre as quais:
– Chroniques portugaises (Crónicas portuguesas)
– Douro de ceps et de roc (texto de Miguel Torga)
– L’odeur de l’Inde (texto de Pier Paolo Pasolini)
– Presqu’une île (texto de Yvon Le Men)…
As fotografias de Georges Dussaud integram as coleções de várias instituições: Arquivo Municipal de Lisboa, Museu do Douro, Centro Português de Fotografia, Biblioteca Nacional de França, Museu da Bretanha, entre outras.
Em 2013 a Câmara Municipal de Bragança cria o Centro de Fotografia Georges Dussaud, espaço dedicado à obra deste fotógrafo e à fotografia em geral; ocupa o primeiro andar do edifício Paulo Quintela.
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Christine Dussaud (adaptado)
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Cortesia: Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico.
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Ao visitar esta exposição, também pode visitar “Fotografias 1956-2005”, de Gérard Castello-Lopes, no FF, aqui e “Hyperosmia”, de Rita Barros, no FF, aqui.
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