LUÍSA FERREIRA, LUZ PARA AS ABADIAS VINTE ANOS DEPOIS, 2002
Exposição no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz de 1 de junho a 28 de agosto de 2022.
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Para a inauguração do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, em 2002, Luísa Ferreira produziu a série “Luz para as Abadias”, que já apresentei aqui.
Este ano, no 20.º aniversário do CAE, foi convidada a reapresentar o projeto. Paralelamente ao projeto inicial, produziu uma nova série, “Luz para as Abadias vinte anos depois”.
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Sobre a série, escreve Luísa Ferreira:
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Luz para as Abadias
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Cartografia da Figueira da Foz do Mondego.
Encontrei a Maria do Mar, o rio, o areal,
a serra, o mar, o porto, a cidade,
as pessoas, as Abadias.
O título “Luz para as Abadias” incorpora o que o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, projectado pelo Arquitecto Luís Marçal Grilo, trouxe para o Parque das Abadias.
Luz para as Abadias vinte anos depois tenta reencontrar o território e as suas gentes, sendo o mar gerador de um grande estímulo para muitas pessoas que aqui vivem ou aqui regressam.
entretanto a vida mudou
dedico esta série ao meu pai
que me ensinou a nadar no mar
Agradeço imenso a todos que me acolheram, que se deixaram fotografar e ajudaram nestas expedições fotográficas pelas terras
e pelo mar da Figueira da Foz.
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Luísa Ferreira, Luz para as Abadias vinte anos depois, 2022. Impressão de pigmentos sobre papel de algodão Fine-art.
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A exposição de Luísa Ferreira, “Luz para as Abadias” e “Luz para as Abadias vinte anos depois”, estão patentes no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, de 1 de junho a 28 de agosto de 2022.
A exposição “Luz para as Abadias vinte anos depois” integra além das fotografias, «o filme “Luz para as Abadias vinte anos depois”: sons gravados durante as várias caminhadas e fotografias de 2022, duração 9’47’’» e «objectos recolhidos em 2022 no areal e nas salinas da Figueira da Foz, Lavos, Cabedelo e Leirosa».
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Luísa Ferreira nasceu em Lisboa em 1961.
Iniciou-se em Geografia, trocou o curso pela fotografia. Começou a fotografar profissionalmente em meados dos anos 1980. Em 1989 integrou a equipa de fotojornalistas fundadores do jornal Público.
Interrompeu a actividade diária de fotojornalista em 1998, após trabalhar sete anos no jornal diário Público e dois anos na agência de notícias norte americana Associated Press. Continua a colaborar com a imprensa.
Expõe individualmente com regularidade desde 1989, desenvolvendo projectos pessoais e trabalhos de encomenda.
Fotógrafa independente, vive e trabalha em Lisboa.
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Integrou a exposição Au Féminin. Women Photographing Women 1849-2009, curadoria de Jorge Calado, no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, Paris, 2009.
Expôs nos Encontros de Imagem de Braga nos anos 1994, 1995 e 1996 e nos Encontros de Fotografia de Coimbra em 1994.
Foi Primeira Escolha nos Recorridos Fotográficos da ARCO98 (Madrid) com Éter.
Em 1994 iniciou Há quanto tempo trabalha aqui?, fotografias de médio formato sobre as lojas antigas de Lisboa e as pessoas que as habitam, exposto no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa em 2005; em 2010 integrou a exposição Res Publica 1910 e 2010 face a face, na Fundação Calouste Gulbenkian com uma selecção de lojas com aproximadamente 100 anos.
Realizou projectos com características diversas, como “fora de jogo”, 40.000 postais de campos de futebol sem relva, bancadas ou iluminação, enviados durante o Euro2004, no âmbito do Arte em Campo do Instituto das Artes.
Expôs “Capitão Goma”, fotografias dentro de almofadas insufláveis sobre o mundo das crianças, na Casa d’Os Dias da Água em 2003.
Inaugurou o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz com As crianças são o nosso espelho e Luz para as Abadias em 2002.
Em 1993 expôs 110 polaroids, ampliados para 70x70cm, dentro de 33 contentores no Armazém AB do Porto de Lisboa, ao Jardim do Tabaco, com “Os objectos já não têm cores/mas as sombras dos objectos têm as cores deles/um amigo meu/que tem a chave das docas/também pensa assim ” (Picabaia).
Fez um levantamento fotográfico sobre a Ciência em Portugal para a constituição de um banco de imagem para o Observatório das Ciências e Tecnologias/Ministério da Ciência e Tecnologia entre 1999 e 2002. Fotografou escritores Portugueses para a representação de Portugal nas feiras do livro de Frankfurt (1997) e de Paris (2000).
Participou em várias exposições individuais e colectivas em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Bélgica e Alemanha.
Publicou, entre outros, o livro “Azul” (2002) sobre os não-lugares, com texto de Agustina Bessa-Luís.
Está representada em diversas colecções nacionais e estrangeiras.
É professora convidada no IADE Escola Superior de Design (desde 1996) e na ETIC Escola Técnica de Imagem e Comunicação (desde 1998).
Encontra-se a desenvolver Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Socias e Humanas, do curso de Geografia e Planeamento Territorial, especialidade Geografia Humana.
É licenciada em Fotografia e Cultura Visual (Escola Superior de Design, IADE, 2009), Mestre em Design e Cultura Visual área de especialização Estudos de Fotografia pela Escola Superior de Design, IADE, 2011.
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Pode conhecer melhor a obra de Luísa Ferreira no FF aqui e no site da artista, aqui.
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Cortesia da Artista.
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