ALBERTO PICCO, ARQUIVO TERRITÓRIO (PAISAGEM)
Exposição em Lisboa, na Galeria Diferença, Rua S. Filipe Neri, 42 cv, de 25 de maio a 15 de junho de 2019.
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O trabalho que Alberto Picco (Buenos Aires, 1950) tem desenvolvido de há bastante tempo para cá, prende-se com a noção de território e de paisagem, a que não é estranho o conceito de arquivo – ou não fosse a fotografia uma das formas de ‘arquivar’ a memória.
A exposição que apresenta na Cooperativa Diferença e que intitula de “Arquivo Território (Paisagem)”, é testemunho desta visão e modo de trabalho.
As imagens que mostra são conhecidas: na verdade integraram a exposição “Paisagem fim de século”, apresentada no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico, em 2002, e que incluía fotografias de José Afonso Furtado.
Apesar do facto, elas integram-se no seu olhar atual e no seu percurso fotográfico, basta que nos lembremos da sua série premiada no “Transversalidades”, organizado pelo CEI – Centro de Estudos Ibéricos, da Guarda, ou o livro “Margem”, com texto de Francisco Varela, edição Hugglybooks, 2018.
A paisagem apresentada, a preto e branco, não mostra necessariamente o presente – o núcleo escultórico que integra um anel do túnel do metro, não está já à beira-Tejo, mas frente à Reitoria da Universidade de Lisboa. Também é raro haver caravelas no Tejo… Mas reconhecemos o rio e a cidade pelos traços que estão presentes. E outras paragens, mais longínquas da nossa portugalidade.
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António Bracons, Alberto Picco, 2019
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Na folha de sala, o texto de Hugo Dinis, escrito especialmente para a exposição:
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António Bracons, Aspetos da exposição “Alberto Picco, Arquivo Território (Paisagem)”, 2019
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