ELISIÁRIO MIRANDA, MANINGUE NICE, 2019

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Elisiário Miranda

Maningue nice

Fotografia: Elisiário Miranda / Texto: Pedro Bandeira

Porto: Pierrot le Fou / Guimarães: Escola de Arquitetura da Universidade do Minho / Dezembro . 2019

Coleção Fascículos, n.º 15

Português / 17,0 x 23,0 cm / 32 p.

Agrafado / 300 ex.

ISBN: 9789895415663

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Maningue nice, Elisiário Miranda-1

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Sobre “Maningue nice”, de Elisiário Miranda, escreve Pedro Bandeira:

A narrativa visual deste fascículo, constituída por fragmentos de diferentes edifícios construídos em Moçambique durante o Estado Novo, tem como base o arquivo fotográfico de Elisiário Miranda. Este arquivo tem sido desenvolvido no âmbito da sua investigação pós-colonial, assente na premissa de que a arquitectura moderna era, para lá da representação do poder do Estado colonial, um veículo de segregação racial e social comprovada na leitura de programas e desenhos.

Esta “culpa da arquitectura” poder-nos-ia, por si só, inibir de o publicar não fosse a questão uma pouco mais complexa. Revemo-nos em Michel Foucault quando afirma que não há propriamente uma máquina opressora ou libertadora, defendendo, simultaneamente, que a mesma arquitectura pode servir diferentes propósitos (por exemplo, as qualidade panóticas do Familistère de Guise poderiam igualmente servir de prisão) e, neste sentido, culpar a arquitectura do que quer que seja é desconsiderar que “a garantia de liberdade só existe com uma prática de liberdade” (…)”

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Elisiário Miranda, Maningue nice, 2019

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Elisiário Miranda (1960) Arquitecto, licenciou-se na FAUP em 1987. Exerceu a profissão liberal no seu escritório entre 1986 e 2007. Foi igualmente colaborador de diversos arquitectos, entre os quais Álvaro Siza, entre 1989 e 1998. É docente na EAUM desde 1999 e membro do LAB 2PT/UM. Em 2013 defendeu a sua tese de doutoramento com o título “Liberdade & Ortodoxia: Infraestruturas de arquitetura moderna em Moçambique, 1951-1964”. Faz parte das equipas responsáveis pelos projetos de I&D: EWV – Visões cruzadas dos mundos: arquitectura moderna na África Lusófona (1943-1974) e Coast to Coast – Desenvolvimento infraestrutural tardio na antiga África continental portuguesa (Angola e Moçambique). É co-coordenador da Keeping It Modern Grant da Getty Foundation relativa à Estação Central da Beira, em Moçambique.

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Pode conhecer mais sobre as edições Pierrot le Fou no FF aqui e no site da editora, aqui.

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