ALFREDO CUNHA, RUA DO ANJO 1996-2022

A cidade de Braga é a sede das comemorações, em 2022, do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, 10 de junho.

Exposição em Braga, na Casa dos Crivos, de 1 de abril a 11 de junho de 2022.

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Em Braga consegue-se fotografar a alma portuguesa.”

Alfredo Cunha

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“Rua do Anjo, 1996-2022” é um livro de Alfredo Cunha, que reúne 230 fotografias sobre a cidade de Braga. A exposição exibe um conjunto de 24 fotografias no formato 120 x 80 cm.

O anjo está presente de múltiplos modos e formas na cidade. As fotografias retratam o quotidiano da cidade, “o convívio existente entre os aspetos mais tradicionais da vida e os aspetos mais inovadores, mais modernos e mais cosmopolitas”. Para Alfredo Cunha, que vive atualmente em Vila Verde, o que mais o surpreende é “o contraste e o convívio existente entre as várias Bragas”. “Em Braga, conseguimos ver as coisas mais cosmopolitas ao lado de uma Igreja tradicional portuguesa. É muito engraçado ver isso, porque em Braga consegue-se fotografar a alma portuguesa”.

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Alfredo Cunha, Rua do Anjo 1996-2022

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A exposição “Rua do Anjo, 1996-2022”,  de Alfredo Cunha, está patente em Braga, na Casa dos Crivos, de 1 de abril a 11 de junho de 2022.

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Alfredo Cunha nasceu em 1953, em Celorico da Beira.

Em 1970, iniciou a carreira profissional em fotografia publicitária e comercial; no ano seguinte, estreou-se como fotojornalista no jornal Notícias da Amadora. Colaborou com os jornais O Século e O Século Ilustrado, com a revista Vida Mundial, com a Agência Noticiosa Portuguesa – ANOP e com as agências Notícias de Portugal e Lusa.

Foi fotógrafo oficial dos presidentes da República Ramalho Eanes e Mário Soares, e recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.

No jornal Público, foi editor fotográfico entre 1989 e 1997, e integrou o grupo Edipresse como fotógrafo e editor. Em 2000, começou a trabalhar na revista semanal Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa televisivo Por Outro Lado, da RTP2. Entre 2003 e 2009, foi fotógrafo e editor do Jornal de Notícias. De 2010 a 2012, foi director fotográfico da Agência Global Imagens.

Actualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projectos editoriais.

Do seu percurso, destacam-se as séries de fotografias dedicadas ao 25 de Abril de 1974, à descolonização portuguesa em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Cabo Verde, ao PREC (Processo Revolucionário em Curso, 1974-1975), à queda de Nicolae Ceausescu, na Roménia (1989), e à Guerra do Iraque (2003).

Publicou diversos livros de fotografia, entre os quais: Raízes da Nossa Força (1972), Vidas Alheias (1975), Disparos (1976), Naquele Tempo (1995), O Melhor Café (1996), Porto de Mar (1998), 77 Fotografias e Um Retrato (1999), Cidade das Pontes (2001), Cuidado com as Crianças (2003), Cortina dos Dias (2012), O Grande Incêndio do Chiado (2013), Os Rapazes dos Tanques (2014), Toda a Esperança do Mundo (2015), Felicidade (2016), Fátima, enquanto Houver Portugueses (2017), Mário Soares (2017), Retratos 1970-2018 (2018), O Tempo das Mulheres (2019), A Cidade Que não Existia (2020), Leica Years (2020), Dedicatória (2021), A Cidade das Pontes (2022).

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Pode conhecer mais sobre a obra de Alfredo Cunha no FF, aqui.

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