RUI PEREIRA, (RE)CANTOS DE UM RIBATEJO | CARREGUEIRA

Integrou a exposição do Prémio da BF24 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, patente no Celeiro da Patriarcal, de 30 de novembro de 2024 a 19 de janeiro de 2025.

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Tudo indica que no lugar onde existe a Carregueira, os Romanos viriam “carregar” algo, ao longo dos tempos as pessoas abreviaram a expressão “vou carregar ao lugar” e passam a expressar-se ‘’vou à Carregueira”.

Com cerca de 100 km² na lezíria do Tejo, é uma freguesia do município da Chamusca e inclui o Arripiado no seu território. Devido a frequentes assoreamentos do rio Tejo, resultado das várias ribeiras que desaguavam naquela zona, o Rei D. João III ordenou a alteração do curso do rio, que o afastou da povoação e criou campos férteis junto ao rio.

Interessou-me desde logo neste local novo para mim, mais do que o documentar fotograficamente, explorar a minha relação com o lugar, as características da população, as suas vivências e a forma como ocupam o território, a forma como se relacionam com os espaços que habitam, os elementos que os rodeiam e os adaptam às suas necessidades.

A autenticidade das pessoas e o modo como se relacionam com o território, de como se apropriam do lugar e da paisagem, com uma ainda forte componente agrícola, marcam fortemente os aspetos urbanos e suas construções. A paisagem há muito que tomou conta de edificações abandonadas que apenas sobrevivem como ruínas ou simplesmente adulteradas ao longo do tempo, devido a limitações económicas alterando a autenticidade que existia na região.

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Rui Pereira, (Re)cantos de um Ribatejo | Carregueira

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A série de Rui Pereira, “(Re)cantos de um Ribatejo | Carregueira”, integrou a exposição do Prémio da BF24 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, que esteve patente no Celeiro da Patriarcal, de 30 de novembro de 2024 a 19 de janeiro de 2025.

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Rui Pereira. Sines, 1976. Licenciatura em Arquitetura pela Universidade Lusófona em Lisboa.

Formações diversas em fotografia no IPF-Lisboa (Instituto Português de Fotografia).

Tem desenvolvido trabalhos de fotografia de rua, de arquitetura, e conceptual, integrando diversas exposições coletivas. Em 2018 expôs, no Centro Cultural Emmerico Nunes, Reflexões de luz e sombra, a sua primeira exposição individual, seguida de uma exposição coletiva no Centro de Artes de Sines com dois projetos fotográficos, From Gagarin’s point of view e Neste dia de Mar e Nevoeiro.

Nos últimos tempos, focou-se em projetos autorais, onde reflete sobre questões do quotidiano, características do território, identidade e tradição. Desenvolve também projetos a um nível mais conceptual em que explora o poético, o espiritual, o banal, o momento, a relação com o tempo….

2024 – Duas exposições com o projeto As This Moment Slips Away, realizadas em maio no Porto, galeria Olga Santos e em agosto em Lisboa, na plataforma cultural, Prosa.

2024 – Exposição Coletiva com 4 obras, Festival Semente Mamarosa e na Promob – organização galeria Olga Santos e Promob

2024 – Frequenta a mentoria fotográfica por Pauliana Valente Pimentel, onde está a desenvolver projetos de autor.

2023 – Feeling the Street | Fotografia e Música | com Rini Luykz e Rita Ramos | M.A.R. (Mostra de Artes de Rua, Sines)

2022 – Contribui com fotografias para o livro de Poemas de António Chocolate, Sines Varanda do Oceano

2019 – Exposição coletiva: Mundividências no Centro de Artes de Sines

2018 – Exposição Individual: Reflexões de Luz e Sombra no Centro Cultural Emmerico Nunes em Sines

2017 – Exposição coletiva: Impressões Locais no Centro de Artes de Sines

2012-2016 – Fotografia de arquitetura para empresa internacional

2008-2011 – Formações diversas no IPF Lisboa (Instituto Português de Fotografia).

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Sobre a BF24 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, regista a organização:

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Trinta e cinco anos volvidos desde a sua criação, em 1989, a Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira afirma-se hoje, em 2024, como o mais antigo evento de premiação exclusivamente dedicado à cultura fotográfica no nosso país, ostentando por isso um histórico assinalável ao nível da promoção da prática fotográfica portuguesa.

Apontada desde o início à revelação de novos talentos na área da fotografia artística, a Bienal apresenta uma matriz que partiu da estreita relação com as instituições de ensino artístico no âmbito fotográfico, para se projetar hoje, cada vez mais, na atenção à iniciativa individual dos artistas que fazem uso da fotografia numa perspetiva abrangente e transdisciplinar. Defensora do valor da descoberta e da avaliação da experiência visual que designamos como “fotografia”, a Bienal continua apostada em celebrar a liberdade e a ousadia do processo criativo, empenhando-se na consolidação de um programa cuja amplitude, dividida entre a premiação (Patriarcal) e a ação curatorial (Fábrica das Palavras, Galeria Paulo Nunes – Arte Contemporânea, Museu do Neo-Realismo, Museu Municipal de Vila Franca de Xira, Núcleo Museológico do Mártir Santo e numa segunda fase no Celeiro da Patriarcal), assegura à nossa cidade um estatuto de referência, no que à prática da fotografia contemporânea diz respeito.

Procurando chegar a todos os públicos, a exposição dos trabalhos dos finalistas candidatos aos Prémios (Bienal de Fotografia, Concelho de VFX e Tauromaquia) apresenta-se como resultado de uma criteriosa seleção elaborada por um Júri de Nomeação, constituído por Sofia Nunes, Pauliana Valente Pimentel e Cláudio Garrudo. Por sua vez, os premiados surgiram da decisão do Júri de Premiação, constituído por Bruno Sequeira, Ana Anacleto, Isabel Nogueira, José Maçãs de Carvalho e David Santos. A qualidade de cada uma das exposições individuais agora apresentadas no espaço expositivo do Celeiro da Patriarcal tem a assinatura dos artistas selecionados: Alexandre de Magalhães, Bruno Parente, Catarina Cesário Jesus, Daniel Malhão, Filipe Bianchi, Gonçalo C. Silva, Jorge Vale, Marcos Duvágo, Pedro Rocha, Ricardo Moita, Rodrigo Vargas e Rui Pereira.

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A agenda da BF24, no FF, aqui. Mais informação sobre a BF24 aqui (site).

Sobre esta e outras edições da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, no FF, aqui.

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