JOSÉ BÉRTOLO, WAYBACK MACHINE

Exposição na Casa da Cultura de Setúbal, 12 de Setembro a 18 de Outubro de 2026.

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Wayback Machine parte de um projecto fotográfico, o projecto 365, desenvolvido entre 22 de Fevereiro de 2022 e 21 de Fevereiro de 2023, “um exercício diário de fotografia e escrita que deu origem a um arquivo extenso e muito particular.”

Ao longo de 365 dias, José Bértolo registou o seu quotidiano com uma máquina compacta, testemunha silenciosa, portátil e discreta o suficiente para viajar no bolso. Ao mesmo tempo que constitui um regresso ao projecto original, esta exposição dá corpo àquilo que o diário parecia negar: datas que faltam entre as datas registadas, a vida descontínua, o que se escolhe e o que se esquece, o falso prodígio da fotografia. À deriva, agora, entre o instinto preservador e a memória selectiva, cada dia pode ser o recomeço de outra coisa.

“Para esta apresentação, o autor regressou ao arquivo e realizou uma nova selecção de imagens, pensada especificamente para o espaço expositivo.”

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Mariana Castro (adaptado)

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José Bértolo, Wayback Machine

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O projeto “Wayback Machine” de José Bértolo, com curadoria de Mariana Castro está em exposição na Casa da Cultura de Setúbal, R. Detrás da Guarda, 28, de 12 de Setembro a 18 de Outubro de 2026.

Dia 26 de setembro, às 15:00, visita guiada com o autor.

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José Bértolo (1987) é um artista e pesquisador português radicado em Lisboa.

O seu trabalho utiliza a imagem fotográfica como ferramenta para pensar e dar sentido à realidade — por vezes em oposição à linguagem verbal, por vezes em aliança com ela. Encontrando ressonância na filosofia e na estética japonesas, a sua prática emerge de questões sobre a transitoriedade, a memória, a morte e a espectralidade, bem como de encontros com o não-humano.

No seu trabalho artístico, recorre à imagem fotográfica, em articulação, por vezes, com a palavra, como ferramenta para pensar o quotidiano e a experiência do tempo. O seu interesse por questões como a memória, a deambulação, a transitoriedade e a morte têm-no conduzido à forma do diário. Publicou os livros de fotografia Moraesu St. (2024) e Ano da Maria (2026), na Documenta.

Paralelamente à sua prática artística, leciona e desenvolve investigação na Universidade NOVA de Lisboa, nas áreas de Literatura Comparada, Fotografia e Estudos Fílmicos.

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Pode conhecer mais sobre o autor e este projeto, aqui.

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Cortesia: Mariana Castro.

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