HUGO RC, JOÃO CASEIRO, MARIA LOPES, MIGUEL HENRIQUES. O TEMPO SEM TEMPO

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Hugo rc, João Caseiro, Maria Lopes, Miguel Henriques,  O Tempo sem Tempo, 2016

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5 de junho de 2019 foi o último dia de aulas da Escola Secundária de Camões tal como a conhecemos. Dentro de mais ou menos dois anos uma nova escola vai estar concluída, com uma arquitetura idêntica à sua antecessora, com toda a história que a acompanha, mas pronta para novos desafios.

Durante 110 anos o Liceu foi evoluindo, adaptando-se, criando novos espaços, transformando outros mas, na sua essência, muito semelhante ao dia da sua abertura. Os 110 anos fazem-se sentir nas paredes, nos mosaicos do chão, nas caixilharias das janelas, nos tacos do ginásio, nas madeiras das salas. Pelo Camões passou um pouco de toda a história do século XX português, e começa a passar a do século XXI: Reis, Presidentes da República, Presidentes do Conselho, Opositores, Primeiros Ministros (e outros Ministros), Presidentes de Câmara, de Junta de Freguesia, Líderes Partidários, … E muitos, muitos alunos, professores e funcionários não docentes que honraram e honram a sua função, na esperança de contribuir para um futuro um pouco melhor.

É provável que, daqui a dois anos, a escola esteja nova, melhorada e com o glamour com que Ventura Terra a projetou e Falcão de Campos a renovou (os arquitetos autores do projeto original de 1909 e da renovação de 2019 respetivamente). Só faltará um pouco da patine: os tacos de madeira que Humberto Delgado pisou em 1958, aquela pedra mais gasta que mais pessoas pisavam, um pouco mais de tudo o mais, as marcas do Tempo.

Este texto não quer ser nostálgico mas apenas honrar o que foi para o que será, homenagear o Lugar e ajudar a transportá‑lo para um futuro que, pela amostra dos alunos de 110 anos, será sempre do Tempo Futuro.

Hugo rc

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Num ameno dia de verão em julho de 2016, quatro amigos e ex colegas do Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual, Lisboa) entraram numa deserta Escola Secundária de Camões para a fotografarem. Dias antes tinham já feito um reconhecimento e ficado com a ideia do que queriam registar. Naquele dia foram feitas as imagens, num processo coletivo e colaborativo, sem autoria individual, em que cada enquadramento era calmamente decidido pelos quatro autores através do vidro despolido de uma câmara de grande formato.

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“O Tempo sem Tempo” esteve em exposição nas caves da Escola Secundária de Camões, na Praça José Fontana, em Lisboa, de 4 a 7 de junho de 2019.

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Hugo rc, 1974, Lisboa

Professor e artista. Licenciado em Ensino de Física e Química, concluiu o Curso Avançado de Fotografia no Ar.Co em 2012. Em 2008 venceu o Prémio “Novos Talentos FNAC- Fotografia”. Participou em inúmeras exposições desde 2008 salientando-se a recente a participação no projeto “Jardim Atlântico” (Coimbra, 2017 – Rio de Janeiro, 2018) numa colaboração de artistas Portugueses e Brasileiros. Frequenta atualmente o Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra onde desenvolve uma investigação sobre a questão do Lugar nas obras de Fernanda Fragateiro e Roni Horn.

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João Caseiro, 1972, Lisboa

Formado em jornalismo pela Universidade Técnica de Lisboa exerce desde os anos 90 actividade profissional nas mais diversas áreas da comunicação. Em 2010 realiza o curso de Fotografia de Cena no Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e em 2013 conclui o Curso avançado de Fotografia no Ar.Co. Frequenta o mestrado em Arte Multimédia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2016, ano em que inicia a coordenação de um curso de fotografia no ensino profissional (Escola Digital).

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Maria Lopes, 1976, Luanda

Arquiteta Paisagista e Fotógrafa. Em 2002 termina a licenciatura de Arquitetura Paisagista na Universidade de Évora e conclui, em junho de 2012, o Curso Avançado de Fotografia no Ar.Co. Desde 2017 orienta, no Departamento de Fotografia do Ar.Co, o workshop Livros e Outras Edições. Entre 2010 e 2017 colaborou na organização das edições da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa, em particular na dinamização da Mostra de Maquetes e Livros de Artista. Tem participado em diversas exposições, sendo de destacar a individual “Cadernos de Campo” no Museu Geológico de Lisboa e no Teatro Municipal de Vila do Conde em 2016. O seu trabalho autoral centra-se na pesquisa sobre a paisagem e o uso que o Homem faz dela. É autora dos cadernos GALHO.

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Miguel Henriques

Forma-se em Arquitectura pela FAUTL, em 1994 e termina o Curso Avançado de Fotografia no Ar.Co em 2012. Em 2014 publica o livro Olivais (Pianola ed.) e participa na 1ª edição da HOMELAND – Notícias de Portugal, da Representação Oficial Portuguesa na 14ª Bienal de Arquitectura de Veneza. Realizou várias exposições individuais e coletivas, das quais se destaca Olivais, na Fábrica Braço de Prata em Lisboa em Fevereiro de 2014. Entre 2012 e 2017, colabora na organização da Feira do Livro de Fotografia de Lisboa. Em 2015 publica o livro Loures (100 Cabeças ed.). Continua a desenvolver trabalho fotográfico sobre vários zonas na Área Metropolitana de Lisboa.

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Cortesia dos autores.

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