INSTANTES – FESTIVAL DE FOTOGRAFIA DE AVINTES . 1 – CARMO DIOGO, CECÍLIA SORDI CAMPOS, SUSANA MOREIRA
Em exposição em Avintes, na Casa da Cultura de Avintes, Largo do Palheirinho, 32, de 1 a 30 de maio de 2021.
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Ao longo de algumas publicações vou apresentar as exposições que integram a 8.ª edição do INstantes – Festival de Fotografia de Avintes, este ano dedicada à fotografia no feminino, sob o tema: “Combinações, numa dimensão maior”. A curadoria é de Alice WR.
Hoje apresento os trabalhos de Carmo Diogo, Cecília Sordi Campos e Susana Moreira, em exposição na Casa da Cultura de Avintes, no Largo do Palheirinho, 32, de 1 a 30 de maio de 2021.
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Carmo Diogo, Memórias
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Carmo Diogo, Memórias
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Memórias, enquanto trabalho criativo tento perpetuar momentos/cheiros/lugares/identidades e situações… do lugar onde sempre volto e onde o ser é estar e sentir – a casa mãe e nossas raízes. É como ser um contador de histórias de fantasmas e do divino, de beleza e imperfeição. Recorrendo a uma panóplia de fotos, objectos, linhos, resgatados dos velhos baús, a minha mente agarra-se a significados estabelecidos de outrora e regista-os em vários suportes.
Utilizei a colagem / pintura sobre fotos e bordado.
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Carmo Diogo
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Cecília Sordi Campos, Moths drink tears of sleeping birds
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Cecília Sordi Campos, Moths drink tears of sleeping birds
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Em 2006, houve um breve relatório científico sobre uma espécie de borboleta da ilha de Madagáscar chamada Hemiceratoides hieroglyphica. Foi descoberto que essas borboletas frequentam pássaros dormindo à noite e bebem suas lágrimas.
Moths Drink Tear of Sleeping Birds é minha tentativa de compreender e aceitar inerentemente a dinâmica e as complexidades de relacionamentos altamente voláteis. A partir da minha própria subjetividade, este projeto é estruturado na forma de uma narrativa não-linear em qual as imagens oníricas se desdobram como um fluxo orgânico de memórias, sentimentos e pensamentos.
Cecília Sordi Campos
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Susana Moreira, Exploração
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Susana Moreira, Exploração
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Através da manipulação de imagens é marcada a presença de algo exterior à realidade. Os elementos fabricados, desafiam a contrastar ambientes que nasceram da ordem sem consciência com o que foi construído e pensado para um mundo que nos faça sentido. A relação Homem-Natureza é a principal temática da obra onde existe uma imagética que é forçada a relacionar-se e a ganhar protagonismo em cenários outrora banais.
São usados ainda elementos do céu, do espaço, também eles fabricados, representando o que “abraça” o nosso mundo, ou o que se vê daqui, questionando o lugar do Homem e conduzindo o olhar e a atenção para o que nos transcende para além do que nos rodeia na natureza e civilização.
A presença sente-se, apesar de fabricada.
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Susana Moreira
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Carmo Diogo nasceu em Cortegaça, 1963. Reside em Vila Nova de Gaia.
Formação académica: Artes e Técnicas do Fogo – Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis (1986) Porto; Curso Superior de Pintura – Escola Superior Artística do Porto ESAP (1989); Curso de Estudos Superiores Especializados – CESE em Design Industrial; Escola Superior de Artes e Design – ESAD (Matosinhos); Licenciatura em Artes plásticas – ESAP (2004).
Realiza exposições individuais e coletivas desde 1991.
Está representada, com as suas obras, em centros de Arte/Museus e coleções particulares.
Prémio: 2019 – Atribuição do Grande Prémio da Bienal/Câmara Municipal de Gaia, no Concurso da “3ª Bienal Internacional de Arte de Gaia”
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Cecília Sordi Campos. Cresci no interior de São Paulo, Brasil. A primeira vez que toquei em uma máquina fotográfica foi aos nove anos, após ganhar um concurso na escola primária. Tirei fotografias de tudo e todos. Infelizmente, muitos dos rolos de filme que usei nunca foram revelados. Ainda penso nas fotografias que nunca vi.
Hoje sou uma artista visual e uso fotografia e gravura como ferramentas de expressão. Sou baseada em Melbourne, na Austrália, onde moro há 13 anos. Meus projetos são autobiográficos e através deles tenho explorado peculiaridades de minha experiência como imigrante, liminaridade e identidade. Também tenho interesse em noções de intimidade.
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Pode conhecer melhor a obra de Cecília Sordi Campos aqui.
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Susana Moreira (1991), vive e trabalha em Lisboa.
Licenciada e pós-graduada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Acrescenta também o curso Fotografia em Movimento pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Participou em exposições por Lisboa, Aljustrel, Proença-a-Nova e Arruda dos Vinhos onde apresentou trabalhos de fotografia e escultura.
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Pode conhecer melhor a obra de Susana Moreira aqui.
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O INstantes, Festival de Fotografia de Avintes, foi criado por Pereira Lopes.
Nesta 8.ª edição, apenas com fotografia no feminino, a curadoria é de Alice WR:
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(…) cabe-me contribuir para que o impacto emocional que as imagens possam provocar aconteça, como uma dança entre o lugar e as obras, pelo prazer da arte fotográfica e pelos cruzamentos possíveis, numa dimensão maior.
O primeiro propósito, alicerçado na capacidade que as autoras têm de falar de si e de se constituírem como referentes, é destacar a autoconsciência e reflexão crítica de onde emergem, de vários prismas, diferentes identidades no feminino. Alguns trabalhos são ensaios auto-reflexivos onde as autoras, simultaneamente fotógrafas e performers, nos conduzem pelo território irreverente das suas narrativas de corpos fotografados. Seja pela busca criativa de uma imagem atrevida ou perturbadora da realidade, pela desconstrução pós-moderna, pela revalorização de uma linguagem hibrida ou pela fabricação da imagem na interseção da escultura ou da pintura com a fotografia, os trabalhos apresentados são, simultaneamente, afirmação, resistência e libertação.
O segundo propósito, reside no facto de salientar o domínio do invisível, aquele que está por detrás do que é mostrado e que importa considerar para assim se apreender a obra de forma plena. Inerente ao conjunto das subjectividades e autoralidades dos trabalhos, existe o significado/simbólico que, de forma mais literal ou mais poética, translúcida ou efémera, nos possibilita a dimensão da invisibilidade presente em conceitos universalistas como amor, morte, identidade, sofrimento, incerteza ou esperança.
Por oposição às imagens técnicas e a uma homogeneidade visual asfixiante, repetida à exaustão, o terceiro propósito consiste em refletir e fazer emergir o avesso dos processos criativos, as pontas soltas e os fios e maranhados, que são tornados públicos, nos seus lados direitos. A enfâse está na importância do processo das artistas, que experimentam diferentes procedimentos, alinhavando-os criativamente e dando lugar a um inesgotável repertório de combinações.
Por último, o propósito de afirmar a presença das mulheres no mundo da Arte e da Fotografia em particular. Tal como em tantos outros países, também em Portugal, várias mulheres fotógrafas se dedicam (e dedicaram) à Fotografia como hobby, criação artística ou meio de subsistência. (…) Os seus trabalhos, não são compatíveis com a ausência, a invisibilidade ou o silêncio.
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Pode saber sobre os eventos e as exposições na Agenda do Festival no FF, aqui e no site aqui.
Sobre as restantes exposições no FF: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
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Cortesia: iNstantes / Alice WR.
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Alterado em 17.05.2021.
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