JORGE LIMA ALVES, DAIDO, 2020
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Jorge Lima Alves
Daido
Fotografia: Jorge Lima Alves / Texto: Jorge Lima Alves, Daido Morayama (citações)
Edição do Autor / 2020
Português / 13,3 x 19,9 cm / 40 pp.
Agrafado / 50 ex.
ISBN: nd
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As minhas fotografias sempre foram… cartas que envio a mim próprio.
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Pode dizer-se que as minhas fotos e a minha vida são uma combinação luz, tempo e eventos: tudo o que acontece nas ruas (…) Se me pedirem para definir a fotografia em poucas palavras, diria que é um fóssil de luz e tempo.
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Procurei ir até ao fim da fotografia.
Daido Moriyama, citado em “Daido”, de Jorge Lima Alves
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Escreve Jorge Lima Alves:
Como o seu título deixa entender, este livrinho (…) é uma homenagem a Daido Moriyama, composto por fotos que tirei em Kyoto e Tokyo, em 2006, acompanhadas por citações do fotógrafo japonês que fui retirando das inúmeras entrevistas que tem dado ao longo da sua vida.”
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No Prólogo, fala-nos do fotógrafo japonês:
Daido Moriyama nasceu em 1938 em Ikeda, no distrito de Osaka, e mudou-se em 1961 para a capital do Japão, assistente do lendário Eikoh Hosoe. A primeira série de fotografias que tornou públicas, intitulada “Nippon Gekijõ Shashinchõ”, revelava já o seu fascínio pelas zonas mais obscuras e esquecidas da cidade.
Colaborador da famosa revista Provoke, cedo se definiu por uma certa “imperfeição”, com as suas fotos sempre muito granuladas, tremidas ou mesmo desfocadas, tiradas à pressa com uma máquina compacta Ricoh.
Apesar de em 2016 ter apresentado na Fundação Cartier uma ampla selecção de fotos a cores, Moriyama continua a defender que o preto e branco permite mais elementos de abstracção e simbolismo, para além de ter uma acrescida carga erótica.
Para que não subsista a menor dúvida, acrescento que subscrevo cada uma das frases que figuram neste livrinho.”
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Jorge Lima Alves, Daido, 2020
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Jorge Lima Alves
Comprou a sua primeira câmara, uma Nikon FM preta com uma objetiva de 50 mm f1:4, em França, onde estava exilado há cinco anos, quando soube da Revolução de 1974, para vir de férias a Lisboa. Regressou definitivamente em 1976.
Foi jornalista na área da cultura (escrevendo sobre literatura, teatro, música) e durante 20 anos pertenceu aos quadros do semanário Expresso, onde foi editor da Cultura. Actualmente está reformado e, de vez em quando — cada vez mais raramente —, faz traduções literárias e escreve prefácios para livros.
A primeira grande viagem que fiz foi no ano 2000. Passei um mês inesquecível na Índia e desde aí, todos os anos, a minha mulher e eu, temos viajado imenso: China, Japão, Tailândia, Estados Unidos, Canadá, etc. Não sendo ricos, longe disso, poupamos no dia-a-dia para fazer estas viagens que se tornaram absolutamente essenciais para nós. Quando não podemos ir tão longe, por alguma razão, vamos mais perto: Roma, Veneza, Sevilha, Marselha, Munique, sei lá. Desde sempre, quando volto da viagem, imprimo as fotos que considero mais significativas e faço um álbum. Tenho duas caixas cheias deles: exemplares únicos que nunca mostro a ninguém, mas que vou folhear de vez em quando para meu prazer exclusivo.
Quando veio a pandemia, veio-me a ideia de fazer versões digitais desses álbuns para ocupar o tempo. Depois comecei a pensar que talvez os pudesse partilhar e mandei imprimir um livro para experimentar. Com o tempo, tornou-se um vício: passo horas a rever as fotos e as notas que tirei nas viagens e a dar-lhes, no computador, a forma de um livro. Aprendi sozinho a paginar e a fazer as capas e hoje dá-me muito gozo fazê-lo. O propósito, como já percebeu, não é de todo ganhar dinheiro com isto, pelo contrário: gasto aqui o dinheiro que não posso gastar nas viagens por causa do Covid.
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Pode conhecer algum trabalho fotográfico e poético de Jorge Lima Alves, no seu blog, aqui.
Para adquirir alguma zine pode contactar o autor: <jorgelimaalves[at]gmail.com> . Em alternativa, o Messenger do Facebook ou o Instagram, onde utiliza o seu nome.
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