LU NAN, PRISÕES DO NORTE DA BIRMÂNIA . PRISIONS OF NORTH BURMA
A exposição “Obra Maior – Prisions of North Burma e Trilogy” de Lu Nan, está patente na Ochre Space – photography and video art, em Lisboa, de 23 de outubro a 29 de novembro de 2025.
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Lu Nan escreve sobre o seu projeto:
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PRISÕES DO NORTE DA BIRMÂNIA
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De Junho a Setembro de 2006, passei três meses a trabalhar na Prisão de Yanglongzhai e no Reformatório da Zona de Kokang, ambos localizados na Zona Especial nº 1 (também chamada Kokang) do Estado de Shan, na Birmânia.
Na fronteira com Yunnan, Kokang tem 2.700 quilómetros quadrados de área territorial e uma população de 180.000 habitantes. Esta área alberga sete minorias étnicas, entre as quais os Kokangs que representam 85% da população. Os Kokang são descendentes de chineses “Han” que ali se estabeleceram há cerca de 300 anos. Os Kokangs utilizam o sistema de escrita chinês e falam chinês.
Em 2002, Kokang tornou-se a primeira zona do norte da Birmânia a proibir completamente o cultivo de papoilas, encerrando uma história de quase 200 anos de cultivo de papoilas para ópio. Antes disso, 80.000 habitantes das montanhas dependiam do cultivo de papoilas para sobreviver, sendo 150.000 mu cultivados. Depois de Kokang ter proibido o cultivo de papoila, 60% da população enfrentou escassez de alimentos, e o seu rendimento caiu para menos de um quinto do nível original.
Após a proibição, os habitantes das montanhas tentaram plantar outras culturas comerciais, como borracha, fruta, café, etc., mas nenhuma destas tentativas foi bem-sucedida. Apenas o cultivo da cana-de-açúcar obteve algum sucesso.
Embora a papoila do ópio já não seja vista em Kokang, grandes áreas nos distritos vizinhos ainda são cultivadas com papoila. Além disso, as consequências do cultivo da papoila, juntamente com o influxo de novas drogas sintéticas, continuam a causar graves problemas de abuso, contrabando e tráfico de drogas.
Na Prisão de Yanglongzhai e no Reformatório da Zona de Kokang, 95% dos reclusos foram detidos e encarcerados por concentração, transporte e tráfico de droga.
A população máxima na Prisão de Yanglongzhai é de 200 pessoas, mas o número de reclusos ronda geralmente os 100. Todos os 40 reclusos do Reformatório são transferidos da Prisão, escolhidos entre os menores delinquentes com boa resistência física. Os reclusos do Reformatório têm a oportunidade de se envolver em projetos laborais e recebem uma remuneração vantajosa.
Entre as três categorias de reclusos relacionados com drogas, os consumidores representam a maior proporção. Os consumidores de drogas, por sua vez, dividem-se em dois tipos: consumidores de heroína e consumidores de drogas sintéticas.
Independentemente de terem consumido heroína ou drogas sintéticas, após a detenção, os reclusos não recebem qualquer alimento, exceto comida e água.
Os consumidores de heroína passam por uma provação difícil, especialmente durante a primeira metade do mês: têm de suportar duas semanas de vómitos e diarreias frequentes antes de se sentirem quase normais.
Após a libertação, todos os reclusos que consumiam estupefacientes regressam ao vício, sem exceção.
Como Kokang se situa na fronteira norte da Birmânia, o governo birmanês não conseguiu exercer um controlo eficaz sobre a área. Nos últimos séculos, esta zona tem sido assolada por constantes conflitos armados.
Em 1968, o Partido Comunista da Birmânia (PCB) entrou na região de Kokang com o apoio da China. Durante este período, Kokang, juntamente com todo o planalto norte da Birmânia, foi afetada por escaramuças e batalhas entre o PCB e o exército birmanês. Em 1989, os Comunistas de Kokang iniciaram um golpe armado e declararam-se independentes do Partido Comunista da Birmânia (PCB), estabelecendo o seu próprio “Exército da Aliança Democrática Nacional de Myanmar” (MNDAA), dissolvendo o PCB nessa zona. Nesse ano, Kokang concluiu um acordo de paz com o governo de Rangoon, mas manteve a sua própria força de combate. Embora o conflito armado tenha sido temporariamente evitado, Kokang permaneceu sob controlo armado por combatentes étnicos regionais.
A população de Kokang tem sofrido terrivelmente com os conflitos contínuos. Hoje em dia, não só sofre de pobreza e privação devido à proibição do cultivo de papoilas, como também enfrenta problemas sociais devido ao influxo de narcóticos tradicionais e de novos narcóticos sintéticos. Antes da proibição, Kokang era um foco de preocupação devido à produção de ópio; desde então, tornou-se um canto esquecido do mundo. O povo de Kokang precisa da ajuda da sociedade internacional para poder sair desta situação difícil.
Por fim, gostaria de expressar a minha gratidão ao Sr. Dong Sheng, ao Sr. Xu Jinyan e à Miss. Wu Xiaolei. Sem a ajuda deles, este projeto não teria sido possível de ser concluído.
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Pequim (Junho de 2009)
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Lu Nan, Prisions of North Burma
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João Miguel Barros escreve sobre o fotógrafo:
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A FOTOGRAFIA COMO PERCURSO INTERIOR
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1. Lu Nan (nascido em 1962), é hoje uma figura incontornável da fotografia chinesa. A sua obra distingue-se não pela quantidade, mas pela densidade. Cada projeto é fruto de anos de convivência, de silêncio, de atenção.
A sua câmara não é uma arma nem um espelho – é uma extensão da escuta.
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2. Durante quinze anos, de 1989 a 2004, Lu Nan dedicou-se à criação de uma trilogia que, mais do que um conjunto de séries fotográficas, é uma meditação visual sobre a condição humana. Três capítulos, três mundos, três formas de resistência.
O primeiro, The Forgotten People (1989-1990), leva-nos aos hospitais psiquiátricos mas, acima de tudo a uma viagem pela doença mental no interior da China. Não há aqui denúncia explícita, nem dramatização.
Há abandono, mas também dignidade. Lu Nan fotografa os pacientes como quem os devolve ao mundo. Os rostos são mostrados com respeito, os corpos com cuidado. A composição é austera, o preto e branco é rigoroso. Nada o distrai do essencial 1.
No segundo capítulo, On the Road (1992-1996), Lu Nan acompanha comunidades católicas clandestinas que praticam a fé em segredo, nalguma clandestinidade.
A espiritualidade aqui é subterrânea, mas luminosa. Lu Nan capta missas improvisadas, orações murmuradas, gestos de devoção que sobrevivem à vigilância. A luz, muitas vezes natural, filtrada por janelas ou velas, torna-se símbolo de esperança. A fé é resistência, e a fotografia, testemunho 2.
O terceiro e último capítulo, Four Seasons (1996-2004), é uma ode à vida dos camponeses tibetanos. Durante oito anos, Lu Nan acompanhou o ciclo das estações, os rituais budistas, o trabalho agrícola, a intimidade das famílias.
Aqui, a espiritualidade não é clandestina, é integrada.
A vida é dura, mas vivida de forma plena. As imagens são serenas, quase meditativas. A câmara observa sem pressa, sem julgamento. É o paraíso, não como fuga, mas como aceitação.
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3. Mas a jornada não termina aí. Em 2006, Lu Nan embarca num novo projeto: The Prisons of North Burma, pouco visto.
Durante três meses, viveu com prisioneiros afetados pelo tráfico de drogas no norte de Burma (actualmente Myanmar).
As imagens são duras, mas nunca cruéis. No conjunto das 63 fotografias que constituem o projecto, vimos homens acorrentados, corpos marcados pela dependência, olhares vazios. Mas também momentos de cuidado, de partilha, de humanidade.
Mais uma vez Lu Nan não julga: observa, escuta, revela.
Este projeto é um epílogo sombrio da Trilogia – um retorno do paraíso ao inferno, agora marcado pela violência estrutural do narcotráfico e do encarceramento.
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4. O que sustenta esta obra?
Uma filosofia de vida. Uma ética do olhar. Uma espiritualidade do tempo.
Lu Nan é profundamente influenciado por Martin Buber, autor de O Eu e o Tu. Buber distingue entre dois modos de relação: o Eu-Isso, que transforma o outro em objeto, e o Eu-Tu, que reconhece o outro como sujeito pleno. Lu Nan escolhe o Eu-Tu. Ele não fotografa à distância – vive com os seus sujeitos, escuta os seus silêncios, partilha os seus ritmos. Como Buber escreveu: “Toda a verdadeira vida é encontro.” 3
E Lu Nan encontra. Encontra o outro. Encontra o tempo.
Encontra o invisível, mantendo-se invisivel num mundo habitado por gente real.
Mas há outras vozes que ecoam na sua obra. Goethe, por exemplo. Numa entrevista à Magnum Photos, Lu Nan cita-o: “Goethe disse que, enquanto estivermos no caminho certo, haverá uma mão intangível a ajudar-nos. Nos quinze anos em que fotografei esta trilogia, tudo o que vivi confirma a verdade dessa afirmação.” 4
Esta “mão intangível” é a confiança de que, ao agir com integridade, o mundo responde – não com facilidade, mas com sentido. É essa fé no invisível que lhe permite trabalhar sem pressa, sem certezas, sem necessidade de resultados imediatos. Ele não força imagens – espera que elas surjam, nascem como uma força predistinada a ser registada pela sua câmara analógica.
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5. Goethe inspira a sua visão orgânica da realidade, especialmente visível em Four Seasons, onde o humano e o natural se entrelaçam numa harmonia silenciosa.
Já Marcel Proust influencia a estrutura narrativa e sensorial da sua obra. A memória, o tempo e a atenção ao detalhe são elementos centrais. Como em Em Busca do Tempo
Perdido, as imagens de Lu Nan não seguem uma cronologia rígida, mas evocam atmosferas, gestos e silêncios que revelam camadas de experiência. A formulação mais conhecida – “A verdadeira viagem da descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos” – é uma paráfrase de uma passagem de A Prisioneira, onde Proust escreve: “A única verdadeira viagem, o único banho de juventude, não seria ir a novos lugares, mas ter outros olhos, ver o universo com os olhos de outro, de cem outros, ver os cem universos que cada um deles vê, que cada um deles é.” 5
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6. A obra de Lu Nan é, assim, uma síntese rara entre ética, estética e espiritualidade.
Ele não nos oferece imagens para consumir — oferece-nos imagens para contemplar. Para escutar. Para encontrar. Num tempo em que o olhar se tornou superficial e acelerado, Lu Nan convida-nos a ver com profundidade. A sua fotografia é, em última instância, uma prática espiritual – uma forma de estar no mundo com responsabilidade, com presença e com respeito.
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1 Photography of China – Lu Nan: The Forgotten People”, aqui.
2 Magnum Photos – “Lu Nan’s Trilogy”, aqui.
3 Martin Buber – O Eu e o Tu, trad. José Marinho, Ed. Moraes, Lisboa, 1986, p. 11
4 Magnum Photos – Entrevista com Lu Nan, aqui.
5 Marcel Proust – A Prisioneira, trad. Pedro Tamen, Relógio D’Água, Lisboa, 2011, p. 274
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“Obra Maior – Prisions of North Burma e Trilogy” de Lu Nan, encontra-se em exposição na Ochre Space – photography and video art, na Rua da Bica do Marquês , 31 – A, em Lisboa, de 23 de outubro a 29 de novembro de 2025.
A exposição é composta por: Prisons of North Burma, em 63 fotografias analógicas (2006), mais Trilogia, em filme, com a duração de 28 min, incluindo a totalidade das imagens do projecto, algumas não publicadas (1989-2004). A Trilogia é composta por 225 fotografias: parte 1: “The Forgotten People” (1989-1990), sobre a doença mental na China (56 fotografias); parte 2: “On the Road” (1992-1996) sobre a Igreja Católica na China (60 fotografias) e parte 3: “Four Seasons (1996-2004), sobre a vida diária dos camponeses Tibetanos (109 fotografias).
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LU NAN (Pequim, 1962) é um dos mais singulares fotógrafos da história da fotografia.
Vive em Pequim, numa Hutong, onde habita desde os dois anos de idade.
Uma Hutong é uma viela de modestas e muito antigas casas tradicionais chinesas, compostas por pequenas divisões independentes que dão todas para um pátio-corredor exterior.
Foi na sua Casa e no seu Estúdio, a 50km de Pequim, que nos encontrámos e conversámos durante três dias, em Maio de 2019, graças ao empenho do nosso mútuo amigo João Miguel Barros. Objectivo, por mim ainda não abandonado, desse inesquecível encontro: a realização de um filme sobre Lu Nan e a sua Opus Magnum, TRILOGIA.
A singela apresentação que aqui esboço do artista e do homem aproveita fragmentos das
longas conversas que nos foram revelando um ao outro durante esses três dias e frases soltas de Lu Nan repescadas das escassas entrevistas que deu ao longo da vida. Tudo a propósito dessa obra magnífica, a sua TRILOGIA.
“Como cresci numa China fechada, onde havia pouca informação e pouca divulgação cultural, pude escolher o melhor (“high level”) para ler: Goethe, Proust, T. S. Eliot, Valéry, Martin Buber (lido e sublinhado muitas vezes).” Lu Nan
Nos anos 1990, com a China de Deng Xiaoping, a casa de Lu Nan, segundo ele, “era um ponto de encontro de artistas, para convívio, debates, troca de informações e conhecimentos. Depois, com a “Nova China”, quase todos se dedicaram a ganhar dinheiro e a procurar o sucesso e a boa vida.”
Lu Nan permaneceu na mesma casa antiga e modesta, com a mesma vida e a sua procura artística: “Apart of the world”.
Decidiu trabalhar como independente, directamente para as pessoas: “A realidade chinesa da época não permitia carreira aos independentes, não havia trabalho fora do comércio, corria-se o risco de ficar um sem-abrigo. Quando ia de bicicleta pelas ruas e contemplava as pessoas, percebia que elas viviam apenas para sobreviver. Quis justificar a minha existência para além disso, dar uma razão de ser à minha vida.” Lu Nan
No encontro anual da Magnum, em 1993, por recomendação de Hiroji Kubota, Lu Nan tornou-se o primeiro correspondente da Magnum na R. P. da China.
“Não casei, não tenho filhos nem família. O trabalho é a minha vida. Eu estou a fotografar, ou estou a preparar o projecto seguinte.” Lu Nan
Trabalhou sempre sozinho, quer em viagem, quer no Estúdio/Laboratório onde revelou e imprimiu ele próprio todas as fotografias, com um exigente perfeccionismo. Um artesão apaixonado e minucioso, um artista prodigioso, um eremita.
“Para mim, a fotografia era o único meio que permitia o meu desejo tornar-se realidade.” Lu Nan
Discreta e pacientemente construída ao longo de quinze anos (1989-2004) e de milhares de quilómetros percorridos, a sua TRILOGIA constitui um assombroso conjunto de vivos
retratos humanos, um cântico solene e comovente à Vida e à Condição Humana: partículas de pura e luminosa substância humana são captadas por um olhar profundamente sensível e de grande elevação espiritual, que nos proporciona um encontro estético comovedor e inesquecível.
Cada fotografia impõe-se por si própria como obra artisticamente admirável e é ao mesmo tempo peça inseparável do conjunto de mais de 220 fotografias que, como Cantos, compõem o magnífico Tríptico.
“Através destas fotografias, espero ter encontrado a básica e duradoura natureza dos seres humanos.” Lu Nan
Nos seus incontáveis Blocos de Notas, alinham-se Anotações Ordenadas das várias soluções técnicas de impressão na Câmara- Escura para obter o resultado desejado em cada fotografia.
Servem também para futuras reimpressões, como Balanço de Detalhes e de Compensações.
Retrabalha as fotos durante dias, semanas, meses, na procura da Perfeição Plástica e da Luz Exacta em todos os pormenores. Pode trabalhar numa única foto durante 7 dias seguidos.
“A fotografia é tão difícil como a pintura ou a literatura. Se um artista quer ser excelente tem de dedicar 10.000 horas ao seu trabalho.” Lu Nan
O olhar de LU NAN e o seu talento artístico estabelecem uma relação humana directa, íntima e intensa, entre aqueles que são fotografados e aqueles que contemplam as fotografias, como só os grandes pintores lograram realizar. O seu humanismo compassivo, genuíno e sincero é serenamente despojado de artifício e de sentimentalismo, e a plena comunhão com as comunidades que fotografa permitem-lhe uma proximidade humana que nos comove e deslumbra.
“Goethe afirmou que se permanecermos no bom caminho há uma intangível mão que nos ajuda. Nos quinze anos em que fotografei para esta trilogia, tudo o que vivi me comprovou a verdade desse pensamento.” Lu Nan
Começou a aprender fotografia sozinho, nos meados dos anos 1980, e assume-se como Autodidacta.
Cita Joseph Koudelka como decisivo nas suas origens como fotógrafo: pela Devoção à Fotografia e a Simplicidade da Linguagem.
Refere como influentes nos seus primeiros passos como artista os pintores Piero della Francesca e Jan Vermeer.
Considera que, de todos os artistas e fotógrafos que foi estudando e conhecendo solitariamente, aprendeu a Visão da Fotografia como forma de expressão artística e humana; a entrega exclusiva ao Trabalho Artístico como vital; e o Compromisso Humanista como fundador e guia.
“Eu não tenho uma religião, eu apenas tenho fé.” Lu Nan Fé, acrescento eu, na “utilização da fotografia para mostrar a dignidade do ser humano”. Lu Nan
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Outubro de 2025
Luís Filipe Rocha
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Bibliografia de Lu Nan:
1) On The Road – The Catholic Faith in China, Ignatius Press,San Francisco, 2021. Tiragem: 2000 exemplares
2) TRILOGY LU NAN, GOST Books,London, 2018. Tiragem: 2000 exemplares
3) The Forgotten people – The Condition of China’s Psychiatric Patients, China National Art Photography Publishing House, Beijing. 3 edições: 2008 / 2014 / 2016. Tiragens: 1000 / 1500 / 2500
4) On The Road – The Catholic Faith in China, China National Art Photograph Publishing House, Beijing. 3 edições: 2008 / 2014 / 2016. Tiragens: 1000 / 1500 / 2500
5) Four Seasons – Everyday Life of Tibetan Peasants, China National Art Photograph Publishing House, Beijing. 3 edições: 2007 / 2014 / 2016. Tiragens: 2000 / 1500 / 2500
6) Prisons of North Burma, China National Art Photograph Publishing House, Beijing, 2015. Tiragem: 4000 exemplares
7) Prison Camps In Northern Myanmar, China Tushu Publishing Limited, Hong Kong, 2009. Tiragem: 1000 exemplares
8) On The Road – The Catholic Faith in China, Photographers International, Taiwan, 2000. Tiragem: 1000 exemplares
9) The Forgotten People – The Condition of China’s Psychiatric Patients, Daisan Shokan, Tokyo. 2 edições: 1993 / 2006. Tiragens: 2000 / 1000
Nota: A primeira intenção era publicar aqui uma biografia resumida de Lu Nan. Mas o propósito foi subtilmente contornado pelo próprio artista, dizendo que o que marca a pessoa é a sua obra. E, por isso, para o lugar da biografia é incluída, antes, e por sugestão do artista, uma bibliografia com os livros publicados.
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Sobre a Ochre Space, aqui.
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Cortesia: Ochre Space / João Miguel Barros
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