CARMEN ALMEIDA, ÉVORA – OBJECTOS MELANCÓLICOS, 2005

 

 

 

Carmen Almeida

Évora – Objectos Melancólicos

Fotografia: José Serra, José António Barbosa, F. Inácio Caldeira, Caetano Polido Júnior, Gama Freixo, J. Lopes Franco, Rozalino Sayal, Campos Martins, Ricardo Santos / Texto: Carmen Almeida / Prefácio: João Carlos Brigola

Casal de Cambra: Caleidoscópio / setembro 2005

Português / 25,0 x 30,7 cm / 224 págs

Cartonado com sobrecapa

ISBN: 9789728801816

 

 

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“Objectos melancólicos… : fotografia, património e construção da memória. A colecção do Grupo pró-Evora (1890-1920)” é a tese de mestrado de Carmen Almeida, orientada por João Carlos Ferreira Brigola e Luís Pavão.

É um importante e interessante contributo para a História da Fotografia em Évora, analisando o destacado papel do Grupo Pró-Evora, nomeadamente da sua coleção de fotografia, particularmente a anterior à fundação do Grupo.

O texto decompõe-se em vários capítulos:

  • “Fotografia, património e construção da memória”, analisando “o património e a construção da memória na sociedade pós-moderna” e “a fotografia no tempo das massas”,
  • “Problemas teóricos e metodológicos em torno do estudo das colecções fotográficas”,
  • “A colecção fotográfica do Grupo Pró-Évora”,
  • “Análise Conotativa da colecção”
  • “Análise Denotativa da colecção”,
  • “Descrição física da coleção e conclusões”

seguindo-se o “Álbum fotográfico” e as Fontes e Bibliografia.

 

O Grupo Pro-Évora é uma Associação de Defesa do Património da cidade de Évora, sem fins lucrativos e foi fundado em 16 de Novembro de 1919, sendo considerado um dos grupos mais antigos com estes objetivos estatutários. A atividade do Grupo foi decisiva na preservação do património eborense e a ele se devem muitas iniciativas relevantes numa época em que se assistia à mutilação das características históricas mais interessantes da cidade. Em 1920 o Grupo é nomeado representante na cidade da Comissão dos Monumentos de Concelho de Arte, Arqueologia e é por sua iniciativa que são classificados como Monumento Nacional, nesse ano, as torres da Rua Nova, a torre pentagonal da Rua da Selaria e o Arco de D. Isabel (Porta da antiga cerca romana). Nos anos seguintes, o Grupo é responsável pela classificação como Monumento Nacional de muitos edifícios e de cerca de 30 imóveis como de interesse histórico e artístico, a criação do Museu Regional e a publicação de roteiros turísticos, livros, postais e artigos na imprensa. Permanece ativo, estando representado, entre outros, na Rede de Centros Culturais Portugueses. Foi agraciado pela Câmara Municipal de Évora com a Medalha de Ouro da cidade, em 29 de junho de 1999.

 

Sinopse:

A actual cultura de proliferação patrimonial, reveladora da revalorização da memória e das identidades locais, traduz-se, entre outros aspectos, por um interesse crescente pelo património fotográfico. A par da evolução dos conceitos de património e museu, a fotografia ganhou novos significados, pelo que novas reflexões se levantam no campo do estudo das colecções fotográficas. A partir de um caso concreto – a Colecção do Grupo Pró-Évora – evidencia-se a importância de encarar cada imagem como um “mapa de significados”, que permita ir além da sua mera aparência visual. Do estudo conclui-se que a Colecção reproduz o imaginário patrimonial do Grupo Pró-Évora e que se integra de forma activa na construção da imagem pretendida para a cidade pelos seus membros. Face à extensão da Colecção e ao que nela se reflecte do ponto de vista da memória colectiva local, propõe-se a sua musealização e classificação como Bem Móvel de Valor Concelhio.”

 

 

 

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Carmen Almeida, Évora – Objectos Melancólicos, 2005

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