PEDRO INÁCIO, ARTE TUMULAR, O LADO ARTÍSTICO DA MORTE, 2025
Um livro e uma exposição, no Panteão Nacional, em Lisboa, de 18 de junho a 7 de setembro de 2025.
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Pedro Inácio
Arte Tumular, o lado artístico da morte
Tomb Art, the artistic side of death
Fotografia: Pedro Inácio / Curador e ensaio: Ana Paula Assunção / Texto: Alexandre Pais, Santiago Macias, Nélson Batista, Jorge Umbelino, João Prates
Loures: Câmara Municipal de Loures / Junho . 2025
Português / 28,0 x 25,0 cm / 105 pp.
Inglês / 28,0 x 25,0 cm / 105 pp.
Cartonado / 250 ex (português) + 50 exemplares (inglês)
ISBN: 9789729142758
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O presente livro resulta do trabalho de investigação de Ana Paula Assunção em torno da arte tumular e do turismo cemiterial e do portfólio desenvolvido pelo fotógrafo Pedro Inácio, conhecendo duas edições: em português e inglês, de acordo com os textos / ensaios. Os poemas que acompanham as fotografias, de vários autores portugueses, sobre a morte, bem como a identificação dos locais das fotografias, são sempre em português. Foi editado por ocasião da exposição realizada no Panteão Nacional, de 18 de junho a 7 de setembro de 2025.
O Panteão Nacional, local tumular dos mais notáveis do país, acolhe assim a imagem de tantos outros, que perpetuam a sua memória através de túmulos mais ou menos sumptuosos, onde não falta a componente artística.
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Do texto de Santiago Macias, Diretor do Panteão Nacional, destaco:
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Os cemitérios são sítios silenciosos, tanto de memória como, sobretudo, de esquecimento. Foi esse território de finitude que Pedro Inácio se propôs registar, numa deambulação onde nos interrogamos, a cada momento, sobre o sentido da caminhada: “Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro”, lemos no Apocalipse.
A morte ganha aqui, neste registo dos cemitérios e da sua arte, uma dimensão física. Estátuas, formas arquitetónicas, simbologias dão-nos uma visão concreta de quem ali está, e de como os que ficaram os quiseram homenagear. Ler os mortos é, também, interpretar os vivos.
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Pedro Inácio, Cemitério de Loures, 2023 – Cemitério do Alto de S. João, 2023 –Cemitério dos Prazeres, 2022 – Cemitério de Agramonte, 2023
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Ana Paula Assunção escreve o ensaio:
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Arte tumular, o lado artístico da morte
– Quebrar tabus é sempre uma função da arte.
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Proémio
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Apresenta-se, nesta exposição, a perspetiva de poder olhar os símbolos artísticos criados para falar da morte e da luz que neles existem, devolvendo-nos, em simultâneo, memórias, pessoas, contextos, autores, encomendadores, com isto não olvidando a função mediadora da imagem e do seu papel como modo de conhecimento, nem tão pouco, esquecendo a multiplicidade de sentidos, caminhos que percorremos com Cassirer (1972) – a humanidade vive num mundo simbólico – e com Panofsky (2009) – quando aborda a iconografia e a iconologia.
Não é mera redundância afirmar-se que a leitura da imagem não é, nem universal nem natural: ela é, antes de tudo, cultural, um ato interpretativo (Terrenoire: 1985; p. 513). (…)
Quebrar tabus é sempre uma função da arte, e neste campo, não se pode recusar que existe o tabu da morte. As pessoas ainda visitam cemitérios muito pouco, com medo e o invisível que não se vê, [Citação do sugestivo título de Ana Paula Martins Castro Pegas. O visível que não se vê e o Património Cemiterial: proposta de criação de uma Rota Turística dos Cemitérios do Porto,2013] preenche o olhar, negando o ambiente, o pormenor. Mas, contudo, como acentua Canetti (2017: p.334) os cemitérios exercem uma forte atração e emoção.
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O passado humano nos cemitérios
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Manuel Antunes clarifica o conceito memorialidade que designa a característica do homem que o revela como capacidade de conservar e de intencionalmente, recuperar o passado humano.
Recuperar o passado humano é um dosalicerces desta viagem por cemitérios do norte a sul do país, através da fotografia de Pedro Inácio.
Os registos de arquitetura que marcam o espaço nas necrópoles existentes, enfatizam a unidade da arte e da morte, como fazendo parte da comum condição humana.
A determinação de criação deste equipamento urbano, o cemitério, em Portugal com a proibição de enterros nas igrejas, 1835 e posteriormente, com a nova regulamentação dos serviços de saúde, 1844, e os constantes adiamentos da aplicação da Lei por guerras, miséria, muita pobreza agravada pelas secas, praga da batata, doenças – cólera morbus – fragilidade governativa, tumultos sociais, fizeram com que, Ricardo Jorge, aproveitasse todas as oportunidades para relembrar questões tão importantes, como a modernidade de pensamento, o papel da ciência, tentando contrariar todo um mundo de mitos – os muros altos e o isolamento dos cemitérios, a contaminação pelo ar – para afirmar o seu papel de defensor da inumação e do cemitério público. (…)
Tal postura, que lentamente se foi introduzindo, chegou ao presente com a celebração das visitas e comemorações do primeiro de novembro, Dia de Todos os Santos e no dia seguinte, o segundo dia de novembro, Dia dos Fiéis Defuntos, vulgo, Dia de Finados ou mesmo Dia dos Mortos, popularmente, os dias juntam-se, fazendo-se o Culto dos Mortos no Dia de Todos os Santos.
Inicialmente, no cemitério modelo seguido em Lisboa, o cemitério municipal de Paris, Père-Lachaise (1804), complementarmente à função de inumação, um dos grandes objetivos era conduzir a população a ver as grandes obras escultóricas e jazigos dos dignificantes falecidos, num ato de contemplação e agradecimento, num ambiente que ainda hoje distingue este espaço, hoje considerado cemitério- jardim. (…)
Contudo, particularmente relevante, é a constatação de que a questão da arquitetura, as suas alterações e forma dos monumentos funerários é um tema transversal, que muito contribui para o estudo do tema da morte, atitudes, crenças e atuais valorizações como recurso turístico. Esta função de admiração e de afirmação de poder de uma burguesia e de um romantismo acentuado conduziu a que as grandes capitais europeias seguissem o modelo francês e rapidamente se ergueram cemitérios e ambientes numa grande transferência cultural.
Portugal não foi exceção.
Sobre cemitérios românticos existe uma vasta literatura, nacional e internacional, sítios, blogues, em particular, que abordam os principais exemplares, salientando autorias escultóricas/artísticas e arquiteturais notáveis, assim como as personalidades ali inumadas, que fazem Portugal ser um exemplo notável nesta matéria de arte cemiterial, funerária, tumular romântica.
As transferências culturais (Espagne:2018) foram realizadas, replicadas, adaptadas, assimiladas, e durante o período romântico, sec. XVIII, XIX, a arte da morte conheceu um grande desenvolvimento, trazendo autores, por exemplo, do Porto para Lisboa, Coimbra ou Braga ou o contrário, partilhando por via da imprensa, dos anuários comerciais, dos caminhos de ferro que traziam a cultura de Paris, das exposições nacionais e internacionais, e uma larga panóplia de catálogos, desenhos, esboços e perspetivas, mão de obra especializada que percorreu o país, alguma convidada do estrangeiro, fatores que, em conjunto, criaram a oportunidade de conhecimento que se foi concretizando e espalhando uma arte que, à medida que entramos no séc. XX, se simplifica, utilizando uma nova linguagem estética. (…)
Paralelamente a esta presença do romantismo nas principais cidades nacionais, rapidamente se passam a outros locais de inumação que, com mais ou menos recursos, também tinham que cumprir a lei.
E embora timidamente entrem pela porta grande, os cemitérios que se inauguraram em finais do séc. XIX, na orla das principais cidades, em Portugal, só muito recentemente entraram no discurso académico, no patamar de arte e património visitável e de interesse, como recurso e produto turísticos (Assunção, A.P. :2019;2022;2023).
No final do séc. XIX, principio do sec. XX, podem comparar-se dois particulares modelos de cemitérios: os de arquitetura monumental com elementos neogóticos, barrocos, esculturas proeminentes, forte contexto familiar, com jazigos, capelas, uma estética romântica, predominantemente dos séculos XVIII-XIX, públicos e/ou privados e os cemitérios públicos de gestão municipal ou paroquial, com ou sem jazigos, sepulturas perpétuas e temporárias, estética não romântica, recolhendo todos os arquétipos já fixados nos cemitérios românticos.
Os lugares da memória familiar (Barbosa:2016), ficaram nos cemitérios românticos e nas suas principais alamedas bem identificados, mas nas campas e jazigos dos cemitérios não românticos, os antropónimos constituem uma verdadeira genealogia, história de famílias, cruzamentos e, sobretudo, quando acompanhados de figurações, apresentam-se como espelho social único.
Dentro de diferentes contextos financeiros, tendo à partida uma principal diferença- o custo do terreno é maior na alameda (onde normalmente se localizam os jazigos), menos no interior do cemitério – e seguidamente, a utilização de matérias primas e custo de mão de obra, os cemitérios paroquiais e municipais públicos, modernos e contemporâneos, criaram uma linguagem própria e criativa, surgindo soluções originais, em contexto de estética diferente, não romântica (Assunção, A.P.:2022).
A presente exposição de Pedro Inácio apresenta cemitérios românticos de referência e revela cemitérios não românticos do concelho de Loures, em particular, onde esta valorização patrimonial e turística desde 2017, se apresenta como uma prática inaugural nacional (Assunção, A.P.:2019;2022).
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A procura da imortalidade
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A morte mereceu de todas as civilizações, uma especial atenção, buscando sempre uma razão, uma explicação para algo que implicava um fim: enfrentar a finitude foi e continua a ser uma matéria delicada e sensível e as sepulturas revelam-se como um sonho de perenidade
Mas a procura de imortalidade, de eternidade, essa busca que não tem fim, foi inscrita, desde sempre, na memória. O forte sentido de grupo que existiu em todas as civilizações permite-nos interpelar a construção dos primeiros registos pétreos como sinal da resistência ao esquecimento e também da demanda da proteção, pois os falecidos/as vão-se colocando perto uns dos outros, umas das outras, numa associação física e moral, protetora.
De facto, os locais de enterro refletem muito especialmente a atitude cultural de uma civilização em relação à morte.
Quando o abade Odão, de Cluny, no princípio do século XI, instituiu a prática de rezar pelos mortos com a criação do dia dos Fiéis Defuntos, uma prática que persiste, gerou um gesto de civilização que faz parte de um rito religioso e social que se mantém: cuidar e zelar pelos mortos.
A coabitação entre mortos e vivos, num mesmo espaço, sepulturas ad sanctos apud ecclesium não era considerado um problema. Contudo, permitiram uma situação de grande sensibilidade com o monopólio do poder sacerdotal, que se generalizou e moldou durante séculos esta relação.
Com a reforma da Igreja, alterou-se o modo de entender o cemitério: o purgatório e as orações pelas almas, instalam-se como garantia não apenas do lugar da morte, mas também do paraíso (Ragon:1981).
O espírito iluminista até ao final do séc. XVIII, alimentou o questionamento do mundo e embasou o desenvolvimento de um espírito científico, de que António Ribeiro Sanches (1699-1783), um estrangeirado, pode exemplificar, ao trazer a questão da higiene, do pensamento higienista para Portugal.
Os protestantes ingleses foram os primeiros a desenvolver o cemitério fora da igreja (século XVII).
No fim do séc. XVIII, os cemitérios foram reinventados: o romantismo trouxe um novo paradigma: o privilégio das emoções, da subjetividade e do individualismo, uma nova centralidade, gerando uma nova modalidade de culto aos mortos, através da evocação e da memória, do investimento na construção de referências, com ostentação e poder, e sublimação, e ao mesmo tempo, revivificando as distinções.
Falamos da morte e da busca da eternidade, sobrevivência; não falamos da emoção da perda, do choro, da lamentação que alguns poetas tentaram e tentam traduzir.
Nas últimas décadas do século XVIII, homens e mulheres de classe média diferenciavam-se da nobreza ao enfatizar o seu próprio sentido de compaixão e empatia, que achavam faltar aos aristocratas de coração frio (Frevert, U. :2021).
A morte foi sempre acompanhada pela arte.
O culto da beleza permite a entrada no mundo do simbólico para afirmar e celebrar a vida, para combater e negar a morte: a imagem, primeiro esculpida e mais tarde pintada, desempenha uma função mediadora entre os vivos e os mortos; (…)
A evocação, por sua vez, está presente no símbolo e o no epitáfio narrativo, que permite a identificação do falecido nos elementos que compõem esse túmulo, como a imagem, possível com o aparecimento da fotografia, séc. XIX, tradição sobretudo católica e principalmente do sul da Europa, e a utilização da faiança em retratos pintados, como os realizados por Álvaro Pedro Gomes /APG (1894 -1974), aluno de Jorge Colaço, Fábrica de Loiça de Sacavém.
A humanidade precisa de construir monumentos – tudo o que evoca o passado e reprodução de memórias (Catroga:1999) – porque ele próprio tomou consciência da sua finitude e, a beleza é, portanto, um aspeto necessário para responder à morte e para lamentar e honrar os mortos.
De facto, foi com a criação de símbolos e de figuras, de adornos, de construções e epitáfios gravados, que os vivos foram expressando a perda, a finitude, ou seja, uma “paisagem dos mortos” é, por vocação, um local dos vivos e, para os vivos.
(…) Muitos artistas nacionais e estrangeiros, deixaram a sua marca em construções que igualmente os imortalizaram. Por exemplo, Teixeira Lopes com obra no túmulo de Oliveira Martins; Canova com um baixo relevo do pai do Duque de Palmela, notável; Camels, possivelmente uma das melhores, obras da escultura funerária romântica nacional (Flores:1993: p.150); Raul Lino, com obra nos cemitérios dos Prazeres e Alto de S. João; Almeida de Simões tio, e Rafael Bordalo Pinheiro. Em Coimbra, destacaram-se João Machado, e a oficina portuense de Bernardo Marques da Silva, filho (Portela; Queiroz :1999). No cemitério de Agramonte, encontram-se obras de António Soares dos Reis e António Teixeira Lopes e do Arquiteto Carlos Henriques da Silva Neves. O cemitério de Nossa Senhora da Lapa, classificado como património de interesse público, apresenta arquitetura funerária da primeira metade do séc. XIX, considerado um dos mais belos cemitérios da europa e o mais antigo privativo, moderno em funcionamento em Portugal (Número IPA Antigo: PT011312040539). (…)
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Loures, 28 de fevereiro de 2024
[Indica-se a Bibliografia no final deste artigo]
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Pedro Inácio, Arte Tumular, o lado artístico da morte, 2025
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A encerrar a obra, escreve Ana Paula Assunção:
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Arte tumular, dialogar com o tempo
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A arte como vida para além da morte, é uma resposta emocional à mortalidade.
Cada jazigo, campa, lápide, epitáfio, escultura, conta uma história única, uma narrativa para além de tudo.
A comunicação olhos nos olhos, de abertura às artes e às técnicas, é a única que permitirá à Humanidade descobrir o que se deixa passar, por vezes, não descobrindo como nos eternizamos. Desvendar a arte tumular, coberta de simbolismos, qual deles o mais curioso, é um desafio. Não há conflitos entre vivos e mortos, apenas pontes onde, nas margens, foram deixadas peças poéticas para meditação.
A arte cristã desenvolveu um complexo e variado campo de imagens, que fazem parte de um ritual funerário. A areia na ampulheta conta o tempo que voa, a mão que não deixa a do amigo, a beleza do eterno doloroso da perda, na mulher, a pedra sempre com a mão do autor, a redenção com anjos, hóstias, a música que contorce o corpo, a pedra que se torce também, com dor, a coroa do vencedor com a perpétua saudade , o trabalho da terra e a saúde que a serpente, enrolada, ou só, tanto simboliza, e o fogo eterno no fogaréu que não perturba a cinerária de que o anjo cuida: não há aqui rompimento de laços, a vida continua.
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20 de março de 2024
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António Bracons, Aspetos da exposição – Inauguração: Nelson Borges (CM Loures), Pedro Inácio, Ana Paula Assunção, Santiago Macias; António Saiote (clarinete), 2025
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A exposição “Arte Tumular, o lado artístico da morte”, de Pedro Inácio, com curadoria deAna Paula Assunção, teve o apoio do Município de Loures e esteve patente no Panteão Nacional, em Lisboa, de 18 de junho a 7 de setembro de 2025.
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António Bracons, Pedro Inácio, 2025
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Pedro Inácio. Nasceu em Lisboa. Reside na Venda do Pinheiro, Mafra.
Licenciado em Ciências Históricas, pela Universidade Lusíada.
Curso de Mestrado em Museologia e Património, pela Universidade Nova de Lisboa.
Museólogo de profissão e investigador na área do Património Cultural da Água.
Conservador do Museu da Água da EPAL.
Vice-presidente da APOM- Associação Portuguesa de Museologia.
Em 1984, iniciou-se na fotografia.
Em 2005, apresentou a sua primeira exposição individual.
Realizou várias exposições individuais e coletivas em Portugal (incluído as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira) e no estrangeiro designadamente na Argélia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos da América, França e Roménia.
Tem vários livros publicados que integram o seu trabalho fotográfico.
Em 2021, foi editado seu último livro “Património-Cultural da Água- Roteiro de Aquedutos”.
Ultimamente tem realizado várias reportagens fotográficas no âmbito da Arte Tumular.
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Bibliografia (do ensaio de Ana Paula Sousa Assunção):
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Abranja, N.A. et al. (2012). Conhecimento e práticas do Turismo Cemiterial: um mercado emergente no setor. in Revista Turismo & Desenvolvimento, N.º 17/18.
Antunes, M. (1999). Teoria da Cultura. Lisboa, Edições Colibri.
Assunção, A.P. (2018). O retratista de Loures, Álvaro Pedro Gomes. C.M.Loures.
Assunção, A. P. (2019). Cemetery tourism in Loures: the value of the transfiguration of a cemetery. Finisterra, 54(111), 37–59. https://doi.org/10.18055/Finis15864
Assunção, A.P. (2022). O valor da transfiguração do cemitério em produto turístico : Cemitério Municipal de Loures : estudo de caso.Tese de Doutoramento, UL/IGOT. 2022. https://repositorio.ul.pt/handle/10451/54890
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Buchereon, P. (2016). Ce que peut l’histoire. Paris: Fayard.
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Catroga, F. (1999). O céu da memória: cemitério romântico e culto cívico dos mortos. Coimbra: Minerva.
Direção-Geral do Património Cultural, Ministério da Cultura, Cemitério de Nossa Senhora da Lapa. Número IPA Antigo: PT011312040539; Categoria: MIP – Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 222/2013, DR, 2.ª série, n.º 72 de 12 abril 2013 *1.
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Cortesia: Pedro Inácio, Ana Paula assunção.
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