ANTÓNIO PEDRO FERREIRA, BELCANTO (e UM OLHAR BREVE PELO TAGV)

Exposição integrada na Estação Imagem 2019 Coimbra, a ver no Teatro Académico de Gil Vicente, à Praça da República, em Coimbra, de 23 de abril a 21 de junho de 2019.

O TAGV no olhar de António Bracons.

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António Bracons, TAGV – Teatro Académico de Gil Vicente, 2019

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Em Coimbra, a propósito de um almoço de curso, espaço de reencontro de colegas e amigos, aproveito para entrar mais uma vez no TAGV – o Teatro Académico de Gil Vicente, desta vez para ver a exposição “Belcanto”, de António Pedro Ferreira.

Recordo o espaço, as suas cores, o seu cheiro, apesar de algumas mudanças… Quantas vezes aqui entrei, quantos espetáculos, filmes, saraus aqui assisti, já lá vão uns 30 anos. Escrevo estas linhas e recordo Amália, a Orquestra Gulbenkian, diversos grupos estrangeiros, os saraus com os grupos da Academia e outros mais informais… Tantos filmes… E até a exposição “O Olhar de D. João”, que apresentei no foyer, corria o ano de 1997…

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Mas vejamos a exposição de António Pedro Ferreira…

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António Bracons, Aspetos da exposição “António Pedro Ferreira, Belcanto”, 2019

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Colhidas num teatro de ópera, as imagens de Belcanto não fixam instantâneos de espectáculos nem ilustram poses. Não apresentam, representam. Pelo luxo elitista e a exuberância decorativa dos salões, nos bastidores desenfeitados, utilitários, onde a admirável vitalidade de elementos humanos e objectuais criam o que o público fruirá à vista, o artista espreita a surpresa e transmuta a evidência em desocultação. Belcanto é a arte de tornar a voz instrumento perfeito das ideias do compositor e fazer vibrar as cordas sensíveis do público com as emoções e os sentimentos das personagens. Na exímia perfeição dos enquadramentos e polaridades luminosas, nos movimentos e jogos de luz, este preto e branco exprime a versatilidade visual de uma partitura que se encena. As fotografias de Belcanto são performativas. o seu apuro e elegância, além dos limites do visor, abre no teatro de ópera cortinas sobre mistérios, com a lucidez de que a arte nunca se esgota na sua própria revelação. o que a imaginação estética dá a ver é já o palco de um espaço-tempo transformador.”

Jorge Vaz de Carvalho, março 2019

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A exposição “Belcanto”, de António Pedro Ferreira, está integrada na Estação Imagem 2019 Coimbra, pode ser vista no Teatro Académico de Gil Vicente, à Praça da República, em Coimbra, de 23 de abril a 21 de junho de 2019.

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ANTÓNIO PEDRO FERREIRA ingressa em 1987 no jornal Expresso. É distinguido com o prémio Gazeta de Jornalismo em 1998 e, em 2000, com o do Clube Português de Imprensa. Em 1984 expôs em Paris, no Centro Georges Pompidou, o seu trabalho sobre emigrantes. Esse mesmo trabalho esteve exposto no Arquivo Municipal de Fotografia de Lisboa, em 1996, e na galeria Kamerafoto, em 2012. Em 2014 expôs na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, a sua visão do Livro do Desassossego. Publicou entre outros, os livros: “Esta Lisboa”, com Alice Vieira, “Lava de Espera” com Fátima Maldonado e “Fátima 1979-2016”.

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