AAVV, RESISTIR AO IDAI
Fotografias de Luís Barra, Leonel de Castro, André Catueira, Miguel Lopes, Tiago Miranda, Tiago Petinga, João Porfírio, Daniel Rocha e António Silva.
Exposição integrada na Estação Imagem 2019 Coimbra, para ver no Centro Cultural Penedo da Saudade, Av. Marnoco e Sousa, 30, em Coimbra, de 23 de abril a 21 de junho de 2019
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O ciclone Idai foi um violento ciclone tropical que atingiu Moçambique. O Idai teve origem numa depressão tropical que se formou na costa leste de Moçambique em 4 de março de 2019. A depressão atingiu o país no final do dia e permaneceu como um ciclone tropical. A 9 de março, a depressão ressurgiu no Canal de Moçambique e foi atualizada para a Tempestade Tropical Moderada Idai no dia seguinte. Foi no dia 11 que atingiu uma intensidade de intenso ciclone tropical, com ventos de 175 km/h. Enfraqueceu, mas intensificou-se novamente e a 14 de março o Idai atingiu a intensidade máxima com ventos de 195 km/h. No dia 15, o Idai atingiu terra firme perto da Beira, em Moçambique, com ventos fortes e causando graves e extensas inundações, não só em Moçambique, mas também em Madagascar, Malaui e Zimbábue, causando a morte a mais de 700 pessoas (518 contadas em Moçambique) e afetaram centenas de milhares de pessoas. Dissipou-se a 21 de março.
A destruição causada pelo Idai provocou uma onda de solidariedade por todo o mundo.
Vários fotógrafos portugueses estiveram no terreno e registaram a destruição e a solidariedade.
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José Augusto Moreira escreve:
A vida é mais forte do que a calamidade, e, mesmo para aqueles a quem nada sobrou, a perspectiva de futuro é sempre (…) a mais encorajadora. o balanço pode até ter que esperar pela próxima geração para ser finalizado, mas para uma população que já antes vivia a rondar o nada, a prioridade é recomeçar, a única opção é olhar em frente. E somar a nada é sempre muito. o ciclone idai, que em meados de março varreu a província de Sofala, no centro de moçambique, nada poupou. Um rasto de destruição que em muitos casos deixou apenas gente e um chão de lama. Sobreviventes. A quem a esperança dá força e a falta de alternativas, alento. resistir é o que resta.
Os números oficiais indicam mais de 700 mortos, acima de 300 mil famílias despojadas de bens e de abrigo, e mais de 1,5 milhões de pessoas afectadas, em consequência direta do idai. é claro que há também um tempo para o alívio do choro, mas o que é preciso é andar em frente. Caminhar em busca do futuro.
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António Bracons, Aspetos da exposição “Luís Barra, Leonel de Castro, André Catueira, Miguel Lopes, Tiago Miranda, Tiago Petinga, João Porfírio, Daniel Rocha, António Silva. Resistir ao Idai”, 2019
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Exposição integrada na Estação Imagem 2019 Coimbra, produzida com o apoio da Canon Portugal, patente no Centro Cultural Penedo da Saudade, Av. Marnoco e Sousa, 30, em Coimbra, de 23 de abril a 21 de junho de 2019.
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