GILBERT GARCIN (1929 – 2020)
Faleceu Gilbert Garcin (La Ciotat, 21 de junho de 1929 – Marselha, 18.04.2020)
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Gilbert Garcin, Ne pas tourner en rond, 1996 – Nous n’irons pas plus loin, 1997 – Le coeur de la cible, 1998 – Le bon diagnostic, 1999 – Le dessous des choses, 2001 – Le visionnaire, 2002 – Aller-simple, 2003 – Ainsi va le monde, 2004 –L’équilibre parfait, 2004 – Le charme de l’au-delà, 2012 – Upward, 2012.
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Continuaremos a maravilharmo-nos, sorrir, refletir, perante a inventividade modesta e genial das imagens de Gilbert Garcin, artista da profundidade comum.”
Galeria Camera Obscura
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É com tristeza que soube há pouco da morte de Gilbert Garcin: “faleceu pacificamente”. No passado sábado, dia 18. Era assim que Garcin era: sereno, calmo, um sorriso discreto, amigo, o olhar pacífico, a expressão suave… Vemo-lo nas suas fotografias.
Já aqui falei dele e do seu trabalho: quando completou 90 anos. Como o conheci num serão em Aix-en-Provence e vi os seus primeiros trabalhos. Como esteve presente nos Encontros da Imagem de Braga, na sua primeira exposição internacional e os seus livros.
Hoje remeto para a partilha de Didier Brousse, da Galeria Camera Obscura, à qual também esteve ligado, em Aix-en-Provence, cidade onde viveu:
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Gilbert Garcin faleceu pacificamente durante o sono (sem relação com a atual pandemia). Tinha 90 anos.
Nascido em La Ciotat em 21 de junho de 1929, Gilbert Garcin iniciou uma segunda vida como artista após a sua reforma, após uma carreira no comérdio da iluminação.
Um estágio em Arles parece ter sido decisivo na paixão criativa que o toma e o empurra para construir, entre os 64 e os 83 anos, um trabalho fotográfico que rapidamente se torna uma referência. Exibido em França e em todo o mundo, seduz o público em geral e os críticos com o seu mundo de imagens cuidadosamente trabalhadas, acompanhados de um título que é sempre saboroso.
A técnica de Gilbert Garcin pertencia mais a Méliès do que ao mundo digital: primeiro compõe as suas imagens em pensamento antes de associar a sua própria imagem (por vezes acompanhada pela da sua mulher Monique) que coloca num ambiente minimalista, trabalhado numa mesa no seu pequeno estúdio-pavilhão em La Ciotat.
Fábulas filosóficas, reflexões humanistas imbuídas de leveza e poesia, as suas fotografias cobrem temas universais como o amor, o tempo, a glória, a solidão ou a liberdade.
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Pode ver sobre Gilbert Garcin no Fascínio da Fotografia, aqui.
Pode conhecer melhor a obra de Gilbert Garcin no seu site, aqui.
Pode ver no site da Galeria Camera Obscura, aqui.
A homenagem dos Rencontres d’Arles, que lhe dedicaram uma grande exposição em 2013: “Tout peut arriver”, aqui.
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