MIGUEL RODRIGUES, CARPE DIEM, HOUDINI IS NOT DEAD

A exposição integra o Festival Imago Lisboa, patente no Espaço D’Alte, em Lisboa, de 23 de outubro a 1 de novembro de.2026.

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“Carpe Diem, Houdini Is Not Dead” é uma instalação multimédia construída a partir da memória das deslocações pendulares que realizei, em 2008, ao longo do troço da Estrada Nacional 10 entre Sacavém e Vila Franca de Xira, e da tentativa de as mapear fotograficamente. Reúne séries fotográficas, imagens-objeto, elementos escultóricos, cadernos, um livro-objeto, um dispositivo digital em fluxo e imagem em movimento.

As fotografias são sequenciadas, impressas, expostas, retiradas, marcadas, dobradas e novamente fotografadas. Passam do plano ao volume, regressam ao plano e acumulam os sinais da sua circulação. A dobra, a sobreposição, a refotografia, o movimento e a duração colocam as duas dimensões da imagem em relação com o espaço e o tempo vividos. O trabalho explora a poética do vestígio como um espaço aberto pela repetição de uma pergunta para a qual as formas clássicas do documento e da paisagem não encontram resposta: o que acontece quando a documentação de uma rotina já não consegue restituir a repetição performativa que a sustém? Na duração do vivido, cada repetição volta a ligar corpo, espaço e tempo; na representação, essa continuidade regressa separada em fragmentos. Esta tensão não se resolve através da construção de um documento mais completo nem da recomposição de uma paisagem total. A experiência da presença é trazida para a constituição do espaço expositivo, promovendo, através do movimento, um contacto entre as experiências do espaço percebido e do espaço representado. O público reencontra assim a repetição, religando aquilo que as imagens fragmentaram. A compreensão do trabalho exige, por isso, uma perceção de si: atenção à posição do corpo, aos seus deslocamentos, à duração e às mudanças da própria perceção.

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Miguel Rodrigues, Carpe Diem, Houdini Is Not Dead

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A exposição de Miguel Rodrigues, “Carpe Diem, Houdini Is Not Dead”, integra o Festival Imago Lisboa, este ano sob o tema “Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem”, pode ser vista no Espaço D’Alte, na Rua de São Lázaro, 154, em Lisboa, de 23 de outubro a 1 de novembro de.2026, 2.ª feira a sábado, das 10h00 às 19h00.

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Miguel Rodrigues (Coimbra, 1987) é um artista contemporâneo português cujo trabalho analisa a relevância duradoura dos princípios visuais do barroco português na cultura visual atual, moldada pela arquitetura, pelo espetáculo e pela hiper-realidade. A sua prática explora a forma como o património e as linguagens visuais históricas podem ser reinterpretados através de materiais, tecnologias e contextos arquitetónicos contemporâneos.

Nascido em Coimbra, uma cidade profundamente marcada pelo património português do século XVIII, Miguel investiga o barroco não como um estilo histórico, mas como um sistema visual cujos princípios continuam a ressoar nos dias de hoje. Esta investigação em curso é descrita como «hiperbarroco», uma linguagem escultórica que reinterpreta o património através da perspetiva da cultura visual contemporânea. As suas esculturas funcionam como intervenções espaciais, criando um diálogo entre o património, a arquitetura e a cultura visual contemporânea.

O seu trabalho tem sido apresentado através de exposições, instalações permanentes e colaborações em Portugal, no Reino Unido, na Bélgica, na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein e no Kuwait. Inclui colaborações com instituições como o Palácio de Catarina, o Museu Sakıp Sabancı, o Museu Mayer van den Bergh, o Centro Shaikh Ebrahim para a Cultura e Investigação e o DIFC Sculpture Park, bem como encomendas arquitetónicas para o Beymen Tersane Istambul, projetado pela OMA, o Four Seasons Park Lane e o Les Temps Istambul – Curio Collection by Hilton.

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Pode conhecer mais sobre a obra de Miguel Rodrigues no FF, aqui, no seu site, aqui.

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A Agenda do 8.º Festival Imago Lisboa 2026, no FF, aqui.

No FF, sobre as exposições do Festival Imago Lisboa, desta e de outras edições, aqui.

Mais informação aqui.

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Cortesia: Festival Imago Lisboa

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