LUÍS PAVÃO, NA PONTA DOS DEDOS
A exposição “Na ponta dos dedos”, fotografias de Luís Pavão, está patente no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, de 08 de julho a 30 de setembro 2018
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António Bracons, Aspetos da exposição: Luís Pavão, Na ponta dos dedos, 2018
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O Padrão dos Descobrimentos foi “construído pela primeira vez em 1940 em gesso e argamassa, como parte do cenário da Exposição do Mundo Português”, sendo destruído pelo vendaval de janeiro de 1941.
Vinte anos volvidos, no contexto das Comemorações Henriquinas, volta a ser construído de acordo com os planos originais, agora com a orientação do Arquiteto António Pardal Monteiro (1928-2012), suportado por uma estrutura de betão armado da responsabilidade do Engenheiro Edgar Cardoso (1913-2000), e as esculturas de Leopoldo de Almeida [(1898-1975)] em calcário de Sintra.”
O Padrão dos Descobrimentos: uma caravela estilizada em que embarcam os principais navegadores, descobridores e homens de cultura do tempo dos Descobrimentos, marca
“a frente ribeirinha da cidade e em conjunto com a Rosa-dos-Ventos que decora o terreiro fronteiro, o Padrão dos Descobrimentos continua a contar a sua história, as histórias da história da expansão portuguesa e a história dos homens representados nas suas esculturas, e a ser ponto de partida para pensar o futuro das diversidades da Europa e do Mundo.”
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Em 2016, entre Junho e Dezembro, o monumento foi sujeito a uma intervenção de limpeza e de restauro. Envolvido em andaimes, as esculturas e a estrutura foram limpas e reparadas. Luís Pavão acompanhou os trabalhos, fotografou nos vários níveis os rostos e as mãos daqueles homens, numa proximidade única, percebendo a textura e as linhas ínfimas, que quando vemos de baixo, nem imaginamos.
As esculturas do Padrão dos Descobrimentos à distância de um braço. São pedra, cimento, argamassa. O trabalho de recuperação, atento ao mais ínfimo detalhe, feito com espátulas, escopros, bisturis, escovas e pincéis, e o andaime, que envolveu o Padrão de cima a baixo, a permitir uma aproximação inusitada. Ver e tocar as cabeças, mãos e pernas, as espadas, o astrolábio.”
As esculturas que rodeiam a caravela, que o Padrão dos Descobrimentos representa, são de pedra e trabalhadas até ao mais ínfimo pormenor. E, cada pormenor que se imagina à distância, surpreende-nos na proximidade.”
As fotografias de Luís Pavão permitem-nos, assim, uma nova perceção das esculturas: nelas, numa intensa experiência visual e sensorial, vemos e sentimos todo o trabalho do artista, o detalhe, a textura da pedra, a aspereza das botas, o pormenor de narizes, bocas e olhos, o trabalho do cinzel do escultor, o volume e a forma ao alcance dos nossos dedos.
À distância de um braço, da perspetiva do andaime, descobrem-se, na luz do dia filtrada pelas esteiras ou na luz artificial das sessões noturnas, múltiplos detalhes.”
A exposição faz ainda alusão ao trabalho de recuperação, através de um painel de imagens.
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Catálogo da exposição.
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Acompanha a exposição um catálogo de 36 páginas, 14,9 x 21 cm, em 3 edições: português, francês e inglês, com algumas das fotografias e notas biográficas dos retratados, de distribuição gratuita aos visitantes.
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