AAVV, X’24 . 2
Exposição dos alunos finalistas da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia, n’ A Homem Mau, na R. Gonçalves Crespo 6C, em Lisboa, de 23 de outubro a 20 de novembro de 2024.
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No âmbito da exposição X’24, a Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE mostra projetos dos seus alunos finalistas. Este ano são 27 os participantes. Ao longo de 3 publicações apresento os projetos participantes. Nesta publicação: Clara Ribas, Constança Ferreira, David Lúcio, Débora Carvalho, Diana Silva, Filipe Gonçalves, Inês Amado, Joana Coelho e João Cola.
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X’24 é um projeto expositivo que reúne trabalhos de alunos finalistas da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia.
Os trabalhos dos 27 autores, selecionados entre os alunos que concluíram o seu percurso académico no ano letivo de 2023-2024, exploram as possibilidades de criação que têm por base o dispositivo fotográfico, incluindo fotografias, livros de fotografia e ainda projetos de imagem em movimento. Mostra de propostas diversificadas numa abordagem aos processos de criação individual, de discursos e linguagens visuais que impactam o ver e sentir, resultado da formação e acompanhamento do corpo docente.
Com seleção de trabalhos e curadoria dos professores José Luís Neto, Susana Mouzinho, Filipe Figueiredo e Octávio Alcântara, a presente exposição coletiva continua o caminho traçado de não se encapsular num único discurso ou temática, antes faz da sua força a heterogeneidade. Propostas e processos revestidos de intencionalidade, da interna procura de uma individualidade marcada pela influência social, à busca de sentido pelo banal, da estranheza do olhar, à procura dos espaços qual sonho aberto, caminhos percorridos muitas vezes em sentidos opostos que revelam o estado presente de cada autor. Como resultado da diferença de abordagens, verifica-se nestes trabalhos um vai e vem, entre afastamento e convite à aproximação, um intimismo extrovertido qual exercício de criação metafórica dual. Os trabalhos expostos confirmam e afirmam a capacidade criativa autoral a partir da experimentação, uma abordagem a novas linguagens e influências, reveladoras de processos de crescimento e maturação, crescimento e afirmação, que não posso deixar de ressaltar e saudar nestes finalistas e jovens autores, em que a apresentação em galeria se estabelece enquanto momento especial de relevo.
A exposição X’24 é possível pela vontade de manter a parceria estabelecida entre o IADE e a galeria A Homem Mau, o meu muito obrigado pelo envolvimento neste processo por parte do seu responsável, Pedro Duarte Jorge. Agradeço à Reitora da Universidade Europeia, Professora Hélia Gonçalves Pereira, e ao Diretor do IADE, Professor Carlos Rosa, pelo voto de confiança depositado no trabalho desenvolvido na Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual e a todos os que contribuíram na viabilização desta exposição: os professores José Luís Neto, Susana Mouzinho e Filipe Figueiredo curadores da exposição, Ana Marques, Ângela Silvestre, Daniela Lousada, Pedro Bruno Rodrigues, Alexandre Magalhães, Eduardo Cândido, Mário Brás, José Barreiro, Mário Bento, Diamantino Abreu, Vasco Milne, Leonor Coutinho e a toda a equipa da Fábrica.
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Octávio Alcântara
Coordenador da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual.
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Clara Ribas, Philis Market
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Nos subúrbios da cidade de Atenas, “Philis Market”, que dá o nome a esta série de imagens, é onde a rotina diária se transforma numa experiência sensorial de cores, formas e texturas. É explorada a profunda conexão entre o ser humano e o espaço onde o tradicional e o urbano se entrelaçam, criando um cenário que transcende o tempo e reflete a essência de uma comunidade profundamente enraizada nas suas tradições.
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Clara Ribas nasceu em Lisboa em 2003 e iniciou o seu envolvimento com a fotografia aos 5 anos de idade. Recentemente, concluiu a Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE. A sua formação académica foi enriquecida por uma experiência transformadora em Erasmus na Grécia, onde mergulhou em novas influências culturais e estéticas, que agora residem no seu trabalho fotográfico.
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Constança Ferreira, Nostalgia
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Nostalgia é um termo que descreve uma sensação de saudade idealizada, às vezes irreal, por momentos vividos no passado. É muitas vezes associada a um desejo sentimental de regresso, impulsionado por lembranças de momentos felizes, antigas relações sociais ou certos sucessos alcançados que nos ficaram marcados. Esse sentimento nostálgico que nos invade quando algo nos faz recordar o passado é perfeitamente normal e recorrente. Podemos até inconscientemente reavivar certas memórias durante momentos nas nossas vidas menos oportunos e benignos, que nos apanham desprevenidos subitamente, podendo então colocar-nos num estado melancólico, amargurado, quase que neurasténico. Momentos passam, concretizam-se situações e ocorrências, acontecem fortunas e desfortúnios, conhecemos novos indivíduos, esquecemo-nos de outros, exploramos novos lugares, etc. O que permanece connosco após tais eventualidades são apenas as memórias do acontecido. Muitas vezes, utilizamos as nossas memórias como um meio de refúgio ao nos encontrarmos constantemente ocupados e sobrecarregados com os nossos dia-a-dias, aprisionados e submissos às nossas rotinas. No entanto, tudo nas nossas vidas é temporário, até mesmo aquilo a que chamamos de “presente”, pois apenas existe passado e futuro. O presente é uma mera ilusão, visto que o presente já passou, tornando-se assim passado, e o futuro está sempre a ocorrer. Eventualmente, com a passagem do tempo, o nosso cérebro precisa de espaço para poder armazenar todos os novos acontecimentos e situações que experienciamos neste futuro em constante movimento. Para tal, o mesmo liberta-se de outros acontecimentos e situações que já experienciámos primordialmente, causando assim o fenómeno de esquecimento. Este fenómeno, no entanto, desenrola-se lentamente. Em certas memórias que tentamos guardar escrupulosamente na nossa mente, alguns detalhes e pormenores começam a desaparecer sem que nos apercebamos. Inicialmente, não lhes damos muita importância – afinal de contas são meros detalhes insignificantes. Mas depois chega o dia em que nos tentamos recordar realmente do que se passou, que tipo de eventualidade era, com quem estávamos, onde e quando, e chegamos à conclusão de que essa memória se tornou involuntariamente em algo imemorável. Temos consciência de que a vivemos, sabemos de facto que sim, mas não como. A única forma que temos de conservar e eternizar certos momentos, pessoas ou até lugares é de os imortalizar nas nossas memórias. Mas só nos é permitido fazê-lo momentaneamente. Assim, um indivíduo é capaz de sentir um sentimento nostálgico por uma nostalgia da qual jamais se recordará, deixando-o então num constante estado de reminiscência irreal e nostalgia. Nostalgia esta já vivida; já esquecida.
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Constança Ferreira nasceu no Zambujal em 2003. Em 2024 concluiu a sua Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE, tendo previamente concluído o Curso de Comunicação Audiovisual com especialização em Fotografia na Escola Artística António Arroio. O seu trabalho consiste em retratar a realidade de maneira autêntica, com um foco em representações que não sejam excessivamente dramatizadas ou idealizadas. Essa abordagem desafia as convenções estéticas tradicionais ao enfatizar a importância de mostrar a vida quotidiana, as nuances e as complexidades da experiência humana. Este tipo de produção fotográfica busca provocar reflexão, levando o espectador a contemplar aspectos da realidade que são frequentemente ignorados ou marginalizados. Através de imagens mundanas, amiudadamente banais, a condição emocional prevalece, estando ela sempre presente nos seus projetos.
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David Lúcio, Noise
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“Noise” procura explorar ruído visual através de várias formas desde a presença de ruído nas imagens ao ruido na organização dos próprios objetos em mesa. O trabalho foi pensado de forma a criar uma sensação de organização falsa, pois na sua essência é complicado organizar ruído. Esta sensação está diretamente ligada ao método de trabalho do autor, que toma esta posição de desarrumação e ruído na maioria do seu corpo de trabalho.
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David Lúcio nasceu em Lisboa em 2002. Artista plástico desde novo apaixonado pelas várias vertentes da área, utiliza nomeadamente fotografia, ilustração e vídeo no seu trabalho. Licenciou-se em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE em 2024.
Participou na exposição coletiva de março de 2024 no Mercado P’LA ARTE com um trabalho que teve a sua participação: “Bizarrismo”
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Débora Carvalho, Pereira
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Família. Enquadra-se na sua intimidade. A beleza que existe na experimentalidade. Nasce Pereira. Inquietos. Estranhos. Devolutos da sua existência e capazes de mostrar o seu ser. O ser que se quer ver. O que se deixa ver. A mensagem pode ser codificada, co mo tantas o são. Mas traz consigo uma leveza quase poética e imaginável que tranquiliza. Quem se deixa ver. Por inteiro. A condição egoísta e inata na direção do olhar. O projeto conduz os olhares aos rostos, para a sua estranheza e inquietude, para o mais profundo que se pode ter. A realidade e a sua beleza que assusta, mas tranquiliza. Um todo particular. Cria-se um jogo sedutivo íntimo e transmissivo. É sob a presença de luz que surge a dimensão experimental poética-retratista da Família. Pequena, certamente. Pessoal, como todas são. As formas tomam-se pelo correr do tempo que marca linhas, expressões, traços e seus gracejos. Pesa sempre deixar-se algo. Mas são os olhares de quem se deixa fotografar pelo íntimo que confortam. Essa sensação estranha e prazerosa de se poder olhar sob o controle de quem o permitiu.
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Débora Carvalho nasceu a 1999, Lisboa. É fotógrafa e licenciada em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE. Em dezembro de 2023 fez parte de uma exposição conjunta Pop-Up na University of Europe for Applied Sciences Berlin. Em janeiro de 2024 participou da exposição coletiva Vjosa – projeto desenvolvido na Albânia, também pela University of Europe for Applied Sciences Berlin. Os seus projetos focam-se no particular desejo do controlo da mensagem, no condicionamento que provoca e na linguagem que cria. A descoberta dos retratos foi algo que marcou a artista. Desde então, desenvolve projetos retratistas onde procura, através da experimentalidade, obter desconcerto e alieno do tradicional.
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Diana Silva, Maria
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“Maria” celebra a fusão entre fotografia e costura, enraizado nas memórias de infância de Diana Silva e na tradição familiar. Homenageando a sua avó Maria Alice e a sua bisavó Maria do Carmo, Diana utiliza um boneco de madeira para criar uma narrativa visual onde cada ponto bordado em papel fine art reflete amor e habilidade transmitidos por gerações. A paleta de branco e azul-claro evoca as lembranças das batas florais azuis da sua avó, tornando este projeto uma jornada emocional que conecta Diana às suas raízes e criatividade.
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Diana Silva nasceu em Vila Franca de Xira, em 2001. Em 2019 concluíu o Curso Profissional de Técnico de Fotografia na Escola Secundária de Alves Redol, tendo recentemente concluído a Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE. Demonstra interesse na Fotografia de Autor, explorando a fusão da fotografia com outras formas de arte, com ênfase na liberdade criativa. Em Março deste ano, fez parte de uma exposição conjunta no Mercado P’LA ARTE, com o projeto “Inscri(to)”.
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Filipe Gonçalves, Gracinda
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A seguinte coletânea de imagens é conseguida com a ajuda de Gracinda dos Anjos Morgado, criada através da partilha que fez sobre a sua vida, dos seus feitos e conquistas, desavenças e viagens que resultaram na mulher que é hoje. Veio, com 13 anos, sozinha de Castelo Branco para Lisboa trabalhar e onde acabou por se estabelecer, criar raízes e família. Ela leva-nos a passear por lugares que marcaram a sua vida, como a igreja onde casou, o antigo tribunal onde já defendeu os seus, o parque em que trabalhou durante a minha infância e pela avenida onde toda a vida sonhou vir a comprar uma casa. Mostra-nos também um documento do qual tem orgulho dada a importância pessoal que teve na sua vida, mas também, paralelo ao dia em que o finalizou, torna-se num símbolo de liberdade. Somos então convidados a entrar em sua casa onde se nota a sua devoção e fé, auxiliadores e motores para o dia seguinte. É introduzida então, a personificação de trabalho e Mulher, que respeito e de que sou grato por ser seu neto. Obrigado, Avó.
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Filipe Gonçalves, nascido em Lisboa no ano de 2000, licenciou-se em Fotografia e Cultura Visual, tendo anteriormente completado o ensino secundário na Escola Artística António Arroio, em Comunicação Audiovisual com especialização em fotografia. Autor de um vasto portfólio paralelo ao seu ser, resultantes do hábito de criar projetos fundamentados na pessoalidade que tem com o tema dos mesmos, essa familiaridade serve como impulsora para a tradução dos meios e vivências em que o artista se envolve em matéria visual e criativa, apresentados sempre com honestidade e de forma intimista. Graças ao princípio de trabalho pelo qual se guia, já foi convidado a expor de forma individual e coletivamente em Portugal e Inglaterra.
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Inês Amado, Nocturnal
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O projeto fotográfico “Nocturnal” propõe uma exploração visual única, capturando a essência da noite através de imagens que revelam a atmosfera melancólica e a beleza escondida nos cantos escuros da noite, iluminados apenas pelos candeeiros de rua. A escolha deliberada de limitar a fonte de luz a esses elementos cria uma estética singular, destacando o contraste entre sombras profundas e os feixes de luz que interrompem a escuridão. As imagens transmitem sentimentos de melancolia e tristeza, explorando a solidão que muitas vezes está presente nos espaços urbanos à noite. A ausência de movimento humano, combinada com a iluminação fraca, cria uma atmosfera introspetiva e reflexiva. “Nocturnal” é mais do que uma simples coleção de fotografias noturnas. É uma exploração emocional dos espaços urbanos quando a maioria das pessoas estão ausentes. Ao enfatizar a melancolia, tristeza e solidão, o projeto convida o espectador a refletir sobre a dualidade da noite, destacando não apenas os aspetos sombrios, mas também a beleza única que surge quando a cidade se recolhe para o descanso noturno.
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Inês Amado nasceu em Londres em 2002. Em 2021 concluiu o Curso Profissional de Técnico de Multimédia, nas Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos, tendo recenZtemente concluído a Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual no IADE-UE. Demonstra interesse na área da Fotografia de Animais e Fotografia de Paisagem.
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Joana Coelho, (um)blend
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(um)blend, leva-nos numa viagem pela imaginação onde a familiaridade é desafiada e o que achamos que é comum, torna-se enigmático. Através do preto e branco, pequenos fragmentos saem do seu propósito original para contar novas histórias a quem as observa.
O preto e branco mantém-se para swim, mas como uma memória por um desporto que me disse (e diz) muito. É quase como uma performance. É o movimento, maioritariamente brusco, do corpo com a água com o som, dando origem às bolhas.
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Joana Coelho nasceu a 20 de janeiro de 2003, em Lisboa. Desde pequena que o mundo das artes a fascina. É muito ligada às pessoas da sua vida e em todos os seus projetos deposita um lado mais pessoal, visto que também é a forma como vive e leva a vida. Os seus caminhos trouxeram-na até ao IADE, onde em 2024 se licenciou em Fotografia e Cultura Visual, espaço onde permitiu explorar variadas vertentes da fotografia e onde se aventurou pelo seu lado mais artístico e autoral.
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João Cola, Maschine
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Maschine é uma compilação de alguns trabalhos realizados ao longo do tempo, numa exploração visual que retrata a dinâmica do movimento dos carros e a serenidade e imensidão da sua ligação ao mar e rio. Este projeto procura capturar a essência do movimento e a sua interação com a paisagem, criando uma narrativa visual coesa e harmoniosa.
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João Cola, nasceu em Lisboa a 18 de novembro de 2002, licenciado em Fotografia e Cultura visual pelo IADE, desde cedo que a sua paixão por automóveis e a fotografia se conectou, começou por fotografar os carros que via na Avenida da Liberdade em Lisboa e atualmente trabalha para marcas como a Aston Martin e a revista AutoDrive. Das corridas ao comércio e publicidade, a sua fotografia atravessa um espectro muito diverso do mundo automóvel.
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A exposição “X’24”, dos alunos finalistas da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia, com obras de Ana Anastácio, Ana Quitério, Ana Rita Alves, Ana Victória Pacheco, André Cordeiro, Bruno Nunes, Carolina Cociorva, Carolina Miguel, Carolina Oliveira, Clara Ribas, Constança Ferreira, David Lúcio, Débora Carvalho, Diana Silva, Filipe Gonçalves, Inês Amado, Joana Coelho, João Cola, Júlia Mostaert, Maria Clara Consentino, Mónica Barata, Rafael Marinho, Rodrigo Coimbra, Rodrigo Proença, Sara Cabral, Tiago Guerreiro, Vera Vieira, a curadoria de José Luís Neto, Filipe Figueiredo, Octávio Alcântara e Susana Mouzinho, e o design de Eduardo Cândido, está patente n’ A Homem Mau, na R. Gonçalves Crespo 6C, em Lisboa, de 23 de outubro a 20 de novembro de 2024.
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Os restantes projetos de X’24, aqui e aqui.
Sobre outros projetos da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE, dos vários anos, aqui.
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Cortesia: Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia / Filipe Figueiredo.
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