JOANA DIONÍSIO, AND THE SHAPE OF THINGS DISAPPEARED FOR A WHILE
A exposição integra os Encontros da Imagem 2021, pode ser vista em Guimarães, no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Artquitetura, de 17.09 a 31.10.2021.
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A forma como o homem se relaciona com a morte tem vindo a mudar ao longo dos tempos, se na idade média a finitude humana era vivenciada com familiaridade, no séc XX passou a ser uma espécie de “não acontecimento”.
Numa sociedade caracterizada pelo desejo de prolongar ao infinito a juventude, a representação da conclusão do ciclo de vida passa a ser vista como um fracasso e por isso deve ser evitada. Contudo, se não temos a capacidade para definir os limites da nossa própria vida, como é que nos podemos relacionar com ela e connosco?
Da contrariedade de sentimentos que surgiram após a morte do meu pai e que me obrigaram a pensar acerca das limitações da existência humana, resultou o presente projeto que procura refletir sobre a forma como lidamos com a perda de alguém que nos é próximo e com a consciência da nossa própria finitude.
Tendo em conta que estes conceitos materializam-se por meio de uma prática que imortaliza a vida através da sua representação, o que significa para a fotografia retratar a ausência do seu referente e qual o seu papel nas experiências do luto?
Através de uma narrativa entre forças opostas e complementares, entre o presente e o ausente, realidade e ficção, entre o cá e o lá, está o ir e vir de uma jornada que procura uma visão mais alargada da nossa razão de ser. Talvez entre o balancear de saber-se mortal e desejar-se imortal possamos encontrar uma oportunidade para viver em profundidade.
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Joana Dionísio, And the shape of things disappeared for a while
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A exposição “And the shape of things disappeared for a while”, de Joana Dionísio, integra os Encontros da Imagem 2021, pode ser vista em Guimarães, no CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Artquitetura, de 17 de setembro a 31 de outubro de 2021.
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Joana Dionísio. Artista visual natural do Porto, nasceu em 1993 e iniciou a sua formação no curso de Design de Produto em 2014 onde teve o primeiro contato formal com a fotografia.A partir desse momento o seu interesse pela imagem foi-se desenvolvendo e devido ao desejo de aprofundar os seus conhecimentos realizou a licenciatura em Tecnologias da Comunicação Audiovisual com especialidade em fotografia, na Escola Superior de Música e Artes do espetáculo. Atualmente trabalha na área e encontra-se a frequentar o Master em Fotografia Artística e Documental no Instituto de Produção Cultural e Imagem.O seu trabalho é caracterizado por uma forte vertente autobiográfica que explora temas como a memória e o arquivo, refletindo sobre a forma como o ser humano se relaciona consigo e com o mundo.
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Sobre esta edição dos Encontros da Imagem, escreve a Direção:
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Génesis 2:1, foi o tema escolhido para a 31ª edição dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais.2021, que este ano decorre entre 17 de setembro e 31 de outubro. Entre as muitas outras atividades, o Festival engloba 47 exposições distribuídas por 25 espaços distintos, envolvendo a participação de 64 fotógrafos.
“Génesis 2:1” dá continuidade ao tema do ano passado e, nunca um tema escolhido, se enquadrou tão bem no contexto da atualidade.
Um ano depois, voltamos também nós e todo o mundo – em resultado da crise pandémica provocada pelo Covid-19, de novo, a ter que passar por um confinamento generalizado.
Gerou-se a confusão e o caos. Uma incapacidade coletiva para compreender a desordem das coisas, confrontando a humanidade com desafios cada vez mais complexos e exigentes.
A sociedade contemporânea está desde há muito, perante enormes desafios de carácter global: desde as questões relacionadas com o planeta e os seus problemas ecológicos – perda da biodiversidade, alterações climáticas, aquecimento e contaminação – até às civilizações que o habitam, onde muitas delas geram novas desigualdades e indiferença moral – regimes políticos, religiosos, fronteiras, refugiados, racismo, questões de género e muitas outras.
Aquilo a que chamamos progresso, não só deixou de coincidir com a humanização do mundo, como pode acabar por ditar o seu fim. Urge encontrar soluções para acabar com as desigualdades e indiferença em relação ao sofrimento de milhões de pessoas.
Uma interrogação se pode colocar: que futuro nos espera? A crise em que vivemos constitui uma oportunidade para que todos encontremos causas comuns e discutamos as melhores soluções para o que deva ser feito.
Assim, e também com o objetivo de alerta, muitas das exposições agora apresentadas no âmbito dos Encontros da Imagem, para além do seu lado estético, abordam algumas das questões pertinentes que o mundo contemporâneo hoje vive.
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Pode conhecer melhor o trabalho de Joana Dionísio aqui.
Pode ver no FF a Agenda dos Encontros da Imagem e sobre outras exposições dos Encontros, aqui.
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Cortesia: Encontros da Imagem
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