ANTÓNIO BRACONS, CENTRO DE ARTES E CULTURA: A ANTIGA FÁBRICA DE MOAGEM DE CEREAIS E DESCASQUE DE ARROZ DE PONTE DE SOR, 2016
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António Bracons, A antiga Fábrica de Moagem de Cereais e Descasque de Arroz de Ponte de Sor, Unidades de secagem e de descasque de arroz, 2011
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A antiga Fábrica de Moagem de Cereais e Descasque de Arroz de Ponte de Sor, teve origem com a constituição da empresa Sociedade Industrial, Lda., em 1920, dedicava-se ao comércio de cereais, ao descasque do arroz e à moagem de cereais para obtenção de farinha espoada e farinha em rama. Ficava situada a meio caminho entre o centro de Ponte de Sor e da Estação dos Caminhos-de-Ferro.
Apresenta um estilo arquitetónico típico da função industrial e da época, com um corpo central, onde estava instalada parte da maquinaria, e seis corpos laterais, três a sul e três a norte, para armazenamento dos cereais transformados e por transformar.
A 17 de Agosto de 1968, foi vendida à firma SOSOR, – Sociedade Comercial e Industrial de Produtos Alimentares de Ponte de Sor, Lda., que manteve apenas o descasque de arroz, por alguns anos.
O Município adquiriu o edifício em 1997, onde funcionou a Fundação António Prates, vindo a instalar o Centro de Artes e Cultura – CAC, inaugurado a 5 de Setembro de 2009, recuperando a estrutura e a maquinaria ainda existente da Fábrica, o que constitui um importante exemplar de arqueologia industrial.
Mantêm-se ainda no Centro Museológico as unidades de secagem e de descasque de arroz e de moagem de cereais. Quanto ao descasque de arroz,
anualmente, a Fábrica tratava 3 a 3,5 milhões de quilos de arroz integral. O processo tinha início no piso térreo deste espaço, sendo o arroz sugado para os pisos superiores através das tubagens. Circulando através das máquinas, o cereal passava por três fases: limpeza, descasque e branqueamento. O produto final, recolhido em sacas de 50 ou 75 kg cada, seguia depois para a secção de embalagem.
A secção de moagem mais antiga e mais importante da Fábrica localizava-se no corpo principal do edifício, mas as respetivas máquinas não chegaram até aos nossos dias. O espaço de moagem ainda hoje existente é o de farinha em rama (farinha com farelo, que é necessário peneirar antes de usar no fabrico do pão). Servia essencialmente os moleiros da região, nos anos em que a seca os impedia de utilizar os moinhos de água.”
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