PAULO SIMÃO, ERASED

Integra a exposição “New Cartographies” do Festival Imago Lisboa, patente na Galeria Santa Maria Maior, em Lisboa, de 14 de outubro a 7 de novembro de.2026.

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Erased (Apagado) não é um olhar para o passado, mas para o futuro! Em Erased, Paulo Simão evoca “Erased de Kooning Drawing”, de Robert Rauschenberg. Ao manipular um conjunto de imagens da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, Simão recontextualiza o arquivo e desenvolve uma série que nos convida a considerar uma miríade de questões e reflexões.

Tal como Rauschenberg, ao acrescentar um subtítulo à imagem fotográfica, Paulo Simão assume que apagou para revelar, retirou para acrescentar, e que aquilo que aparentemente foi censurado nunca deixou de estar presente. Com a sua intervenção, Simão cria uma espécie de monumento anti-evocativo e, ao isolar o plinto, abre uma nova perspetiva e abordagem à obra artística; além disso, enfatiza a importância que o artista, a obra de arte e, neste projeto em particular, a obra de arte pública rememorativa, assumem ao validar determinados valores, conhecimentos, acontecimentos históricos ou memórias coletivas.

Este tipo de catálogo, que nos remete para o universo fotográfico de Bernd e Hilla Becher, começa a revelar as linhas vermelhas, ocultas por pixéis que já não estão presentes ou que foram acrescentados como resultado das possibilidades tecnológicas atuais.

Quatro anos após a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, começamos a perceber as questões que Simão pretende abordar. Precisamos de novos monumentos e de novas formas de celebração? O que fazer com os monumentos existentes no espaço público, que evocam e celebram acontecimentos históricos anacrónicos e que colidem com uma visão contemporânea e humanista da sociedade? Como lidam as democracias com o seu passado colonial e imperial? Qual é o papel das escolas, dos educadores, dos agentes culturais e dos meios de comunicação social na sociedade atual? Por fim, Simão convida-nos a refletir sobre a dificuldade dos atores políticos de se aproximarem dos cidadãos, num mundo com cada vez menos mediação, e sobre a forma como a desinformação constitui o ambiente perfeito para o crescimento do populismo.

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Paulo Simão, Erased

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2026

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A série de Paulo Simão, “Erased”, integra a exposição “New Cartographies”, com curadoria de Paul Di Felice, do Festival Imago Lisboa, este ano sob o tema “Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem”, patente na Galeria Santa Maria Maior, na R. da Madalena 147, em Lisboa, de 14 de outubro a 7 de novembro de.2026, de 2ª feira a sábado, das 15h00 às 20h00.

Esta série integrou o EMOP – European Month of Photography 2025, sob o tema Rethinking Photography (Repensando a fotografia). O Imago Lisboa faz parte do EMOP.

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Paulo Simão, nasceu em Santarém em 1973, vive em Lisboa, Portugal.

Estudou Publicidade no IADE, em Lisboa. Trabalha como designer gráfico. Estudou fotografia de 2013 a 2017 na escola Ar.Co, em Lisboa (nível avançado).

Expõe regularmente desde 2014.

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Sobre a exposição e esta série, escreve o curador, Paul di Felice:

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Repensar a Fotografia: Novas Cartografias

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Numa era marcada por rápidas mudanças tecnológicas, cenários geopolíticos em transformação e pela complexa sobreposição de histórias, a fotografia contemporânea está a evoluir para além do enquadramento da câmara tradicional. Novas Cartografias reúne seis artistas cujas práticas experimentais desafiam e expandem a própria definição de fotografia, criando novas formas de explorar a luz, a memória, a identidade e a mediação da realidade.

Em conjunto, estes artistas constroem novas cartografias da prática fotográfica, mapeando a luz, a memória, o poder e a tecnologia de formas inovadoras que expandem as possibilidades do meio e refletem as texturas intrincadas da experiência contemporânea.

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Paulo Simão explora a interseção entre histórias pessoais e coletivas através da fotografia, combinando métodos documentais e conceptuais. O seu trabalho crítico com arquivos indaga legados pós-coloniais e narrativas sociais, tecendo ligações complexas entre culturas e temporalidades.

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Pode conhecer mais sobre a obra de Paulo Simão, aqui.

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A Agenda do 8.º Festival Imago Lisboa 2026, no FF, aqui.

No FF, sobre as exposições do Festival Imago Lisboa, desta e de outras edições, aqui.

Mais informação aqui.

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Cortesia: Festival Imago Lisboa

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