GONÇALO M. TAVARES + OS ESPACIALISTAS, ATLAS DO CORPO E DA IMAGINAÇÃO, 2013, 2020
Exposição em Lisboa, na Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, de 21.04 a 4.09.2021.
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Os Espacialistas
Atlas do Corpo e da Imaginação
Fotografia: Os Espacialistas / Texto e legendas: Gonçalo M. Tavares
1.ª ed. / Lisboa: Editorial Caminho / 2013
Português / 17.2 x 24,4 cm / 536 pp.
Cartonado com sobrecapa / 7.000 ex.
ISBN:
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2.ª ed. / Lisboa: Relógio D’Água / Janeiro . 2020
Português / 16,8 x 23,8 cm / 536 pp.
Brochura
ISBN: 9789896419776
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Capa (1.ª edição, 2.ª edição)
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O fragmento é uma máquina de produzir inícios, uma máquina que multiplica começos e intervalos.
Gonçalo M. Tavares
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Gonçalo M. Tavares + Os Espacialistas, Atlas do Corpo e da Imaginação, 2021
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O “Atlas do Corpo e da Imaginação”, de Gonçalo M. Tavares, “atravessa a literatura, o pensamento e as artes, passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo”, cruzando “os temas centrais da modernidade”.
Fragmentos escritos em texto e em imagem.
É um livro para ler e para ser visto e é também, de certa maneira, uma narrativa”, em que Gonçalo M. Tavares revisita “a obra de alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, partindo de Bachelard e Wittgenstein, passando depois por Foucault, Hannah Arendt, Roland Barthes, mas também por escritores como Vergílio Ferreira, Llansol ou Lispector, entre muitos outros.
Arquitectura, arte, pensamento, dança, teatro, cinema e literatura são disciplinas que atravessam, de forma directa e oblíqua, o livro. Com o seu espírito claro e lúcido, Gonçalo M. Tavares conduz-nos com precisão e entusiasmo através do labirinto que é o mundo em que vivemos.
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O “Atlas do Corpo e da Imaginação” de Gonçalo M. Tavares e, como ele refere, “surge de circunstâncias muito particulares: o texto central — com inúmeras alterações, cortes, etc. nasceu da tese de doutoramento. (…) Todas as imagens são de “Os Espacialistas”, colectivo de artistas plásticos que admiro e com quem tenho trabalhado em diferentes ocasiões. Agradeço muito especialmente ao arquitecto e amigo Luís Baptista. As legendas (que escrevi a posteriori) formam com as imagens um livro paralelo que, ao mesmo tempo, cruza o texto-base.”
Por isso,
Este livro tem, como é evidente, vários caminhos de leitura. Há o diálogo entre o texto-base e as notas de rodapé; e depois as imagens, as legendas, os itálicos, que vão, sozinhos ou em conjunto, formando novas significações.
Gosto da ideia de este livro ser lido desde o início ao fim ou exactamente ao contrário; ou ainda por saltos, por fragmentos, capítulos ou entradas e saídas rápidas. O leitor entra onde e quando quiser e sai também, claro, quando e onde quiser (e um livro ter muitas saídas de si próprio, sempre me pareceu sensato).
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O Atlas é uma obra de reflexões, comentários, observações, como só a escrita de Gonçalo M. Tavares permite. As fotografias, individuais ou em sequências, estão quase sempre à margem do texto, em formato pequeno. Conforme o próprio autor alerta, o livro permite múltiplas leituras, múltiplas camadas. A fotografia, por si só, é uma possível. A fotografia com as legendas, outra. Apenas as legendas, uma terceira. Para além do texto base. E de tudo em conjunto.
A pequenez das imagens e a sua grande quantidade podem levar-nos a entendê-las como mera ‘ilustração’. Por outro lado, os autores, “Os Espacialistas”, não se assumem como fotógrafos, mas criadores – e a fotografia é uma forma de criação. Contudo, o multisignificado das imagens, adensado pela possibilidade que as legendas abrem, fazem com que aquelas assumam um papel significativo, um trabalho de autoria.
A exposição que a Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea apresenta: “Atlas do Corpo e da Imaginação em Exposição”, vem reforçar e destacar esse papel.
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Na folha de sala da exposição, lemos:
Gonçalo M. Tavares + Os Espacialistas apresentam pela primeira vez uma exposição de artes plásticas em parceria. Palavra e imagem cruzadas, em toques tangenciais, em obras que tentam reflectir artisticamente sobre a casa e sobre o corpo, sobre o horizonte e sobre a geometria, sobre o desejo e sobre a construção, sobre a comida e sobre a oração, sobre o erro e sobre a beleza, sobre o movimento e sobre o amor, sobre nós e sobre os outros. Atlas do Corpo e da imaginação em Exposição é um projecto que inaugura, nas artes plásticas, o trajecto de uma dupla formada pelo escritor e pelo colectivo de artistas-arquitectos.
Textos e Imagens do livro Atlas do Corpo e da Imaginação ganham outro corpo e saltam do livro para a parede da galeria, transformando todo o espaço onde aparecem numa espécie de lugar-intervalo de todas as ligações. O encontro, entre texto e imagem, povoa de vizinhos imaginários a atmosfera da exposição, através de esquissos fotográficos, palavras e objectos instalados.
O fragmento é uma máquina de produzir inícios, uma máquina que multiplica começos e intervalos – e essa é a natureza poética (do espaço) desta exposição.
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No livro, todas as fotografias estão impressas a preto e branco, excepto na sobrecapa e na exposição encontram-se a cores. Na exposição todas as fotografias são datadas de 2021.
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Gonçalo M. Tavares + Os Espacialistas, Atlas do Corpo e da Imaginação, 2013 (1.ª edição)
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O “Atlas do Corpo e da Imaginação”, de Gonçalo M. Tavares + Os Espacialistas, está em exposição na Galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea, na R. Joly Braga Santos, em Lisboa, de 21 de abril a 4 de setembro de 2021.
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António Bracons, Aspetos da exposição, 2021
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Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Desde 2001 publicou livros em diferentes géneros literários, traduzidos em cerca de 60 países. Os seus livros receberam vários prémios em Portugal e no estrangeiro. Com “Aprender a rezar na Era da Técnica” recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído antes a Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Salman Rushdie, Elias Canetti, entre outros. Alguns outros prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 e 2011 (Brasil), Prêmio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado 2009 (Sérvia), Grand Prix Littéraire du Web – Culture 2010 (França), Prix Littéraire Européen 2011 (França). Foi por diferentes vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina. “Uma Viagem à Índia” recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, dança, peças radiofônicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc.
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Os Espacialistas é um projecto laboratorial de investigação teórica e prática das ligações transdisciplinares entre Arte, Arquitectura e Educação com início de actividade em 2008. Substituem o lápis pela máquina fotográfica, enquanto dispositivo de desenho, de pensamento, de percepção e de diagnóstico do espaço natural e construído, cujas acções são reguladas pelo Diário do Espacialista e auxiliadas pelo “Kit Espacialista Por/táctil” que transportam consigo. Entre os trabalhos realizados destacam-se: Projectos de arquitectura, de assistência arquitectónica e artística a obras de arquitectura e arte, exposições de fotografia, vídeos, instalações, espaços cénicos, performances, colaborações literárias, ilustrações fotográficas, oficinas, seminários e publicações. Apresentados em locais tão diversos como o Museu da Electricidade (2008), Galeria Lagar de Azeite (2008), Galeria de Arte Contemporânea Paulo Amaro (2008), Ordem dos Arquitectos – OASRS (2008), Feira de Arte Internacional de Lisboa (2008), Laboratório de Actividades Criativas (2009), Centro Cultural das Caldas da Rainha (2009), Centro Cultural de Belém (2009/2011), Coreto do Jardim da Estrela (2009), Jardim da Torre de Belém (2009), Universidade Lusíada de Lisboa (2009), Centro Nacional de Cultura (2009), Auditório dos Oceanos (2010), Teatro da Trindade (2010), Universidade de Belas Artes do Porto (2010), Teatro do Campo Alegre (2010), Teatro São Luís (2010/2011), Red Bull House Of Art (2011), Circuito Aberto de Arte Pública de Paredes (2012), Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto – FAUP (2013), 17ª Bienal de Vila Nova de Cerveira (2013), livro “Atlas do Corpo e da Imaginação” de Gonçalo M. Tavares, Fundação Calouste Gulbenkian (2014/2015), Fábrica da Moagem de Tomar (2014), Galeria Espaço Mira, Porto, (2015), Palácio do Marquês em Oeiras (2016), “LAR – Laboratório de Arte e Arquitectura” na Universidade Lusíada de Lisboa (2016/—-), na Loja do Espacialista no Centro Cultural de Belém ( 2017/ —-), na Feira do Livro de Madrid (2017), na Chicago Architecture Biennial 2017 com Aires Mateus (2017), Univates, Brasil (2017) na Cidade Europeia do Vinho, Torres Vedras / Alenquer 82018), no MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia de Lisboa (2019), no MAM – Mês da Arquitectura da Maia (2019), na BoCA- Biennial of Contemporary Arts (Lisboa, Porto, Braga, Águeda, Santiago do Chile, Buenos Aires, 2019-20), no Museu Colecção Berardo (2019-20), no Museu Del Crudo, (Itália, 2019), no Atelier d`Arquitectura (RTP2) e no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2020-21).
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Pode saber mais no site da Galeria, aqui.
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