IAN CHEIBUB, ALUMBRE NA MACAIA

Exposição integrada no Festival Imago Lisboa, patente na Mitra – Pólo de Inovação Social, Pavilhão I, no Beco da Mitra, em Lisboa, de 10 de outubro a 15 de novembro de 2026.

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Alumbre na Macaia é o projeto de pesquisa em que incorporo, à minha prática artística, os ensinamentos que herdei da minha avó, do meu pai e dos meus ancestrais dentro do terreiro de Umbanda. Utilizo a tecnologia ancestral do banho de ervas nos próprios negativos que fotografo no terreiro, literalmente banhando-os antes de revelá-los.

Alumbrar é, ao mesmo tempo, iluminar-se e encantar-se. Macaia é um lugar sagrado, além de também designar o conjunto de folhas sagradas utilizadas na Umbanda e no Candomblé. Alumbre na Macaia é, portanto, macumbalizar a fotografia e fotografalizar a macumba.

Há um jogo dialético que intersecciona a poética e a estética macumbeira. Por um lado, trago, através do banho de ervas, uma visualidade impactada e intencionada pelos acasos, acidentes, rasgos e desvios — assim como na construção religiosa das encantarias brasileiras. Por outro, há o ato de literalmente banhar, nas ervas sagradas, meus irmãos de axé, que estão presentes nos negativos em forma de luz.

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Ian Cheibub, Alumbre na Macaia

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A exposição de Ian Cheibub, “Alumbre na Macaia”, com curadoria de Rui Prata, integrada no Festival Imago Lisboa, este ano sob o tema “Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem”, está patente na Mitra – Pólo de Inovação Social, Pavilhão I, no Beco da Mitra, em Lisboa, de 10 de outubro a 15 de novembro de 2026, de 5.ª feira a domingo, das 14h30 às 18h30.

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Ian Cheibub (n.1999) é um artista visual nascido em Niterói, vive entre São Paulo e o Rio de Janeiro e trabalha entre o Brasil e a França. O seu trabalho questiona as condições de visibilidade, controle e objetividade herdadas da modernidade colonial, tensionando a produção artística com as relações entre humanos e não humanos, numa lógica de escuta e contraponto.

​Por meio do vídeo, do som, da fotografia e da instalação, Ian desenvolve processos colaborativos que deslocam a autoridade do autor e colocam em questão as lógicas extrativistas da imagem.

A sua prática examina como certas operações, saberes e materialidades não racionalizados pela modernidade ocidental podem funcionar como ferramentas de subversão das narrativas dominantes no Sul global.

O seu trabalho está profundamente enraizado nas frestas do pós-colonialismo, investigando as interseções entre o mágico e o real que se expressam  na cultura popular e nos pequenos gestos do cotidiano.

​Através de fotografia, vídeo, música e instalações, Ian busca compreender como o conceito e as materialidades que envolvem a “magia” se tornam um instrumento de reapropriação e subversão das narrativas no Sul Global.​​​
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Pode conhecer mais sobre a obra de Ian Cheibub aqui.

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A Agenda do 8.º Festival Imago Lisboa 2026, no FF, aqui.

No FF, sobre as exposições do Festival Imago Lisboa, desta e de outras edições, aqui.

Mais informação aqui.

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Cortesia: Festival Imago Lisboa

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