PARALLEL REVIEW LISBOA 2019 – 1

Exposição na Rua do Centro Cultural, n.º 11, Alvalade, Lisboa, de 21 de novembro a 14 de dezembro de 2019.

.

.

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (4)

À entrada da exposição: “You don’t need to enter. Photography is anywere.” [Não precisa de entrar. A fotografia está em todo o lado.]

.

.

PARALLEL Review Lisboa apresenta 7 exposições da autoria de 7 novos curadores e 16 artistas emergentes, em Lisboa, na Rua do Centro Cultural, n.º 11, de 21 de novembro a 14 de dezembro de 2019.

.

5a7564a1-27a8-4db5-bc0d-b9d9c81a5aeb

.

Estas exposições foram produzidas no âmbito do segundo ciclo da PARALLEL- European Photo Platform, a qual é liderada pela portuguesa associação cultural Procur.arte. O director artístico desta 2ª edição é Nuno Ricou Salgado.

As exposições foram já apresentadas em vários países europeus, nos quais foram produzidas, sendo agora apresentadas em conjunto, em Portugal, em versão reduzida.

Alguns autores foram selecionados por mais de um curador, apresentando o mesmo projeto em diferentes exposições, com montagens nalguns casos semelhantes, noutras distintas. É também interessante perceber as diferentes abordagens dos diferentes curadores aos mesmos projetos, bem como a forma de apresentação: se na exposição cada autor tem o seu espaço relativamente definido (dependendo também da configuração da sala), em termos de apresentação (nomeadamente folha de sala) as abordagens são diferentes.

.

IMG_9991.JPG

.

Cada exposição teve o seu catálogo, elaborado para a apresentação original, que pode ser visto ou adquirido na exposição. Existe também o Atlas desta 2.ª edição, que apresenta todos os autores.

Nesta publicação e nas seguintes faço uma visita a esta exposição.

.

.

.

CIHAD CANER, DRIES LIPS, RÓISIN WHITE, JESSICA WOLFELSPERGER / THING AURA, METADATA: A POEM ON MAKING

.

IMG_9979

Catálogo Thing, Aura, Metadata. A poem on Making.

.

A curadora Seda YIldiz apresenta trabalhos  de Cihad Caner, Dries Lips, Róisin White, Jessica Wolfelsperger na exposição THING AURA, METADATA: A POEM ON MAKING

.

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (42)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (44)

Cihad Caner

.

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (64)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (70)191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (74)

Dries Lips

.

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (259)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (62)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (59)

Róisin White

.

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (53)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (45)

Jessica Wolfelsperger

.

Seda YIldiz apresenta a exposição sob a forma de um poema:

.

Esta exposição tem boas intenções.

E uma exposição sobre imagens e questiona como as imagens operam a nível óptico e psicológico.

Indo para além da abjectificação e materialidade, a exposição centra-se no processo de produção de sentido.

.

Esta exposição utiliza a forma como instrumento, comunicação; em vez de a tratar como objecto de contemplação.

Não há aterragem, não há chegada; uma imagem – e uma exposição – não é um resultado final. E esse é o seu encanto.

.

O que significa visitar uma exposição de fotografia nos dias de hoje, quando a imagem é sobretudo produzida,

distribuída,

difundida,

consumida em ambientes digitais?

.

Aceleração-Produção-Comodificação-Digitação-Consumação-Produção-Consum-

.

Esta exibição acha que é urgente abrandar.

É um local para acontecimentos, não para coisas.

Inclui um livro-manifesto.

E, no entanto, não propõe uma definição fechada; na realidade leva a mal qualquer tentativa de a definirem.

.

É uma manifestação aberta que abraça a ambiguidade e a contradição.

.

A exposição especula sobre a versatilidade da fotografia e pretende proporcionar ao visitante uma experiência multissensorial num ambiente intimo.

.

E deixem-me terminar com um soneto:

.

Fotografia, inspiras-me a escrever

Adoro a tua forma de lutar e sobreviver,

Invadindo a minha mente dia e noite,

Sempre a sonhar como se vai mover.

.

Devo comparar-te a um balão 3D?

Não és real nem virtual

O sol aquece os pêssegos de Julho

e o Verão guarda o hieróglifo.

.

Como te amo? Deixa-me contar as formas.

Amo os teus altos e baixos, passado e futuro.

Pensar no teu tormento preenche-me as horas.

O meu amor por ti é dentição de leite.

.

E agora devo partir com o coração sibilante

Recorda estas palavras quando estiver distante.

.

(soneto escrito em colaboração com gerador de texto)”

.

.

.

CIHAD CANER, JESSICA WOLFELSPERGER / CURRENTS SHIFT THE LIVESTREAM OF REASON PRODUCES MONSTERS

.

IMG_9981

Catálogo Currents Shift

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (162).JPG

.

Jon Uriarte através do trabalho de Cihad Canr e de Jessica Wolfelsperger apresenta CURRENTS SHIFT THE LIVESTREAM OF REASON PRODUCES MONSTERS.

.

 

.191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (165)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (155)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (151)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (153)

Cihad Caner

.

.

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (141)-2

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (147)

191204-Parallel Lisbon-Fot_A_Bracons (157)

Jessica Wolfelsperger

.

Para Jon Uriarte,

Currents Shift inaugurou em Maio de 2019 no Château d Eau (Toulouse, França), a icónica torre de água modernista convertida em galeria em 1974. A exposição explorou o modo como a água e a fotografia estão a ser reavaliadas e influenciadas pela actual crise ambiental, económica, cultural e social. Esta transição partilhada foi mostrada ligando o contexto histórico da instituição ao presente e utilizando aas características do local, como as paredes de tijolo arredondadas, os raios de ferro pesados, as três galerias e o jardim. A exposição foi estruturada em três capítulos que incluíam o trabalho de Diogo Bento, Cihad Caner, Garrett Crove, Dries Lips, Marie Lukasievwcz e Jessica Wofelsperger. Neste local, mostramos um dos capítulos.

.

A imagem pós-digital difundida em rede trouxe novas regras para a criação e partilha da nossa presença online. As redes sociais do capitalismo tardio obrigam-nos a publicar, ver e interagir através de ferramentas aparentemente inócuas, mas que vão coligindo o máximo de informações sobre nós. Qualquer conteúdo disruptivo e estético é propositadamente obscurecido para criar um fluxo homogéneo de identidades. Qualquer pessoa que não se conforme ou voluntariamente evite essas directrizes é rejeitada algoritmicamente e marginalizada. O caminho de resistência é atravessado por poderes políticos, culturais eeconómicos em que os artistas se envolvem, mostrando-nos que as imagens se tornaram as suas armas principais.

Os retratos de Jessica Wolfelsperger parecem iguais. Os nomes e características distintivas foram ofuscados por um aspecto uniformizado e inúmeros filtros. As suas imagens tendem para a entropia e o próprio acto de fotografar torna-se uma actividade de combate performativo onde o espectador também se sente observado. Do You Know Who I Am decorre simultaneamente no espaço privado e público das redes constantemente inundadas de conteúdo visual padronizado.

A identidades políticas de Demonst(e)ratin The Untamable Monster, de Cihad Caner, foram criadas com imagens rejeitadas pelos media. O vídeo de Caner partilha os pensamentos e palavras de tais avatares animados, inspirados em manuscritos antigos e ilustrações de monstros. Com o seu próprio alfabeto inscrito em argila expõem as consequências políticas das estratégias contemporâneas de produção.”

.

.

.

Fotografias da exposição de António Bracons.

Pode ver as restantes exposições do evento aqui e aqui.

.

.

.