ANTÓNIO BRACONS, VENEZA, 2019 – 2
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António Bracons, Veneza, 08.2019
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Os caminhos estreitos entre os edifícios prosseguem em ângulos agudos e retos. Num tornejar, uma ponte atravessa um canal. Aqui e além, abrem-se numa praceta (piazzale ou campo), quando uma igreja ou um mercado se implantam. Frequentemente, o acesso a uma cisterna tem a sua presença, a água doce é um bem importantíssimo (hoje canalizada, mas há escassas centenas de anos…)
Os canais percorrem a cidade, uma rede aquática como uma rede viária. Ladeiam caminhos, dão diretamente para os edifícios, cruzam-se.
Há cerca de 250 anos que não há obras novas em Veneza, apenas a recuperação do existente. Há palácios de cantaria e edifícios revestidos a tijolo, uns rebocados outros não. A humidade, por estarem permanentemente rodeados de água, contribui para a sua degradação. As cores são essencialmente os ocres e os amarelos, transmitem um ambiente quente e agradável.
Passo pelo Campo e pela Chiesa de San Zan Degolá, sigo pelas ruas que cruzam múltiplos canais. Pessoas, gondolas, barcos. Edifícios. Os sestier, bairros, têm a numeração sucessiva. Passo pelo Mercado do Peixe e prossigo em direção a Rialto.
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Belo ensaio sobre Veneza, António Bracons! Obrigado pela partilha.
Obrigado. A viagem continua…