PAULO PAZ, ARCO-ÍRIS
Exposição “desenho”, de Paulo Paz – fotografia, Rui Aço – pintura e Miguel Teixeira – desenho, na Galeria de Arte – Estoril, da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril, de 18 de novembro a 3 de dezembro de 2022.
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“Desenho” mostra trabalhos de fotografia de Paulo Paz, pintura de Rui Aço e desenho de Miguel Teixeira.
A exposição (…) reúne o testemunho de três artistas residentes da Oficina do Desenho profundamente envolvidos no estudo, experimentação e prática do observar/desenhar.
As obras apresentadas correspondem a caminhos diversos, mas convergentes no correspondente à projecção impulsionadora do registo gráfico, de hipóteses diversas do livre pensamento e das múltiplas ideias daí advenientes.
Os três artistas são professores da Oficina do Desenho.
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A convite do Paulo Paz, escrevi o texto para a folha de sala relativo à sua série,
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ARCO-ÍRIS
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Quando a luz solar atravessa as gotas da água da chuva, dá-se a refração da luz: decompõe-se a luz branca nas sete cores que a formam. O arco-íris mostra o que está para além do aparente, do que vemos, da luz, do branco: mostra o que é o branco.
A série “Arco-Íris”, de Paulo Paz, é composta por sete fotografias, que tomam o nome das sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta. A cor é um sentir, um sentido, uma emoção. Todas as imagens são, naturalmente a preto e branco.
Sete. Cada imagem é constituída por uma colagem de sete cópias da mesma imagem: Paulo Paz parte de uma impressão, amplia numa fotocopiadora antiga, altera a escala, as perturbações introduzidas pelo aparatus. E amarrota as folhas, alisa-as depois. Vemos, sentimos os vincos, rasga um dos lados verticais da imagem, sobrepõe desfasadamente as sete cópias assumindo o rasgado, a última imagem completa a primeira. No interior, a imagem desenvolve-se, prolonga-se, é a mesma imagem, constrói uma nova imagem.
As fotografias são de um mesmo espaço: o forte, desde o terraço, o baluarte, o mar, o céu, o horizonte, o infinito.
Sete, simbolicamente é o número da plenitude. As sete cores no seu conjunto formam o branco. Os sete fragmentos, uma imagem. As sete imagens, a série.
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Este trabalho de Paulo Paz é uma metáfora sobre a fotografia – e sobre o ver. A fotografia é um fragmento. Paulo Paz fragmenta-o, repete-o, dando-nos a ver cada uma dessas partes, mais ou menos extensa, desafia-nos a percebê-la e a perceber a imagem (a que nos mostra). A realidade não se percebe num instante, mas requer um olhar atento, requer tempo. Por outro lado, a insistência da repetição, altera a imagem, a nossa perceção da realidade. O aparente amarrotado vem-nos questionar se o que vemos é, de facto, o real.
Cada imagem está associada a uma cor. Podemos sentir a presença dessa cor, apesar de a preto e branco. Cada um a encontrará, não necessariamente no mesmo ponto.
Há um infinito que se prolonga em cada imagem. Cada imagem olha-nos, desafia-nos…
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Consoante o ponto onde estamos, vemos o arco-íris de forma diferente.
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António Bracons
Outubro de 2022
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Paulo Paz, Arco-Íris: Vermelho – Laranja – Amarelo – Verde – Azul – Anil – Violeta, 50 x 110 cm.
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A exposição “Desenho”, de Miguel Teixeira – desenho, Paulo Paz – fotografia e Rui Aço – pintura, todos professores da Oficina do Desenho Associação, está patente na Galeria de Arte – Estoril, da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril, na Rua de Santa Rita, 45, apresenta de 18 de novembro a 3 de dezembro de 2022, 3ª a 6ª das 9h às 17h e Sáb. das 14h às 17h.
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António Bracons, Aspetos da exposição: Paulo Paz, séries “Arco-Íris” e “Osmose” – Rui Aço – Miguel Teixeira, 2022
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Paulo Paz é o engenheiro informático que se compromete radicalmente com as artes plásticas. Quase sempre através da fotografia, de um modo muito peculiar, pois o desenho e a pintura são complemento constante da sua obra.
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Rui Aço, professor pintor, ou pintor professor? O próprio tem dificuldade em definir o que vem em primeiro lugar. São duas paixões constantes. A sua obra é pedagógica e socialmente incisiva e provocadora, portanto, reveladora disso mesmo.
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Miguel Teixeira, arquitecto. Estudou em Inglaterra. O seu modo de desenhar é revelador da disciplina da procura e do constante experimentar, bem como da exigência da estrutura projectual. Exprime-se sempre pelo desenho.
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Cortesia dos Artistas.
Pode conhecer mais sobre a obra de Paulo Paz, aqui, sobre a Oficina do Desenho, aqui.
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