ANTÓNIO BRACONS, EXPO’98. OS PAVILHÕES DE PORTUGAL E DO TERRITÓRIO, 1998
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António Bracons, EXPO’98, Lisboa, 1998
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Frente à linha de bandeiras que une a entrada central – a Porta do Sol – ao Tejo, para sul, está o Pavilhão de Portugal.
O Pavilhão de Portugal é um edifício antecedido por um toldo em betão, de mais de 3.000 m2, formando a Praça Cerimonial, cujo traço é do arqtº Álvaro Siza Vieira e a estabilidade do Eng.º António Madeira Segadães Tavares. Começamos por sentir a sombra que este espaço proporciona. Depois, no interior, podemos conhecer um pouco das descobertas dos portugueses e notar como os japoneses viam os primeiros ocidentais que chegavam ao império do sol nascente, através da animação de biombos namban, pintados no início do séc. XVII, e onde os japoneses retrataram este povo diferente, possuidor de artefactos desconhecidos: a espingarda, os óculos… Vamos depois encontrar parte do espólio recuperado da nau Nossa Senhora dos Mártires, que em 1606 naufragou junto ao Bugio. A terminar, um alerta de que a protecção dos oceanos depende de cada um de nós.
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Aproximamo-nos do Pavilhão do Território. No chão, em toda a frente de pavlhão, a palavra “Portugal” desenha-se em diferentes pedras portuguesas segundo a grafia de Fernando Pessoa. Entramos: é Portugal que se apresenta no seu conjunto de território integral, através de sete pontos: a ‘Afirmação no Porto’, com uma apresentação da evolução da cidade e a presença do Vinho do Porto, através de 4 gigantescos cálices executados especialmente para o efeito (reproduções à escala normal realizadas pela Atlantis deste cálice desenhado pelo Arqt.º Siza Vieira estavam disponíveis para venda nas lojas da EXPO); ‘Comunicação’ na proximidade das distâncias e dos meios de comunicação; ‘Conservação’, através das gravuras de Foz Côa, em neons de côres, o cabo de Sagres e a Ria de Aveiro, “on line”. Navegar, através de imagens digitais do país e das estatísticas; ‘Inventar’, pelos caminhos da ciência médica, em Coimbra, ‘Transformar’ o Alentejo com a água da barragem do Alqueva, ‘Viver’ num passeio de sonho pela cidade de Lisboa e pelos arredores. Ao centro, a ‘Sala do Território’, com a sua cúpula dourada, uma coluna enrolada representa um percurso, um caminho, um continuar permanente de crescimento e de confiança.
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