MARC SCHROEDER, MUITO FRÁGIL
Integra a exposição “Portugal. De fora para dentro – Inside. Out”, patente na CC11 @ Imago, em Lisboa, de 5 de julho a 17 de agosto de 2024.
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MUITO FRÁGIL
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Após um longo hiato da fotografia de retrato, quase tendo desenvolvido uma timidez em relação às pessoas, iniciei este projecto como um exercício autoimposto na primavera de 2023: pedir a estranhos que encontrei na zona da Alameda e que achei fotogénicos, para os fotografar – um único disparo por pessoa ou grupo.
Um ano depois, o projecto em curso não só documenta a diversidade dos seres humanos que vagueiam por este marco da cidade; também testemunha esses encontros breves comigo como fotógrafo. Sempre senti que fotografar estranhos é uma prática que expõe tanto o sujeito quanto a mim mesmo, tornando-nos de certa forma frágeis. Os retratos nesta série esperam reflectir um mínimo dessa vulnerabilidade.
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After a long hiatus from portraiture, having almost become people-shy, I started this project as a self-imposed exercise in spring 2023: asking strangers, who I encountered at the Alameda (Lisbon) and found photogenic, if I could photograph them – one exposure per subject.
A year later, the ongoing project not only documents the diversity of fellow human beings who wander about this Lisbon landmark; it is also a testimony to those brief encounters with me as a photographer. I have always felt that photographing strangers is a practice that makes both the subject and myself feel exposed and somewhat fragile: The portraits in this series hopefully reflect a minimum of that vulnerability.
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Marc Schroeder, Muito Frágil – Bishnu – Caetana – Friends – Gloria & Fábio – Gustavo & Tomás – Ibrahim – Irene – João & Tecnico Students – Lara – Sam – Blanket – Hose – Oranges – Trees
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António Bracons, Aspetos da exposição, 2024
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“Muito Frágil”, de Marc Schroeder, integra a exposição “Portugal. De fora para dentro – Inside. Out”, organizada pela Associação CC11, com curadoria de Maria Mann, patente na CC11 @ Imago, na Rua do Vale de Santo António, 50 A (garagem), em Lisboa, de 5 de julho a 17 de agosto de 2024 (de 5.ª a sábado, das 15:30 às 19:30).
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Marc Schroeder (1974, Luxemburgo) prefere trabalhar em projectos pessoais de longo prazo. A fotografia permite-lhe explorar e documentar o seu ambiente imediato e comunicar como este o afecta; assim, o seu trabalho carrega uma representação visual da sua paisagem emocional interior.
Após publicar ORDER 7161 em 2021, um livro premiado sobre sobreviventes dos campos de trabalho forçado soviéticos, a prática de Marc mudou para uma em que a figura humana em si desempenha um papel secundário. No entanto, a memória, bem como a impermanência e os vestígios da presença humana, continuam a ser temas recorrentes na maioria dos seus projectos. E ultimamente, voltou a explorar também o retrato.
Marc divide a sua vida entre Lisboa, Luxemburgo e Berlim.
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Marc Schroeder (1974, Luxembourg) prefers to work on personal long-term projects. Photography allows him to explore and document his immediate environment and communicate how it affects him; his work thus carries a visual representation of his inner emotional landscape.
After publishing ORDER 7161 in 2021, an award-winning book about survivors of Soviet forced labour camps, Marc’s practice shifted to one where the human figure itself played a secondary role. Nevertheless, memory as well as the impermanence and vestiges of a human presence have remained recurring themes throughout most of his projects. And lately, his practice has again ventured into portraiture as well.
Marc shares his life between Lisbon, Luxembourg and Berlin.
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Maria Mann, curadora da exposição, escreve:
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Tive o privilégio de viajar para muitos países durante a minha carreira como diretora de fotografia. Foram inúmeras as vezes em que, em passeios com os fotógrafos locais, notava algo que me parecia raro ou num detalhe simplesmente encantador da vida quotidiana. No entanto, a maior parte das vezes, os fotógrafos pareciam considerá-lo apenas “normal”.
Mas ao fazer workshops com fotógrafos que não são do seu país de origem, o resultado é frequentemente muito diferente. Existe um olhar fresco, uma admiração pelo meio envolvente e o apreço pela novidade de tudo isto. E essas imagens, quando destinadas à publicação noutras partes do mundo, enriquecem a cultura e a educação visual de todos.
Esta exposição é o resultado deste olhar de fotógrafos de outros países, que fotografam aqui em Portugal. Que veem as complexidades, as idiossincrasias ou a beleza de uma terra visualmente e culturalmente rica. É Portugal visto por dentro a partir de fora.
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I’ve had the privilege of traveling to many countries during my career as a director of photography. There have been countless times when, on walking tours with the local photographers, I noticed something that seemed to me exotic or just simply a lovely detail of daily life. However, oftentimes the photographers seemed to consider it just ‘normal’.
But while doing workshops with photographers who are not from their home country the result is often very different. It is this fresh eye, this wonder at the surroundings and appreciation for the newness of it all. And these images, when destined for publication in other areas of the world, enrich everyone’s culture, and visual education.
This exhibit is the result of photographers from other countries who photograph here in Portugal. Who see the intricacies, idiosyncrasies or the beauty of a land that is visually and culturally rich. It is Portugal seen inside from the outside.
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A Associação CC11 regista:
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Num período do ano em que a cidade de Lisboa e o país registam um recorde do número de turistas estrangeiros que nos visitam, a CC11 desafiou a curadora americana Maria Mann a organizar uma exposição de fotografia com autores estrangeiros, que nos mostrassem o seu olhar sobre a cidade e o país, mas que se distinguisse das imagens estereotipadas que o turismo promove. Na Galeria Santa Maria Maior e no espaço CC11@IMAGO, vamos poder descobrir como olham Portugal, de fora para dentro, cinco fotógrafos de nacionalidades diferentes: o canarino Francisco Seco, o argentino Horacio Villalobos, o luxemburguês Marc Schroeder, o alemão Martin Zeller e o romeno Mircea Albutiu. Esta exposição oferece uma visão única de cada autor, revelando perspectivas inesperadas e profundas sobre a cultura, paisagens e vida quotidiana de Portugal, destacando aspectos que muitas vezes passam despercebidos ao olhar apressado dos turistas.
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At a time of year when the city of Lisbon and the country as a whole record a peak in the number of foreign tourists visiting us, CC11 challenged the American curator Maria Mann to organize a photography exhibition featuring foreign authors, showcasing their perspective on the city and the country, but distinguishing itself from the stereotypical images promoted by tourism. At the Santa Maria Maior Gallery and the CC11@imago space, we will be able to discover how five photographers from different nationalities view Portugal from inside out: the Canarian Francisco Seco, the Argentine Horacio Villalobos, the Luxembourger Marc Schroeder, the German Martin Zeller, and the Romanian Mircea Albutiu. This exhibition offers a unique vision from each author, revealing unexpected and profound perspectives on Portugal’s culture, landscapes, and daily life, highlighting aspects that often go unnoticed by the hurried eyes of tourists.
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A exposição integra cinco autores: Francisco Seco (no FF, aqui) e Marc Schroeder, na CC11 @ Imago e Horacio Villalobos (no FF, aqui), Martin Zeller (no FF, aqui) e Mircea Albutiu (no FF, aqui), na Galeria de Santa Maria Maior.
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Cortesia: Associação CC11.
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