ANGENIET BERKERS, LEBENSBORN (‘FOUNTAIN OF LIFE’)
A exposição integra o Festival Imago Lisboa, está patente na Mitra – Pólo de Inovação Social / Pavilhão D, em Lisboa, de 10 de outubro a 15 de novembro de 2026.
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Em 1935, a Alemanha lançou um programa para dotar o Terceiro Reich de uma nova geração de líderes e futura elite: Lebensborn (“Fonte da Vida”). O arquiteto deste plano, Heinrich Himmler, pretendia utilizar as crianças nascidas no âmbito deste programa para melhorar a “qualidade racial” da população do Reich nazi. Devido à diminuição das taxas de natalidade, o aborto e os métodos contraceptivos foram proibidos, enquanto as famílias com filhos recebiam incentivos financeiros. Antes de partirem para a frente de combate, os oficiais da SS eram encorajados a conceber o maior número possível de filhos, mesmo fora do casamento.
Nas casas Lebensborn por toda a Europa, tanto mulheres casadas como solteiras que correspondessem às características da “raça ariana” podiam dar à luz. Quando se tornou claro que o programa não estava a produzir os resultados desejados, os nazis também raptaram crianças com cabelo loiro e olhos azuis da Polónia e da antiga Jugoslávia, que depois “germanizavam”. Após a guerra, estas crianças e as suas famílias foram frequentemente estigmatizadas e, por vezes, maltratadas ou abusadas. Muitas cresceram rodeadas de segredos.
Berkers documentou as experiências de nove indivíduos, hoje com cerca de oitenta anos. Neste âmbito, Berkers encontrou objetos e documentos que revelam até que ponto a ideologia nacional-socialista permeava todos os aspetos das casas Lebensborn, incluindo instrumentos de medição utilizados para determinar a ascendência “ariana”. Berkers visitou também as antigas casas, fotografando os edifícios, os interiores e a paisagem envolvente.
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Angeniet Berkers, Lebensborn (‘Fountain of Life’)
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António Bracons, Aspetos da exposição, 2026
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A exposição de Angeniet Berkers, “Lebensborn (‘Fountain of Life’)”, com curadoria de Rui Prata, integra o integra o Festival Imago Lisboa, este ano sob o tema “Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem”, está patente na Mitra – Pólo de Inovação Social / Pavilhão D, no Beco da Mitra, em Lisboa, de 10 de outubro a 15 de novembro de 2026, 5.ª feira a domingo, das 14h30 às 18h30.
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Angeniet Berkers (1985) é uma fotógrafa documental e formadora que vive em Roterdão. É licenciada em Serviço Social e Fotografia (KABK, Haia). Anteriormente, trabalhou como socioterapeuta, prestando aconselhamento a veteranos e refugiados com TEPT complexo. A sua experiência na área da saúde mental é evidente na escolha dos temas, na abordagem e nos métodos de trabalho.
Os seus projetos de longo prazo exploram as interseções entre história, trauma e família, revelando como as memórias pessoais e coletivas moldam e influenciam o nosso presente. Através de uma investigação exaustiva e de uma mistura de linguagens visuais, materiais de arquivo, texto e som, ela traduz histórias complexas num todo acessível e empático.
O seu projeto «Lebensborn» foi nomeado para o Prémio Aperture Paris Photo First Book e para o Prémio do Livro Histórico no Luma Rencontres d’Arles. O seu trabalho já foi publicado no «The Washington Post», no «Katalog Journal», no «de Volkskrant» e no «NRC».
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Pode conhecer mais sobre a obra de Angeniet Berkers aqui.
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A Agenda do 8.º Festival Imago Lisboa 2026, no FF, aqui.
No FF, sobre as exposições do Festival Imago Lisboa, desta e de outras edições, aqui.
Mais informação aqui.
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Cortesia: Festival Imago Lisboa
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