MÁRIO PIRES E ANA DOMINGUEZ, FLORA ARCANA

Exposição de fotografia e cerâmica na Galeria N118 / R. José Relvas, 273, em Alpiarça, de 1 a 30 de outubro de 2022

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Sobre a exposição escrevem os autores:

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Flora

Flora é o nome porque ficou conhecida a deusa romana das plantas, flores e da fertilidade.

O facto de encontrarmos outras divindades anteriores com características semelhantes (como a ninfa Chloris da mitologia grega), só demonstra o fascínio imemorial dos humanos pela exuberância e variedade das flores.

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Arcana

Arcana, feminino singular de arcano, do latim arcanus.

Significa algo secreto, obscuro, misterioso, conhecido apenas por um pequeno número de pessoas.

As flores têm uma linguagem própria e comunicam entre elas numa dimensão inacessível aos humanos.

Acredito que tenha existido uma linguagem comum que permitiu a todos os seres vivos comunicarem entre si, mas os humanos esqueceram essa linguagem, tal como

esquecemos quase tudo o que nos fazia estar ligados ao mundo natural.

Quisemos criar um mundo próprio, com as nossas regras, numa vã tentativa de superar a genialidade da natureza.

As flores são fontes de vida, prenhas de sementes que espalham por muito para além do seu local de florescimento. Há muito que perdemos a ligação a essa capacidade

fertilizadora.

O meu desejo de a reconstruir, foi a luz orientadora deste trabalho.

Cada uma destas imagens tenta quebrar essa barreira e restabelecer o elo perdido entre nós.

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Mário Pires e Ana Dominguez, Flora Arcana

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A exposição de fotografia de Mário Pires e de cerâmica de Ana Dominguez, “Flora Arcana”, está patente na Galeria N118, R. José Relvas, 273, em Alpiarça, de 1 a 30 de outubro de 2022.

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Mário Pires

Nasceu em Lisboa em 1960.

Vive e trabalha em Lisboa

Acredita que a ferrugem não dorme, e que nunca devemos parar de aprender, e de evoluir.

Acredita no poder redentor da beleza.

Acredita na existência de Deusas, musas e ninfas, e que elas têm um papel fundamental para o artista se orientar no seu labirinto interior.

Acredita que os artistas não devem ser definidos pelas ferramentas que usam, mas pelas suas ações e trabalho.

Acredita que a chama criativa de um artista só se mantém viva enquanto mergulhamos sem medo no nosso inconsciente.

Acredita que um artista nunca se reforma, a não ser temporariamente para uma casa no bosque.

Tem uma vida dupla.

Durante o dia emprega a sua energia e conhecimentos num centro de formação.

Durante a noite bebe diretamente da taça da criação e torna-se um alquimista.

Trabalha em fotografia, vídeo, caligrafia e música.

Juntamente com Rúben Neves e João Cardoso apresenta um programa mensal dedicado às imagens contemporâneas, A Barca das Imagens.

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Ana Dominguez

Depois de trabalhar mais de vinte anos no ensino, Ana Dominguez resolveu dar forma à sua paixão pelas histórias, pelas formas e pela cor, através do barro e do azulejo.

​Em 2017, abre A Casa do Azulejo, um ateliê de cerâmica dedicado à azulejaria portuguesa. No entanto, não se fica por aqui. A sua paixão pelo Raku, por essa “perfeita imperfeição”, leva-a a explorar esta técnica milenar japonesa e assim, em 2019, cria uma marca inspirada no cerimonial mágico do Raku e na passagem do tempo. Nasce a Ana Dominguez Ceramics, uma marca que conta as histórias de que somos feitos.

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Pode conhecer melhor a obra de Mário Pires aqui (site) e aqui (Instagram) e a obra de Ana Dominguez aqui.

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Cortesia dos artistas.

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