ANDRÉ CEPEDA, GULBENKIAN, 2019
Dia 10 de dezembro completaram-se 50 anos da inauguração do Edifício Sede, do Museu e dos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian (10.12.1969 – 2019)
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André Cepeda
Gulbenkian
Fotografia: André Cepeda
Lisboa, Porto: Monade / Dezembro . 2019
Português e inglês / 32,0 x 24,0 cm /
Brochura
ISBN: 9789899948570
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Este livro é editado quando se comemoram os 50 anos da inauguração do Edifício Sede, do Museu e dos Jardins. Quem já visitou a Fundação, reconhece facilmente os espaços, amplos e confortáveis, intemporais, nas fotografias de Cepeda.
Este é um dos espaços de referência em Lisboa. A Fundação Gulbenkian nasceu do trabalho coletivo de cinco arquitetos: Ruy Jervis d’Athouguia, Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto e é, desde a década de 60, uma referência para gerações de arquitetos. O conjunto “destacou-os como a mais monumental afirmação da Arquitetura e da Arquitetura Paisagista Modernas em Portugal”, nas palavras de Isabel Mota, presidente da Fundação, “destacando-se a integração do edifício com o Parque e a relação interior-exterior”, ao qual foi atribuído o Prémio Valmor em 1975 e classificado como Monumento Nacional em 2010.
Neste livro, a fotografia de André Cepeda regista os edifícios e os jardins, apresentando ainda alguns desenhos técnicos e a memória descritiva do projecto, de onde se retira, da memória descritiva dos arquitetos Ruy Jervis d’Athouguia, Alberto Pessoa e Pedro Cid:
A expressão plástica do conjunto das edificações reflecte com naturalidade uma grande simplicidade estrutural, que lhe confere apesar de diversa finalidade dos elementos que a compõem, a necessária unidade de expressão arquitectónica.
As estruturas foram moduladas de acordo com as necessidades funcionais de cada um dos elementos do conjunto e caracterizam-se pelas grandes dimensões dos vãos de base. Desta característica resulta uma expressão de força e calma monumentalidade, que se julgam perfeitamente adaptadas ao espírito da instituição, que nestes edifícios se vai instalar.”
Os arquitetos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto ressaltam:
Não se trata pois de integrar apenas uma edificação num parque, nem de construir um jardim para servir um edifício. Há que encontrar de facto uma relação total, de tal forma íntima, entre ambos os elementos que compõem o todo, que a composição abranja a área inteira, que a própria vida do edifício se prolongue naturalmente para as ‘salas de ar livre’ e destas para as interiores.”
Edwin Heathcote no Finantial Times destaca “a beleza de um edifício que agora, no seu 50.º aniversário, parece uma das realizações mais civilizadas da arquitetura pública do século XX”.
Este livro inclui 66 imagens a preto e branco e 7 encartes com imagens a cores.
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André Cepeda, Gulbenkian, 2019
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Gulbenkian, de André Cepeda, foi apresentado na Fundação em 10 de dezembro de 2019, quando se completaram 50 anos da inauguração dos edifícios e do jardim.
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No site da Fundação podemos ler:
A Fundação Calouste Gulbenkian foi criada em 1956 por testamento de Calouste Sarkis Gulbenkian [(Üsküdar, 23 de março de 1869 — Lisboa, 20 de julho de 1955)], filantropo de origem Arménia que viveu em Lisboa entre 1942 e 1955, ano em que faleceu.
De nacionalidade Portuguesa e instituída em perpetuidade, a Fundação tem como propósito fundamental melhorar a qualidade de vida das pessoas através da arte, da beneficência, da ciência e da educação. A Fundação desenvolve as suas atividades a partir da sua sras]; e um jardim, que é um espaço central da cidade de Lisboa, onde decorrem também as atividades educativas.
Em articulação com as atividades culturais, a Fundação cumpre a sua missão através de programas inovadores que desenvolvem projetos piloto e apoiam, através de bolsas e subsídios, instituições e organizações sociais.”
Para o período 2018-2022, os três domínios prioritários — coesão e integração social, sustentabilidade e conhecimento – deverão ser refletidos em toda a estratégia de intervenção.
A Fundação Calouste Gulbenkian foi agraciada com a Grã-Cruz da Ordem de Benemerência a 20 de junho de 1960, a 7 de agosto de 1981 foi feita Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, a 13 de agosto de 1986 foi feita Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique e foi feita Membro-Honorário da Ordem da Liberdade a 20 de julho de 2016.
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André Cepeda (n. 1976, Coimbra), fotógrafo. Tem construído um corpo de trabalho particularmente intenso na relação que estabelece com o que fotografa. Em livros como Depois (2015), Rua Stan Getz (2014), Rien (2012), Ontem (2010), a arquitectura aparece como figura e receptáculo sensível de um estado de espírito e de uma condição humana. O seu trabalho encontra-se representado em colecções como: Faulconer Gallery (Iowa), Casa da Fotografia (Hamburgo), Kasseler Fotoforum (Kassel), The Mews Project Space (Londres), MASP (São Paulo), Museu de Serralves (Porto), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Le Bal (Paris, França). Esteve na shortlist do Paul Huf Award, Foam Fotografiemuseum Amsterdão (2011), no Prémio BESPhoto (2010) e no Prémio Novos Artistas EDP (2007). O seu trabalho é representado pela galeria de arte contemporânea Cristina Guerra (Lisboa), Galeria Pedro Oliveira (Porto) e Benrubi Gallery (New York).
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monade é uma editora independente, sediada em Lisboa e Porto, dirigida pelos arquitectos Daniela Sá e João Carmo Simões, fundada por para a criação de livros de arquitectura, fotografia, arte e pensamento.
Acreditamos que o livro é um forte meio para expressar conteúdos e relações complexas. Acreditamos no silêncio do livro em tempos acelerados. Trabalhamos em estreita relação com arquitectos, artistas e escritores, empenhados em criar livros inovadores que desafiem limites. Cada livro é pensado com especial atenção aos seus detalhes e forma, como oportunidade de reunir e cruzar relações com diferentes disciplinas e materiais, ampliando as possibilidades do pensamento.”
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Pode ver no Fascínio da Fotografia sobre André Cepeda, aqui e sobre a Fundação Calouste Gulbenkian, aqui.
Pode conhecer melhor a Fundação Calouste Gulbenkian e a sua atividade aqui.
Pode ler o artigo do Finantial Times sobre a arquitetura da Fundação Gulbenkian, aqui.
Pode conhecer melhor as edições da Monade aqui.
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