ANTÓNIO BRACONS, EXPO’98. PEREGRINAÇÃO, 1998
.
.
.
António Bracons, EXPO’98, Lisboa, 1998
.
.
Pelas 20h00 encerram os pavilhões, mas há já uma hora que a Peregrinação atravessa o recinto: formado por 11 máquinas de peregrinar, acompanhadas pelos 22 peregrimóveis, máquinas mais pequenas, que recriam alegoricamente algumas histórias e memórias: desde o brinquedo articulado gigante, à história da gata borralheira, aos dois homens absolutamente iguais que se degladiam, sem que um consiga vencer ou derrotar o outro…
Ao terminar o desfile, de uma hora e meia, o Rhinocéros vem pelo rio, atravessando toda a frente da EXPO: numa jaula, o bicho articulado, animado por 19 artistas, tráz o espanto que traziam os grandes animais de África chegados à Europa…
A criação destas peças fantásticas surgiu do desafio lançado ao Grupo de Teatro O Bando, que incluía frequentemente nas suas representações máquinas de cena que produzia especificamente, que contava então com 23 anos de vida, para criar “um grande estival de teatro”, coordenando a sua produção. As máquinas produzidas são as mais díspares, fazendo “das diferenças que lhe dão forma o seu mais alto valor”.
No total, a Peregrinação teve a participação de 333 elementos, entre os 19 e os 66 anos.
.
.
.