GONÇALO C. SILVA, WHAT IS LEFT

Integra a exposição do Prémio da BF24 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, patente no Celeiro da Patriarcal, de 30 de novembro de 2024 a 19 de janeiro de 2025.

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O experienciar de um lugar pelo ser humano é indissociável da sua vivência anterior e das relações profundas que procura estabelecer com o mesmo. Os romanos usavam o termo latim “Genius Loci”, ou espírito do lugar para definir o indefinível — o génio de um lugar habitado pelo homem, a característica mística e por vezes efémera que nos faz sentir que pertencemos. What is left é um projeto fotográfico que procura explorar essa ideia de pertença a um lugar e a possibilidade de encontrar o sentimento de “casa” mesmo nos sítios onde menos se esperaria.

Mais do que encontrar respostas, interessa levantar questões: Qual é o significado de casa? Pode a natureza transmitir-nos o sentimento de casa? Podemos sentir-nos em casa, mesmo num lugar onde nunca estivemos?

Em What is left a paisagem é o pretexto para um questionamento, onde o acaso se torna habitado e o banal se confunde com o magnífico.

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Gonçalo C. Silva, What is left

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A série, “What is left”, de Gonçalo C. Silva, integra a exposição do Prémio da BF24 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, patente no Celeiro da Patriarcal, de 30 de novembro de 2024 a 19 de janeiro de 2025.

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Gonçalo C. Silva nasceu em Loures, 1997. Vive e trabalha em Lisboa.

Estudou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e no Atelier de Lisboa, encontrando-se atualmente a frequentar um mestrado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa.

Do seu percurso artístico destacam-se a sua participação em exposições coletivas como a Mostra Nacional de Jovens Criadores (2022), a VIII edição do Prémio de Fotografia de Sintra (2023), Hearts on Fire (2023) na Homem Mau em Lisboa, organizada pela Galeria PLATO e participação na Bienal de Arte Jovem de Loures (2023).

Em 2023 foi selecionado pela Bienal de Fotografia do Porto para representar Portugal, integrando a plataforma europeia de fotografia FUTURES Photography.

A sua prática deriva conceptualmente de temas relacionados com a representação da paisagem e a relação entre o homem e a natureza.

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Sobre a BF24 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, regista a organização:

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Trinta e cinco anos volvidos desde a sua criação, em 1989, a Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira afirma-se hoje, em 2024, como o mais antigo evento de premiação exclusivamente dedicado à cultura fotográfica no nosso país, ostentando por isso um histórico assinalável ao nível da promoção da prática fotográfica portuguesa.

Apontada desde o início à revelação de novos talentos na área da fotografia artística, a Bienal apresenta uma matriz que partiu da estreita relação com as instituições de ensino artístico no âmbito fotográfico, para se projetar hoje, cada vez mais, na atenção à iniciativa individual dos artistas que fazem uso da fotografia numa perspetiva abrangente e transdisciplinar. Defensora do valor da descoberta e da avaliação da experiência visual que designamos como “fotografia”, a Bienal continua apostada em celebrar a liberdade e a ousadia do processo criativo, empenhando-se na consolidação de um programa cuja amplitude, dividida entre a premiação (Patriarcal) e a ação curatorial (Fábrica das Palavras, Galeria Paulo Nunes – Arte Contemporânea, Museu do Neo-Realismo, Museu Municipal de Vila Franca de Xira, Núcleo Museológico do Mártir Santo e numa segunda fase no Celeiro da Patriarcal), assegura à nossa cidade um estatuto de referência, no que à prática da fotografia contemporânea diz respeito.

Procurando chegar a todos os públicos, a exposição dos trabalhos dos finalistas candidatos aos Prémios (Bienal de Fotografia, Concelho de VFX e Tauromaquia) apresenta-se como resultado de uma criteriosa seleção elaborada por um Júri de Nomeação, constituído por Sofia Nunes, Pauliana Valente Pimentel e Cláudio Garrudo. Por sua vez, os premiados surgiram da decisão do Júri de Premiação, constituído por Bruno Sequeira, Ana Anacleto, Isabel Nogueira, José Maçãs de Carvalho e David Santos. A qualidade de cada uma das exposições individuais agora apresentadas no espaço expositivo do Celeiro da Patriarcal tem a assinatura dos artistas selecionados: Alexandre de Magalhães, Bruno Parente, Catarina Cesário Jesus, Daniel Malhão, Filipe Bianchi, Gonçalo C. Silva, Jorge Vale, Marcos Duvágo, Pedro Rocha, Ricardo Moita, Rodrigo Vargas e Rui Pereira.

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A agenda da BF24, no FF, aqui. Mais informação sobre a BF24 aqui (site).

Sobre esta e outras edições da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, no FF, aqui.

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