AAVV, X’24 . 3
Exposição dos alunos finalistas da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia, n’ A Homem Mau, na R. Gonçalves Crespo 6C, em Lisboa, de 23 de outubro a 20 de novembro de 2024.
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A Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE dá a conhecer os trabalhos dos seus aluos finalistas, através das exposições «X’24». Este ano são 27 os participantes, que mostro ao longo de 3 publicações. Nesta: Júlia Mostaert, Maria Clara Consentino, Mónica Barata, Rafael Marinho, Rodrigo Coimbra, Rodrigo Proença, Sara Cabral, Tiago Guerreiro e Vera Vieira.
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Júlia Mostaert, Para Dar Nome
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“Para dar nome” é um projeto artístico pessoal que emerge da necessidade de traduzir os sentimentos subjetivos e abstratos presentes nos poemas da própria autora para o plano visual. O objetivo central deste projeto é explorar a intersecção entre linguagens artísticas, visto que as emoções, muitas vezes, são difíceis de descrever apenas com palavras. Assim, ao combinar a linguagem poética a arte visual, busca não só uma compreensão mais profunda daquilo que sente e dos processos que passa, como também convida os espectadores a sentirem e a viverem isto com ela.
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Júlia Mostaert, nascida em 2002 em uma pequena cidade do Brasil, traz em seu olhar a poesia de alguém marcada pela arte. Desde cedo, a fotografia se revelou como sua linguagem, uma herança transmitida por sua família, que sempre tinha uma câmera em mãos, pronta para eternizar todos os momentos. Aos 12 anos, Júlia encontrou na lente o reflexo de suas próprias emoções e, aos 18, mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Fotografia e Cultura Visual pelo IADE-UE. Mais tarde, movida por uma inquietação em entender e comunicar suas emoções, aliou sua afeição pela literatura e adentrou no mundo da escrita, unindo poesia e artes visuais em cliques que são verdadeiros versos silenciosos, revelando fragmentos íntimos de seus sentimentos mais profundos.
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Maria Clara Consentino, Yes, Life is good?
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“Yes, Life is Good!” é uma celebração da arte de observar, um convite para trazer intencionalmente a mente ao presente momento. Ao capturar momentos íntimos e autênticos, o projeto revela a beleza tanto das paisagens naturais quanto urbanas, permeadas pela presença humana. Em cada cena, busca-se transmitir a vulnerabilidade e autenticidade que conectam as pessoas, lembrando-as do verdadeiro significado de estar vivo. Isso revela muito sobre a essência humana: seres vulneráveis em momentos de contemplação.
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Maria Clara Consentino nasceu em 2000, no Brasil. Desde cedo, sua paixão por viajar e capturar momentos únicos a conduziu por um caminho que une arte e emoção. Em 2020, mudou-se para Portugal, onde se formou em Fotografia e Cultura Visual no IADE. Sua jornada fotográfica é marcada por uma vida de constante movimento e descoberta. Tendo vivido em cinco países diferentes, Maria Clara traz para sua arte uma rica diversidade de paisagens e culturas. Suas fotografias buscam retratar a sinceridade e a profundidade dos sentimentos e transmitir a alma dos lugares que encontra.
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Mónica Barata, .5678
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.5678 parte do seguimento do meu projeto anterior. Com base numa experiência performativa. Dando uma maior dimensão à paisagem e enfatizando a dimensão da Natureza relativamente à figura humana. Tendo como inspiração a dança sempre presente.
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Mónica Barata nasceu em Almada a 28 de agosto de 2003. Em 2021 concluiu o secundário na Escola de Dança do Conservatório Nacional, recentemente terminou a sua licenciatura em Fotografia e Cultura Visual, no IADE-EU. Demonstra um grande interesse em fotografia de autor, tendo sempre presente a influência da dança, tem como referência diversos artistas não só de fotografia mas como de dança, entre os quais: Martha Graham, Isadora Duncan, Pina Bausch, Man Ray, Michael Oliver, entre outros.
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Rafael Marinho, Ngola
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No meu país natal, Angola, embarquei numa viagem fotográfica para captar a sua essência. Das ruas animadas de Luanda às paisagens serenas de Malange, cada fotografia transmite uma história de resiliência e beleza. Entre as ruas antigas, encontrei uma mistura perfeita de riso e tradição, enquanto no terreno acidentado e selvagem testemunhei a grandeza da natureza. No entanto, foram as pessoas que realmente chamaram a minha atenção – o seu calor e espírito deram vida a cada fotografia. O meu projeto pretende ser mais do que apenas uma coleção de fotos; é uma sincera homenagem a Angola, uma celebração do seu povo e das suas histórias. Através das minhas lentes, dou as boas-vindas ao mundo para descobrir a magia que faz de Angola um lugar verdadeiramente especial para chamar de lar.
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Rafael Marinho nascido e criado em Luanda. Após chegar a Portugal para terminar os seus estudos, descobriu o seu gosto pela Fotografia. Estudou Fotografia e cultura Visual no IADE e vem desde então melhorando e aperfeiçoando a sua arte. Depois de muita experimentação, encontrou a sua paixão por retratos.
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Rodrigo Coimbra, The Body
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The Body é um trabalho fotográfico que nos leva além da mera captura de imagens, explorando a natureza abstrata e enigmática do corpo humano. Utilizando a técnica da microfotografia, este projecto nos convida a investigar o que normalmente escapa à nossa visão, revelando um universo microscópico que compõe a nossa própria essência. As fotografias, capturando os menores detalhes do corpo, transforma-se em paisagens surreais que nos remetem a elementos da natureza, desafiando a nossa compreensão inicial. As escalas macro e micro se unem num diálogo que transcende as suas origens anatómicas, tornando-se abstracções que nos fazem ver o familiar sob uma nova luz. Este processo não só questiona a nossa percepção visual, mas também nos incita a refletir sobre a realidade e a identidade. Fragmenta o corpo, mostrando a sua complexidade, enriquecendo a nossa compreensão da humanidade. Cada imagem é um convite à introspeção e instigando-nos a apreciar a beleza e complexidade da vida.
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Rodrigo Coimbra nasceu na Póvoa de Santo Adrião em 2002. Em 2021 concluiu o Curso Profissional de Técnico de Fotografia na Escola Profissional de Artes Tecnológicas e Desporto, tendo recentemente concluído a Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE.
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Rodrigo Proença, Por Vales e Serranias
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Numa terra de contrastes esculpidos pela passagem do tempo, a região da Beira Interior emerge como um tesouro muitas vezes esquecido, um refúgio de tranquilidade e serenidade incomparável. Pelo horizonte largo e profundo, o ângulo de visão alarga-se, expande-se e liberta-se através de vales, montanhas e serranias graníticas. Foi aqui, onde o silêncio se ouve, que passei inúmeros dias de férias, onde tive possibilidade de contemplar a beleza intocada da Beira Interior. O silêncio desta terra convida-nos à reflexão e à conexão com a natureza. Esta autenticidade e simplicidade da vida na Beira Interior deixaram uma marca duradoura em mim. É verdadeiramente um tesouro muitas vezes esquecido, um lugar onde o tempo parece abrandar e as preocupações se dissipam, solenemente, na névoa das terras altas.
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Rodrigo Proença nasceu em Lisboa a 23 de Abril de 2002. Formou -se em Fotografia e Cultura Visual no IADE em 2024. Desde muito novo viajou por Portugal e começou a tirar fotografias nas suas viagens. Visitou durante vários anos, locais abandonados, despertando assim o seu gosto pela fotografia. Atualmente, a sua maior paixão é a fotografia paisagística.
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Sara Cabral, Touch of light
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O toque da luz que nos trespassa a todo o instante causa diversas variações consoante a forma de cada objeto ou ser. Uma série de imagens a preto e branco onde estão presentes fenómenos causados pela luz quando esta incide em objetos metálicos. Esta fusão origina sombras, reflexos e mais pontos de luz.
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Sara Cabral nasceu na Amadora em 2001. Frequentou o curso de Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE em 2021-2024. Participou numa exposição conjunta no Mercado P ‘la Arte em 2023. Apaixonada pela fotografia está sempre acompanhada pela câmara. O que mais ama fotografar são os momentos e as pessoas que vivem efémeros instantes. Sobressai o gosto por imagem documental e fotojornalismo.
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Tiago Guerreiro, A Última Dança
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“A Última Dança”, apresenta um espetáculo de dança, onde neste, é possível ver uma performance de uma bailarina que tem a sua identidade escondida por meios de um desfoque continuo sendo este como uma cortina colocada à frente de quem vê esta performance. No decorrer do espetáculo, esta cortina, vai aos poucos desvanecendo e conforme a dança vai terminando, a identidade da bailarina começa a revelar-se até ao ponto que chega o fim do espetáculo e vemos assim a identidade da pessoa por de trás de toda esta performance.
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Tiago Guerreiro nasceu em Cascais em 2002.
Ganhou o gosto pela fotografia durante o período de pandemia e desde então tem vindo a aprofundar os seus conhecimentos na área, na qual pretende fazer vocação. licenciou-se em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE em 2024.
Participou na exposição coletiva de Março de 2024 no Mercado P’LA ARTE.
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Vera Vieira, Missão Felina: CED e canil em ação
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O mundo dos gatos de rua é um universo vasto e muitas vezes invisível aos olhos humanos. Estes felinos vivem, enfrentando desafios diários em busca de abrigo, alimento e afeto. Nos últimos dois anos decidi explorar um pouco da vida destes animais. Criei então o meu projeto autoral, que intitulei de “Missão felina: CED e Canil em Ação” Antes de iniciar o projeto sabia que os animais (de Alcochete) eram alimentados por uma senhora, por isso procurei encontrá-la e conversar com ela para que assim conseguisse obter mais informações. Acabei por descobrir que a senhora que cuida dos gatinhos chama-se Alice e criou uma associação sem fins lucrativos de forma a conseguir o maior apoio possível para estes animais. A associação tem o nome de “Associação Alfaiate” e foi fundada em 2002. Desde nova a Dona Alice sempre foi apaixonada por animais. Quando veio morar para Alcochete apercebeu-se que existiam muitos animais (nomeadamente gatos) abandonados. Começou por procurar canis e gatis na zona para fazer voluntariado, mas acabou por se aperceber que simplesmente não existiam, indignada com a situação, sentiu-se obrigada a fazer alguma coisa, por isso em 2002, com a parceria do município de Alcochete fundou a “Associação Alfaiate”. Iniciou o programa CED (Capturar, Esterilizar e Devolver) que pretende promover a coabitação de pessoas e animais, consequentemente promovendo o bem-estar animal e saúde Pública. Desde então Alice já protegeu mais de 300 animais com o passar dos anos.
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Vera Vieira nasceu em Setúbal em 2001.
Em 2021 concluiu o curso de Artes na escola Jorge Peixinho- Montijo tendo concluído a Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE.
Mostra interesse na área da Fotografia de Família, Crianças, Recém-nascidos, Casamentos e Batizados.
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A exposição “X’24”, dos alunos finalistas da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia, com obras de Ana Anastácio, Ana Quitério, Ana Rita Alves, Ana Victória Pacheco, André Cordeiro, Bruno Nunes, Carolina Cociorva, Carolina Miguel, Carolina Oliveira, Clara Ribas, Constança Ferreira, David Lúcio, Débora Carvalho, Diana Silva, Filipe Gonçalves, Inês Amado, Joana Coelho, João Cola, Júlia Mostaert, Maria Clara Consentino, Mónica Barata, Rafael Marinho, Rodrigo Coimbra, Rodrigo Proença, Sara Cabral, Tiago Guerreiro, Vera Vieira, a curadoria de José Luís Neto, Filipe Figueiredo, Octávio Alcântara e Susana Mouzinho, e o design de Eduardo Cândido, esteve patente n’ A Homem Mau, na R. Gonçalves Crespo 6C, em Lisboa, de 23 de outubro a 20 de novembro de 2024.
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X’24 é um projeto expositivo que reúne trabalhos de alunos finalistas da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia.
Os trabalhos dos 27 autores, selecionados entre os alunos que concluíram o seu percurso académico no ano letivo de 2023-2024, exploram as possibilidades de criação que têm por base o dispositivo fotográfico, incluindo fotografias, livros de fotografia e ainda projetos de imagem em movimento. Mostra de propostas diversificadas numa abordagem aos processos de criação individual, de discursos e linguagens visuais que impactam o ver e sentir, resultado da formação e acompanhamento do corpo docente.
Com seleção de trabalhos e curadoria dos professores José Luís Neto, Susana Mouzinho, Filipe Figueiredo e Octávio Alcântara, a presente exposição coletiva continua o caminho traçado de não se encapsular num único discurso ou temática, antes faz da sua força a heterogeneidade. Propostas e processos revestidos de intencionalidade, da interna procura de uma individualidade marcada pela influência social, à busca de sentido pelo banal, da estranheza do olhar, à procura dos espaços qual sonho aberto, caminhos percorridos muitas vezes em sentidos opostos que revelam o estado presente de cada autor. Como resultado da diferença de abordagens, verifica-se nestes trabalhos um vai e vem, entre afastamento e convite à aproximação, um intimismo extrovertido qual exercício de criação metafórica dual. Os trabalhos expostos confirmam e afirmam a capacidade criativa autoral a partir da experimentação, uma abordagem a novas linguagens e influências, reveladoras de processos de crescimento e maturação, crescimento e afirmação, que não posso deixar de ressaltar e saudar nestes finalistas e jovens autores, em que a apresentação em galeria se estabelece enquanto momento especial de relevo.
A exposição X’24 é possível pela vontade de manter a parceria estabelecida entre o IADE e a galeria A Homem Mau, o meu muito obrigado pelo envolvimento neste processo por parte do seu responsável, Pedro Duarte Jorge. Agradeço à Reitora da Universidade Europeia, Professora Hélia Gonçalves Pereira, e ao Diretor do IADE, Professor Carlos Rosa, pelo voto de confiança depositado no trabalho desenvolvido na Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual e a todos os que contribuíram na viabilização desta exposição: os professores José Luís Neto, Susana Mouzinho e Filipe Figueiredo curadores da exposição, Ana Marques, Ângela Silvestre, Daniela Lousada, Pedro Bruno Rodrigues, Alexandre Magalhães, Eduardo Cândido, Mário Brás, José Barreiro, Mário Bento, Diamantino Abreu, Vasco Milne, Leonor Coutinho e a toda a equipa da Fábrica.
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Octávio Alcântara
Coordenador da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual.
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Os restantes projetos de X’24, aqui e aqui.
Sobre outros projetos da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE, dos vários anos, aqui.
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Cortesia: Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia / Filipe Figueiredo.
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