HERBARIUM: SEEN AND DREAMED

Exposição na Fundação de Serralves, no Porto, de 29 de outubro de 2024 a 29 de junho de 2025.

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No interessante espaço do Lagar e do Celeiro, a exposição Herbárium: seen and dreamed é uma agradável surpresa:um viajar no tempo e na história através da Botânica e da representação da natureza, através dos desenhos e gravuras dos séculos XVIII e XIX, à fotografia do séc. XX e XXI.

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A exposição explora a forma como cientistas, filósofos, escritores, artistas e cineastas representam as plantas para estudos científicos ou para seu usufruto, criando herbários de natureza científica e poética, integrando a Coleção de Fotografia de Botânica da Universidade de Coimbra, destacando os contributos de figuras como Júlio Augusto Henriques (1838-1928).

Por meio de uma abordagem multidisciplinar, a exposição apresenta o trabalho exploratório de diversos botânicos e artistas.

No exterior, Alpendre do Celeiro e Lagar, apresenta-se o trabalho Mario Alberto Pedraza, que documentou as orquídeas colombianas com base nas coleções de Alexander von Humboldt (1769-1859) e Aimé Bonpland (1773-1858), realizadas no início do século XIX.

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Mario Alberto Pedraza

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No espaço contemplativo do Celeiro, o visitante é convidado a descobrir o impressionante Grand Herbier d’Ombres / Grande Herbário de Sombras de Lourdes Castro (1930-2022), apresentado na instalação Je/Eux d’Ombres da artista Claudia Isabel Navas.

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Claudia Isabel Navas, Je/Eux d’Ombres, 2024. A partir do Grand Herbier d’Ombres / Grande Herbário de Sombras, 1972, de Lourdes Castro

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Neste espaço, Philippe Durand surpreende com Boscs, cianótipos que apresentam várias espécies da flora das regiões mediterrânicas francesas contemporâneas.

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Philippe Durand, Boscs

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Esta viagem reflexiva é ainda reforçada por um corredor ladeado de flores amarelas dos Andes, fotografadas por Ramón Laserna e pela sonoridade de excertos das oito Lettres de Botanique [Cartas sobre os elementos de Botânica] de Jean-Jacques Rousseau.

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Ramón Laserna, Flores dos Andes

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No Lagar, a exposição aborda as primeiras técnicas de representação de plantas, desde a recolha manual durante as expedições botânicas do século XVIII até às impressões de plantas, aos desenhos à mão e às primeiras fotografias. Aqui, apresentam-se ilustrações da Real Expedición Botánica (1783-1816), dirigida por José Celestino Mutis (1732-1808), que inspirou as reflexões de Ramón Laserna sobre a fragilidade do mundo natural. A sua obra segue os passos de Mutis, que acolheu Humboldt e Bonpland em Santa Fé de Bogotá em 1801.

Neste espaço, encontra-se também uma instalação de vídeo sobre Impressions de Plantes [Impressões de plantas], um herbário que contém as plantas recolhidas nas Américas por estas figuras históricas. [Esta projeção tem lugar no fundo escuro das cubas do lagar e nas paredes contíguas.]

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Impressions de Plantes (Herbário)

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Esta exposição integra a Coleção de Fotografia de Botânica da Universidade de Coimbra, destacando os contributos de figuras como Júlio Augusto Henriques (1838-1928). Além disso, as aguarelas únicas de orquídeas portuguesas de Ursula Beau (1906-1984) celebram a biodiversidade portuguesa.

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Aspetos da exposição, 2025

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Folha de sala da exposição (textos em português e inglês)

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A exposição Herbarium, Seen & Dreamed, organizada pela Fundação de Serralves, com curadoria de Claudia Isabel Navas, está patente no Celeiro da Fundação de Serralves, no Porto, de 29 de outubro de 2024 a 29 de junho de 2025.

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Todas as fotografias da exposição são de António Bracons.

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