GRACE RIBEIRO, DESCOBRIMENT(E)S

A série integra a exposição “Invisible Borders” do Imago Lisboa Photo Festival, patente na SNBA – Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, de 5 de setembro a 4 de outubro de 2025.

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Descobrir, no sentido de destapar, mentes do preconceito e da discriminação racial que ainda persistem.

Ao descobrir e identificar africanos e afrodescentes que contribuem com as mais diversas atividades para a estrutura social e territorial, pretende-se criar um novo olhar distanciado e crítico, sobre esta presença multisecular, numa Lisboa cada dia mais pluricultural.

O registo fotográfico de trabalhadores e dos ambientes laborais em que se inserem tem como objetivo principal valorizar e dar visibilidade [ou combater a invisibilidade] a quem tem participação ativa na vida coletiva de Lisboa/Portugal e assim contrariar as narrativas distorcidas que teimam em ecoar.

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Grace Ribeiro, Descobriment(e)s

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2025

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A série de Grace Ribeiro, “Descobriment(e)s”, integra a exposição “Invisible Borders” do Imago Lisboa Photo Festival, com curadoria de Rui Prata, patente na SNBA – Sociedade Nacional de Belas Artes, na Rua Barata Salgueiro, 36, em Lisboa, de 5 de setembro a 4 de outubro de 2025.

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Grace Ribeiro. Mindelo, 1996.

​Durante o curso de arquitectura no M_EIA Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura, tive o primeiro contacto formal com a fotografia ao participar na residência Catchupa Factory. Desde esse momento, concilio a fotografia e o audiovisual com um olhar atento sobre a transformação dos territórios e da paisagem do particular contexto insular de Cabo Verde.

Fui seleccionada para a 3ª edição da Residência Criativa Audiovisual UPCycles – Maputo 2022, dirigida para Artistas Emergentes dos Palop, onde desenvolvi o projecto “Imergir na paisagem para resgatar raízes”.

Encontro na apropriação do espaço público uma oportunidade para explorar visualmente a relação da memória dos espaços habitados e os elementos naturais.

O trabalho de audiovisual que tenho desenvolvido tem sido exibido e premiado. Destaco as curtas-metragens “Cabral – Artesão da Liberdade” e “Homi Grandi” ambos desenvolvidos no âmbito da Associação de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde em parceria com a Fundação Amílcar Cabral.

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Sobre “Invisible Borders” (Fronteiras Invisíveis), escreve o curador, Rui Prata:

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As fronteiras mais difíceis de atravessar não estão inscritas em qualquer mapa. Muitas vezes as verdadeiras barreiras são as da invisibilidade, traçadas por séculos de colonialismo global, silêncio e exclusão social. Estão nos olhares, na burocracia, nos arquivos. São fronteiras que se impõem entre o que é visto e o que é reconhecido, entre o que é lembrado e o que é apagado. Esta exposição procura ser mais um alerta entre a subtileza e a brutalidade do racismo.

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Pode conhecer mais sobre Grace Ribeiro no seu site, aqui.

Sobre esta edição do Imago Lisboa Photo Festival, no seu site, aqui.

Sobre estas e outras edições do Imago Lisboa Photo Festival,  no FF, aqui.

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Cortesia: Imago Lisboa Photo Festival

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