FRANCISCO RICARTE, VER A LUZ EM PRETO E BRANCO
No Creative Macau / Center for Creative Industries, em Macau, Francisco Ricarte, João Miguel Barros, Jason Lei, Ieong Man Pan, Tang Kuok Hou e Rusty Fox apresentam “Seeing The Light In Black and White . Ver a Luz em Preto e Branco”, de 13.01 a 19.02.2022.
.
.
.
Ver a luz em preto e branco. É a luz que faz destacar a forma e a sombra. Que dá dimensão ao preto.
As fotografias de Francisco Ricarte são de um edifício “muito interessante, o Artron Art Center, foi projectado de origem para a sede da maior editora de arte da China: a “Artron”, e alberga para além dos escritórios e departamento de produção, uma biblioteca e uma galeria de exposição de livros, perfeitamente espantosas!” Fica situado na China, na Província de Guangdong, em Shenzhen, uma cidade próximo de Hong Kong, em Nanshan.
.
.
.
Francisco Ricarte, Artron Art Center, Shenzhen, 2019
.
.

.
Francisco Ricarte, João Miguel Barros, Jason Lei, Ieong Man Pan, Tang Kuok Hou e Rusty Fox apresentam “Seeing The Light In Black and White . Ver a Luz em Preto e Branco”, no Creative Macau / Center for Creative Industries, na Xian Xing Hai Avenue, em Macau, de 13 de janeiro a 19 de fevereiro de 2022.
.
.
.
Sobre a exposição, escrevem os autores:
.
Ao longo da história da fotografia, entre os fotógrafos que a fazem como arte, surgiram ideias opostas sobre os textos para explicar as imagens. Diz-se que uma boa fotografia não precisa de explicação. Se fotografia é arte e arte basta, a própria imagem deve ser independente, transmitindo-se tudo através da imagem sem a descrever em texto.
No início, a fotografia foi considerada uma forma de representar a realidade de forma objetiva, no seu estado puro, sem retoques. Essas imagens, bonitas ou não, dizem a verdade através do olhar daquele “momento”. Mais tarde, na câmara escura, para melhorar o filme, geralmente corrigindo arranhões ou outras falhas no filme. No entanto, hoje, não há fotografia (imagem) que não seja “ajustada” para obter o resultado mais próximo do desejável. Assumindo que a manipulação é uma prática recorrente e tão habitual, que ao eliminar a natureza indesejável da imagem captada, extingue-se a alma daquele “momento”. Cada vez mais, a impressão fotográfica torna-se tecnológica. As gráficas utilizam a tecnologia como um processo rápido de produção de livros, aceitando apenas imagens digitais ou digitalizadas do filme analógico. O tom é corrigido de acordo com o gosto do autor e exigindo a natureza do papel como “efeitos de compressão”.
Onde está a verdade da natureza das imagens? Existe uma verdade? Quantas existem?
Aqui ficam 6 fotógrafos que nos deram as respostas e para deleite do público, apresentam a arte da fotografia ao seu estilo. Eles criaram algo novo e original, manipulando a natureza da imagem ou não, alterada, para “mostrar a verdade”.
.
Publico também o texto sobre a exposição em inglês e em chinês:
.
In the course of the history of photography, among photographers who make it as art, there have been opposing ideas about texts to explain the images. It is said that a good photograph needs no explanation. If photography is art and art is sufficient, the image itself must be independent, transmitting everything through the image without describing it in text.
In the beginning, photography was considered a way to represent reality objectively, in its pure state, without being touched up. Those images, beautiful or not, tells the truth through the look of that “moment”. Later, in the darkroom, it was to improve the film, usually repairing scratches or other flaws in the film. However, today, there is no photograph (image) that is not “adjusted” to obtain the result that is closer to what is desirable. Assuming that manipulation is a recurring practice and so habitual, that by eliminating the undesirable nature of the captured image, the soul of that “moment” is extinguished. Increasingly, photographic printing is become technological. The printers use technology as a quick book production process, accepting only digital or digitized images of the analog film. The tone is corrected according to the author’s taste and demanding to the nature of the paper as “compression effects”.
Where’s the truth of the nature of the images? Is there a truth? How many are there?
Here are 6 photographers who gave us the answers and to the public’s delight, present the art of photography in their own style. They created something new and original, by manipulating the nature of the image or not, altered, to “show the truth”.
.
.
在攝影史中,雖然有攝影師把文字算作創作的一部分,但還是有一些持反對聲音,因為他們認為一幅好的照片是不需文字去講解圖中意思。如果攝影是一門藝術,而藝術是自給自足的,則圖像本身必須是獨立的,因此圖像自身能傳達一切,而不用文字描述。
最初,攝影被認為是一種在不被修飾的情況下客觀呈現真實狀態的方法。那是原始圖像的時代。這些圖像,不論是否美麗,都具有“當下”的真相。後來人們在黑房中對底片作出改善,修補划痕和瑕疵。但是來到今天,基本上很難沒有圖像不曾被調整過,以達到所需效果。如後製是如此的慣性,以消除所攝的不討喜因素,那其實就連當下的「靈魂」都消掉了。同樣的,攝影印刷技術也越來越進步。現在印刷商可以把數碼圖像又或數碼化底片籍現代科技快速生產書本。亦可以簡單把色調根據作者喜好、紙質等作出調整。
圖片的真相在哪裡?到底有沒有所謂的真相?而又有多少?
現在有六位攝影師為大家帶來了充滿個人特色的作品,他們或許通過後製來操縱圖像的性質又或以不改變圖像的本質來創作,以圖“顯示真相”。
.
.
.
Francisco Ricarte, português, nascido em 1955. É entusiasta e praticante de fotografia desde 1976, primeiro a P&B e, posteriormente a cores. Reside em Macau desde 2006, ano em que igualmente “migrou” para o formato digital. Esta parte do mundo tem-no fascinado desde a chegada, mas também tem permitido ver com “outros olhos” o seu mundo anterior.
A fotografia tem sido um modo crítico de expressar o seu entendimento do mundo, quer no contexto da sua prática profissional de Arquitecto e Urbanista – no que diz respeito ao meio urbano – quer da sua vivência pessoal e social – no que diz respeito ao factor humano e social das comunidades, constituindo, como tal, visões subjectivas da realidade envolvente. Como a fotografia pode assim potenciar o entendimento do que nos rodeia – seja humano, construído ou natural – tem sido uma pesquisa e prática fotográfica persistente, expressa em diversas séries fotográficas que tem desenvolvido ao longo dos anos, porventura, a serem “reveladas” um dia.
Acresce que é um apaixonado pelas Artes: lugar, memória e identidade são conceitos-chave de reflexão, sobretudo relativos à cultura urbana e visual, ambos suportados pela literatura e poesia, de que é ávido leitor.
Participou em diversas exposições coletivas: “Autumn Salon 2019”, Fundação Oriente, Macau; “RAEM, 20 Anos – Um Olhar Sobre Macau”, OPPIA, Porto, Portugal e Consulado Português em Macau (2019); “Open Future”, “Somewhere” (e edição do foto-livro “Somewhere”), Creative Macau – Center for Creative Industries; Macau Script Road Literary Festival (2018); – “Whatever You Make, Make It Yours”, Creative Macau – Center For Creative Industries; – “Autumn Salon 2017”, Fundação Oriente, Macau (2017); “Autumn Salon 2016”, Fundação Oriente, Macau; “Here & Now”, Creative Macau – Center For Creative Industries; “Macao Annual Visual Arts Exhibition 2016” – Western Media Category, MSAR’s Cultural Affairs Bureau (2016); “Rich Life”, Creative Macau – Center For Creative Industries (2015); “Symbols of Culture”, Creative Macau – Center For Creative Industries e “Autumn Salon 2014, Fundação Oriente, Macau (2014); “Make a wish”, Creative Macau – Center For Creative Industries e “Autumn Salon 2013”, Fundação Oriente, Macau (2013).
.
.
.
Pode conhecer mais sobre a obra de Francisco Ricarte no FF, aqui.
Cortesia: Francisco Ricarte.
.
.
.





Pingback: AGENDA . EXPOSIÇÕES . JANEIRO – MARÇO . 2022 | FASCÍNIO DA FOTOGRAFIA