ANTONIO DELICADO, LAPIS
Antonio Delicado > Fotografia | António Diogo Rosa > Escultura | Luís Filipe Gomes > Desenho.
Exposição em Lisboa, na Galeria Beltrão Coelho, Av. Sarmento de Beires, 3 A, de 15 de março a 3 de maio de 2019.
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António Delicado, série LAPIS: Natureza – Ferramenta [grua] – Na pedreira – O talhe – Matéria talhada
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Folha de sala
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LAPIS
LAPIS em latim significa pedra. Lapis são pedras.
A designação pedra vem do grego e está mais ligada ao conceito de rochedo, rocha de maior massa.
Para o bem e para o mal as pedras acompanham-nos desde que nos identificamos enquanto humanidade. De pedra são os abrigos mais antigos e os bens mais duráveis com os quais podemos classificar as nossas origens e a nossa identidade cultural mais remota: raspadores, facas, machados, pontas de seta.
(…)
Esta exposição pretende fazer a ponte entre a idealização e a possibilidade de concretização. Nela existe a solidão da antevisão, a responsabilidade do projecto, e o risco do erro.
Do melhor e do pior do que a humanidade é capaz fazemos a nossa reflexão. Nestes tempos paradoxais através desta exposição LAPIS tentamos separar o que é esforço do que é trabalho forçado. A perplexidade perante a natureza agreste e a construção do que é paisagem e beleza. Modestamente aventurámo-nos no caminho de encontrar motivo para a Arte enquanto justificação do gesto e da razão da própria existência humana.
Luis Filipe Gomes
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António Delicado, Aspetos da exposição, 2019
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António Delicado nasceu em 1945 em Lisboa, onde vive.
Arquitecto por formação, faz fotografia desde 1965, tendo começado por encarar a produção fotográfica como um objecto/meio de produção da arquitectura. Desenvolve uma actividade com carácter mais intenso e constante a partir de 2002. Tem participado em inúmeras exposições, em colectivo ou individualmente, tendo também fotografias suas integradas em livro, de que se destaca:
Livro “Lagoa d’Obidos” -Associação Mar d’Água – Caldas da Rainha, 2008 e na exposição “Imagens da Lagoa”, Ciclo de exposições “A Lagoa na Cidade” – Associação Mar d’Água – Caldas da Rainha, 2006.
“39º 30′ 24″ N / 09º 08′ 30″ W – Topografia com memória” . Exposição individual na Casa da Cultura José Bento dos Santos. São Martinho do Porto, 2010
“Ruínas” – Galeria Arte Graça, Lisboa, 2017, colectiva de 4 fotógrafos.
Com o “f2.8 Colectivo de fotografia”, de que é membro fundador desde 2007, expõe: “Arribas – Paisagens, Geologia, Fauna e Flora” – Museu Nacional de História Natural, Lisboa, 2007, Forte de Peniche e Biblioteca Municipal de Odemira, 2008; “Os sentidos da água” – Centro de Arte e Espectáculos da Figueira da Foz, 2008; Malditas (im)perfeições – Galeria J. Sousa Valles, Lisboa, 2009; “f 2.8 em casa de Gameiro” – Casa Roque Gameiro. Amadora, 2009; “Leituras” – Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Amadora, 2010; “As Cidades Visíveis (Tornar Visíveis as cidades invisíveis) ”- Galeria J. Sousa Valles, Lisboa, 2013; “Como quem lavra as entranhas da Terra” – Projecto Minas “– Museu de Arte Popular, Lisboa,2013, Galeria Mouzinho de Albuquerque, Batalha, 2014, Grutas da Moeda- São Mamede, 2015.
Foi frequentando sempre e continua a frequentar diversos cursos de fotografia e de cinema na Ar.Co, FCSH-Universidade Nova de Lisboa, Atelier de Lisboa, entre outros, procurando não só um complemento teórico para esta actividade mas também – se não o mais importante – uma formação abrangente que lhe permita encarar este meio de uma forma sistematicamente ampliada
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Cortesia do autor.
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