TÂNIA DINIS, MÃOS NA TERRA

A exposição integra os Encontros da Imagem, encontra-se na Casa dos Crivos, em Braga, de 19 de setembro a 17 de outubro de 2026.

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Mãos na Terra é um projecto de investigação visual sobre as memórias do trabalho agrícola feminino no Minho. A partir do encontro com agricultoras e da observação dos seus quotidianos, o projecto acompanha gestos, saberes e marcas inscritas no corpo pelo trabalho: semear, colher, transportar, lavar, dobrar, cuidar.

Entre imagem em movimento, fotografia analógica, película 8mm e 16mm, imagens de arquivo e escuta, a pesquisa procura tornar visíveis formas de trabalho frequentemente naturalizadas ou ausentes das narrativas oficiais. O corpo surge como arquivo vivo de uma memória colectiva, onde se cruzam trabalho, género, classe e território.

Desenvolvido durante uma residência artística em Braga e distrito de Braga, Mãos na Terra propõe a construção de um ensaio visual onde imagens contemporâneas e materiais de arquivo se encontram, fazendo dialogar memória, paisagem e corporalidade. A exposição pensa a imagem como espaço de atenção, restituição e conhecimento situado, onde os gestos do trabalho feminino agrícola permanecem como vestígios vivos de uma história partilhada.

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Tânia Dinis, Mãos na Terra

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2026

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A exposição de “Mãos na Terra”, de Tânia Dinis, integra os Encontros da Imagem 2026, sob o tema Territórios do Imaginário – Lugares Encantados, pode ser vista na Casa dos Crivos, na Rua de S. Marcos, 41, em Braga, de 19 de setembro a 17 de outubro de 2026.

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Tânia Dinis (Vila Nova de Famalicão, 1983) é Mestre em Práticas Artísticas Contemporâneas pela FBAUP (2015) e Licenciada em Estudos Teatrais pela ESMAE (2006).

O seu trabalho atravessa diversas perspetivas e campos artísticos – fotografia, performance, cinema – numa estética relacional, partindo de imagens de arquivo de família, pessoais ou anónimas, da sua apropriação, ou outros registos de imagem real.

Realizadora selecionada para a Bolsa do FilmaPorto com projecto de curta metragem Marias, 2022/23. Espectáculo teatral Elas Entram e Ficam!, 2023 com produção do TEP e do Teatro Municipal do Porto. Direcção artística do projecto educativo Todos vivemos a mesma viagem de maneiras diferentes 2022 do Circuito Braga Media Artes Braga, GNRATION, 2022. Projecto educativo ATOS, Odisseia Nacional do Teatro Nacional D, Maria II, com o Plano Nacional das Artes e o Circuito Braga Media Artes Braga, 2023. Curta metragem Não são favas, são feijocas, 2013 premiada em vários festivais de cinema, seguida de outros trabalhos – Arco da Velha, 2015, Laura, 2017- prémio Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo – Brasil. Lurdes (2022), prémio no FUSO Vídeo Arte Lisboa. Catraias, 2013, com produção do Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde.

Exposição individual, ALEGORIA FOTOGRÁFICA no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, apoio DGArtes, 2020 e reposição em 2023 na galeria Cruce em Madrid. Foi a artista selecionada na 2ª Bolsa de Criação do PACT – Plano de Apoio à Criação Territorial ARTISTA NO CENTRO 2019/2021 pela A Oficina Guimarães. Realizadora selecionada SANGUE NOVO 22º Festival de cinema Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, 2019. Foi uma das vencedoras dos Laboratórios de verão no GNRATION, com a instalação audiovisual – sobrepostos, 2020. Tem colaborado com o serviço educativo do Curtas Metragens de Vila do Conde, Porto Post Doc, Porto, Family Film Project, Festival S8, Corunha.

Está representada na coleção de arte contemporânea do Município do Porto.

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No FF, pode ver a Agenda e saber mais sobre os Encontros da Imagem 2026, aqui, sobre as várias edições, aqui.

Pode saber mais sobre os Encontros da Imagem, aqui.

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