FRANCISCO VARELA, BEAUTIFUL PLATEAU, 2019

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Francisco Varela

Beautiful plateau

Fotografia: Francisco Varela / Texto: Susana Lourenço Marques e Pedro Bandeira

Porto: Pierrot le Fou / Guimarães: Escola de Arquitetura da Universidade do Minho / Dezembro . 2019

Coleção Fascículos, n.º 18

Português / 17,0 x 23,0 cm / 32 p.

Agrafado / 300 ex.

ISBN: 9789893302095

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Beautiful plateau, Francisco Varela-1

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Sobre “Beautiful plateau”, escrevem Susana Lourenço Marques e Pedro Bandeira:

(…) The Destroyed Room é a imagem que faz a capa e dá o título ao álbum de 2006 da banda nova iorquina Sonic Youth. Com o subtítulo b-sides and rarities, reúne um conjunto de onze músicas que, não sendo exatamente leftovers, resultam de um certo acaso na sua sequência. De origens distintas, desde sessões de improvisação e experimentação, excertos de noise jam sessions, músicas inacabadas ou gravações inéditas, são uma recolha criteriosa de fragmentos, ilustrados no booklet do álbum com pormenores da fotografia de Jeff Wall. É de The Destroyed Room que retiramos o título para este fascículo: Beautiful Plateau, uma música cuja harmonia emerge de um cenário de deriva destruidora.

Torna-se difícil não pensar em The Destroyed Room ao ver as fotografias que Francisco Varela produziu no edifício de cinema, hotel e piscina do complexo residencial Foco, iniciado nos anos 1960, na cidade do Porto, sob a coordenação do arquiteto Agostinho Ricca. Ao fazê-lo, libertamos as imagens da inerente incúria que arrastou, em tão curto espaço de tempo, uma obra de referência arquitetónica para o “ranking de lixo”, usando a linguagem do mercado financeiro. Sem deixar de denunciar e lamentar a actual situação do edifício, perdurada por estranhos interesses imobiliários, interessa-nos antes pensar estas fotografias como algo em que se encontra na mesma harmonia de Beautiful Plateau.(…)”

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Francisco Varela, Beautiful plateau, 2019

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Francisco Varela (1969)

Ainda sou arquitecto, embora tenha estabelecido que sou fotógrafo desde 2012 e cada vez mais outras coisas também. Vagueio por diversos lugares, sendo o livro-de-artista o meu poiso habitual. Entretanto, voltou a reflexão sobre o território e, ligando tudo isto, o interesse pela curadoria. Como se vê neste fascículo, continuo a pensar a arquitectura, mas agora do outro lado do espelho, na posição deslocada do objecto artístico, onde para mim tudo passa agora a fazer sentido.”

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