JOSÉ PEDRO CORTES, CORPO CAPITAL

Exposição na Galeria Francisco Fino, Rua Capitão Leitão, 76, em Lisboa, de 8.5 a 24.07.2021.

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Nesta exposição José Pedro Cortes “recupera as temáticas visuais que atravessam o trabalho do artista – a figura humana, a natureza e a arquitectura –, e surge do desejo de estabelecer uma relação com os territórios público e privado. Neste sentido, este grupo de imagens estabelece um diálogo com a [sua obra anterior], criando deste modo uma rede de referências visuais e relações conceptuais e formais partilhadas.”

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Cortes olha em redor, no exterior, o público, e no interior, o privado, a intimidade. Vive, no quotidiano, a vida, os momentos que surgem e que cria, no espaço onde está e nos espaços – e países – para onde vai, como viajante, para conhecer e, sobretudo vivenciar. É essa vivência, feita dos instantes do quotidiano, que passa pelo seu olhar, pela sua objetiva, que constitui a sua obra.

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Nuno Crespo escreve na folha de sala:

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As imagens de José Pedro Cortes são habitadas por elementos de diferentes genealogias. Pessoas, casas, paisagem, acidentes urbanísticos, tudo encontra um lugar nas suas fotografias e a estratégia, o foco, o tema alteram-se a cada imagem. Um trabalho que deve ser visto não enquanto tentativa de imposição de uma visualidade construída a partir de esquemas compositivos e plásticos, mas como esforço de compreender o mundo enquanto imagem. Quer esteja na Costa da Caparica, em Israel ou em Toyama no Japão, todos os lugares onde desenvolveu projetos mais complexos e demorados, a sua ambição é sempre usar a fotografia como ferramenta de aproximação, relação e conhecimento. 

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António Bracons, aspetos da exposição, 2021

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“Corpo Capital” de José Pedro Cortes, está em exposição na Galeria Francisco Fino, Rua Capitão Leitão, 76, em Lisboa, de 8 de maio a 24 de julho de 2021 (a inauguração prevista para o dia 6 de maio foi adiada para o dia 8, devido à morte de Julião Sarmento).

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José Pedro Cortes nasceu no Porto em 1976 e estudou em Inglaterra no Kent Institute of Art & Design (Master of Arts in Photography). Em 2005, após 3 anos a viver em Londres, regressou a Lisboa para fazer o Programa Gulbenkian de Criatividade e Criação Artística (Fotografia). Nesse mesmo ano expôs individualmente pela primeira vez no Centro Português de Fotografia (“I will not reveal you”) e Silo (“Silence”), ambos no Porto. Em 2005 foi seleccionado para o Photo London Emerging Artists Presentations e, em 2006 fez parte da exposição comissariada pela Getty Images, New Photographers 2007. José Pedro Cortes foi entre os três finalistas para o prémio BES Photo em 2014. Em 2018, inaugurou a exposição individual Um Realismo Necessário, no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, com a curadoria de Nuno Crespo.

Outras exposições individuais incluem: Museu da Imagem (Braga, 2006), Módulo – Centro Difusor de Arte (Lisboa, 2008, 2010); White Space Gallery (Londres, 2006); CAV – Centro de Artes Visuais (Coimbra, 2013); o projecto Costa apresentado no CGAC – Centro Galego de Arte Contemporánea (Santiago de Compostela, 2015); One’s Own Arena no Museu da Electricidade, Fundação EDP (Lisboa, 2015), e foi um dos artistas do programa curatorial da Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, com a instalação Concreto Armado (VFX, 2016). Mais recentemente, Cortes foi convidado para projectos que incluem: EPEA – European Photo Exhibition Award; European Eyes on Japan e O Processo SAAL: Arquitectura e Participação, 1974-1976 , com exposição no Museu de Serralves, Porto e no Canadian Centre for Architecture, Toronto. Em 2013 participou também no MNAA Olhares Contemporâneos – Residência Fundação EDP no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.

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Pode conhecer melhor a obra de José Pedro Cortes no site do autor, aqui e no FF, aqui.

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