MOVIMENTO DE EXPRESSÃO FOTOGRÁFICA, HISTÓRIAS DO POVO CIGANO

A exposição integra o Imago Lisboa Photo Festival, está patente nos Jardins do Bombarda, em Lisboa, de 11 de outubro a 6 de novembro de 2025.

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Histórias do Povo Cigano é uma iniciativa do Movimento de Expressão Fotográfica em parceria com a Costume Colossal, que usa a imagem como ferramenta de expressão e visibilidade da identidade cigana.

Através de vídeos e retratos fotográficos, são os próprios participantes da comunidade que dão forma às narrativas, assumindo o papel de autores, artistas e criadores da sua própria imagem.

O projeto pretende valorizar as tradições, os saberes e os costumes da cultura cigana, dando a conhecer histórias de resiliência e sucesso, promovendo a inclusão, a igualdade e o respeito pela diversidade cultural.

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Regista o MEF:

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Este projeto visou, simultaneamente, preservar e divulgar os saberes, tradições e modos de vida ciganos, reconhecendo o papel de muitas das suas figuras como exemplos de resistência, superação e dignidade — mesmo em contextos adversos e com poucos recursos. Ao partilhar estas histórias, pretende-se gerar um impacto positivo tanto na auto-imagem das comunidades ciganas, como na perceção da sociedade em geral, promovendo respeito, empatia e reconhecimento mútuo.

Trata-se de um projeto de co-produção comunitária, em que os habitantes participam desde o primeiro momento até à seleção final das imagens. Esta abordagem participativa concretizou-se através de encontros comunitários, dinamizados com o apoio da Costume Colossal, entidade parceira no terreno. Foi dessa relação de proximidade e confiança que emergiram as narrativas visuais, sendo que foram os próprios membros da comunidade os responsáveis pela escolha final das imagens e histórias a apresentar.

Para aprofundar a dimensão identitária do projeto, foram envolvidos jovens da comunidade cigana, selecionados pela própria comunidade, que revisitaram lugares significativos da sua vivência, refletindo sobre a sua realidade e sobre o seu papel no tecido social. Esses jovens trabalharam em colaboração com artistas da comunidade maioritária, convidados através de uma chamada aberta (Open Call), sob orientação da equipa do Movimento de Expressão Fotográfica (MEF).

“Histórias do Povo Cigano” pretende ser um espaço de participação ativa, criação colaborativa e reflexão crítica, utilizando a fotografia e o vídeo como ferramentas de mediação cultural e de capacitação, tanto a nível técnico como no domínio do auto-conhecimento e da valorização identitária. O projeto contribui para o fortalecimento de competências e para a promoção de um diálogo mais justo e inclusivo entre comunidades.

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Movimento de Expressão Fotográfica, Histórias do Povo Cigano

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A exposição “Histórias do Povo Cigano”, promovido pelo Movimento de Expressão Fotográfica (MEF), integra o Imago Lisboa Photo Festival, está patente nos Jardins do Bombarda, na Rua Gomes Freire, 161, em Lisboa, de 11 de outubro a 6 de novembro de 2025 (ter, qua, qui, dom → 10h00 – 22h00, sex, sáb, vésperas de feriado → 10h00 – 24h00).

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Na apresentação desta 7.ª edição do Imago Lisboa Photo Festival, Rui Prata, curador artístico, escreve:

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QUEBRAR O SILÊNCIO – CAMINHAR JUNTOS

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Na sua 7ª edição, o Imago Lisboa reafirma-se como um espaço plural de encontro e reflexão em torno da imagem fotográfica. Consolidado no panorama cultural de Lisboa — e com crescente reconhecimento nacional e internacional — o festival propõe-se, mais uma vez, não apenas como plataforma expositiva, mas como agente ativo no desenvolvimento da literacia visual e da compreensão crítica das artes visuais contemporâneas.

A edição de 2025 inscreve-se num contexto em que a prática fotográfica é convocada a pensar o mundo a partir da sua própria ontologia: o olhar, o registo, a memória, o silêncio. O tema curatorial — Quebrar o silêncio, caminhar juntos — convida à escuta e à partilha, num momento em que a convivência entre culturas e experiências se torna imperativa.

Portugal, enquanto território histórico de cruzamentos, encontros e deslocações, revela-se simultaneamente como espaço de acolhimento e de silêncio. A construção da nossa identidade coletiva foi, desde sempre, marcada pela presença do outro — os cruzados que povoaram os territórios conquistados, os estrangeiros que ocuparam as possessões ultramarinas, os migrantes que hoje respondem às necessidades de uma população em regressão. Este festival pretende, assim, abrir espaço para narrativas que foram historicamente silenciadas e promover uma escuta ativa dessas vozes.
A programação artística do Imago Lisboa 2025 articula-se em torno de um conjunto de exposições que propõem diálogos entre artistas consagrados e emergentes, de diferentes geografias e gerações. Estas exposições espelham a diversidade das práticas fotográficas atuais e são complementadas por um amplo programa de atividades: debates, oficinas, projeções, leituras de portfólios e conferências.

Numa estratégia de alargamento e fidelização de públicos, o festival promove ainda ações educativas nas bibliotecas municipais, com sessões dedicadas à História da Fotografia e conversas em torno da obra de artistas participantes — criando, assim, condições para uma descodificação mais sensível e informada das suas narrativas visuais.

Por fim, numa abordagem mais lúdica e experimental, o Imago Lisboa propõe oficinas abertas a jovens, seniores e famílias, onde se exploram formas alternativas de fazer e pensar a fotografia. Porque é também na brincadeira, no gesto e no improviso que se quebram silêncios e se criam novos caminhos partilhados.

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Pode conhecer mais sobre o MEF, no FF, aqui; no seu site, aqui.

A agenda da 7.ª edição do Imago Lisboa Photo Festival, 2025, no FF, aqui.

Sobre esta edição do Imago Lisboa Photo Festival, no seu site, aqui.

Sobre estas e outras edições do Imago Lisboa Photo Festival, no FF, aqui.

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Cortesia: Imago Lisboa Photo Festival

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