MICAEL ESPINHA, PULVIS ES
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As alterações climáticas alteraram a paisagem lisboeta. As ruas e avenidas da capital estão cobertas de areias e gigantescas dunas. As águas do rio Tejo recuaram, deixando uma planície que se estende até Almada. Não avistamos ninguém. O que terá acontecido à população da cidade? Para trás ficaram edifícios vazios e devolutos, salas de espetáculo vazias, livros caídos no chão, semi apodrecidos – sinais de uma civilização, entretanto desaparecida. A gravação de um poema é transmitida para o espaço.
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Micael Espinha, Pulvis Es
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Trailer
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PULVIS ES
short film
Directed by Micael Espinha
Voice: Annie Coleman
Sound design: David Diogo
Sound mix: David Diogo & Carlos Abreu
Special effects: David Gabriel
Photography: Markus Clemens / Roberto Lee Cortes / Micael Espinha / Armin Forster / Alexander Fradellafra / Hans Genthe / Peter H. / Toa Heftiba Sonja Ittenbach / Darya Jum / Pedro Macedo / André Muga / Mick de Paola / Sven van der Pluijm / Saskia Tolhuis / Eugen Visan / Jean Wimmerlin
Production: Companhia do Inferno – 2022
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A curta metragem de Micael Espinha, “Pulvis Es”, integrou a exposição “Action for a Green Future II”, do IMAGO LISBOA Photo Festival, com curadoria de Rui Prata, esteve patente no Imago Garage, na Rua do Vale de Santo António, 50 C, em Lisboa, de 27 de setembro a 26 de outubro de 2024.
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Sobre a série “Action for a Green Future II”, escreve o curador, Rui Prata:
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Ação para um Futuro Verde pretende ser mais um alerta contra a rápida degradação do planeta. Enquanto as políticas e comportamentos das atuais sociedades não forem revertidas em direção a um futuro mais sustentável, nunca serão demais as chamadas de atenção nesse sentido. Importa combater o aquecimento global através de atitudes que conduzam à redução dos gases de efeito estufa e promover hábitos de maior sustentabilidade essenciais às atividades humanas.
A presente exposição inicia-se por uma relação poética entre natureza e humanidade. São imagens de proximidade e intimidade que Catarina Nogueira partilha com o observador numa esperança de caminharmos para um futuro mais feliz. Porém, esse desejo é interrompido pelo rasto de destruição provocado pelo furacão Mitch, nas Honduras. Resultante das alterações climáticas, os fenómenos naturais de extrema violência são cada vez mais frequentes.
Por seu lado, Roberto Fernández cria, a partir de gráficos científicos, uma cenografia sobre o degelo no Ártico e Antártico, que terá um impacto desastroso com a subida dos oceanos e o desaparecimento de muitas povoações costeiras.
Através de “The Heavy Loads of Our World”, Remco de Vries convida o espectador a refletir sobre os hábitos excessivos de consumo das atuais sociedades, que contribuem não só para um esgotamento das matérias-primas, mas também para uma elevada poluição na sequência da necessidade massiva de transporte.
Por seu lado, José Artur Macedo, alerta-nos para as questões da seca no Alentejo. As tradicionais culturas de sequeiro têm, paulatinamente, e por razões meramente económicas, vindo a ser substituídas por monoculturas absorvedoras de grandes quantidades de água e que agravam profundamente a situação.
Finalmente, Micael Espinha, elabora uma ficção sobre um possível impacto das alterações climáticas na paisagem Lisboeta. A capital torna-se um território despovoado com uma crescente desertificação.
Face ao agravar crescente das condições ambientais, todos, ainda que em pequena escala, devemos contribuir para um futuro mais verde. Reduzir o consumo de eletricidade, água e combustíveis fósseis, desenvolver hábitos de reciclagem, são pequenas atitudes que o planeta agradece.
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Pode conhecer mais sobre o trabalho de Micael Espinha no seu site, aqui.
Pode ver a agenda das exposições e eventos do IMAGO LISBOA Photo Festival 2024, no FF, aqui.
Pode ver mais sobre o IMAGO LISBOA Photo Festival 2024, no seu site, aqui.
Sobre outras exposições (dos vários anos), no FF, aqui.
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Cortesia: IMAGO LISBOA Photo Festival.
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