ANTÓNIO BRACONS, FICAR EM CASA, 2020 – 1

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António Bracons, Ficar em casa, 2020

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A pandemia de Covid-19 levou ao isolamento global. Ficar em casa. Redução ou mesmo fecho de todas as atividades não essenciais, trabalho a partir de casa, sempre que possível.

A 16 março, 2.ª feira, início do período de confinamento, ainda fui trabalhar, já num ritmo de mobilização reduzida, no dia seguinte começaria em teletrabalho.

As aulas presenciais suspenderam-se a partir daquela data, apenas à distância, por teleconferência. Entretanto, já em abril, seria decidida a opção por “tele-escola”, para os alunos do 1.º ao 9.º ano, com lições transmitidas pela televisão, com início no dia 20 de abril.

A Páscoa foi passada em casa, interditas as deslocações para fora do concelho de residência, no período, bem como no fim-de-semana do primeiro de maio. O papa celebrou a Via Sacra de Sexta-Feira Santa na Praça de S. Pedro vazia. As restantes celebrações, na Basílica de S. Pedro, também vazia, como todas as igrejas e outros templos por toda a Europa e pelo Mundo: as celebrações transmitidas pela televisão ou por internet.

Proteger.

O ficar em casa, pais e filhos, levou a criar novas rotinas, novos ritmos. Com os trabalhos de cada um, o estudo, o lazer. Os dias de semana e os fins-de-semana. Os momentos especiais. A Páscoa e os aniversários que entretanto ocorreram.

Diversos momentos são aparentemente de todos os dias, mas não são. Ocorreram porque se estava em casa.

Estas fotografias são um registo deste período.

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