MARTA DIAS, COMIDA NA PANELA NÃO TEM DONO

Exposição patente no Edifício 4 de Outubro, na R. da República, em Loures, de 9 de março a 7 de abril de 2018

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Marta Dias, Comida na panela não tem dono, 2015

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A autora escreve com base no seu “Diário de Bordo”, de janeiro de 2015:

A paisagem mudou drasticamente, o deserto ficou para trás.

No horizonte, quer seja na cidade ou fora dela, observamos um sol dife­rente, muito particular, com a sua cor alaranjada, e o ambiente de ca­lor intenso, que faz tremer a paisa­gem. As árvores são evidentemente tropicais – mangueiras, cajueiros, palmeiras – e uma grande varieda­de de animais circula em liberdade pelas vias, atravessando-se no nos­so caminho: porcos, javalis, vacas, garças, abutres e macacos.

“Bom dia!! Como estás?”, vão-nos cumprimentando os transeuntes com o tom próprio de quem se impor­ta. As crianças, por sua vez, abor­dam-nos com manifestações de ca­rinho onde sentimos, nos seus gestos e nos seus olhares, muita vontade de partilha e amizade. E, tal como diz o provérbio guineense, “Comida na panela não tem dono” retratando a “Partilha” como a palavra-chave das relações humanas.

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Esta exposição, que aqui vos apre­sento, é composta por 15 fotografias e pretende também ela ser uma par­tilha da minha experiência pessoal com todos vós. Nelas estão espelha­das as emoções que vivi, as memó­rias que retive, os rostos que fixei. Trouxe comigo uma África enorme, repleta de carinho, partilha e ami­zade. Um lugar especial habitado por pessoas humildes, simpáticas e culturalmente ricas.

A “Missão Dulombi” é uma organi­zação, sem fins lucrativos, destina­da à ajuda humanitária na Guiné–Bissau. A sua atividade consiste na distribuição de alimentos, vestuário, material escolar, material de cons­trução civil, produtos agrícolas, ma­terial hospitalar, arranjo de edifícios e substituição de materiais.

Neste âmbito, a exposição tem como objetivo contribuir para essas famí­lias das aldeias de Dulombi e Ga­lomaro (ambas na Guiné-Bissau), pelo que metade do valor de cada fotografia vendida, reverterá a favor delas.”

Cada fotografia encontra-se à venda por 40,00 €.

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Paulo Piteira, vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, escreve com o título “Marta Dias. Guiné-Bissau, retratos de partilha, emoção e amizade”:

É no registo de emoções, memórias e rostos, fixados através da lente de uma objetiva, que Marta Dias nos dá a conhecer diferentes aspetos da realidade e da vida da população da Guiné-Bissau.

Tendo integrado, em 2015, a Missão Dulombi, a fotógrafa teve a oportunidade de conhecer um território habitado por gente humilde, mas de enorme riqueza cultural, onde o carinho, a partilha e a amizade são aspetos muito presentes na forma de ser de toda a população residente.

(…)

A presente exposição que resulta do trabalho realizado por Marta Dias, no âmbito desta viagem, dá-nos a conhecer uma outra realidade que, não sendo a nossa, nos toca profunda­mente.”

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Marta Dias (Lisboa, 1988) integrou em janeiro de 2015 a “Missão Dulombi”, uma organiza­ção humanitária, com passagem por Marrocos, Mauritânia, Senegal e Guiné-Bissau.

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Esta exposição, está patente no no Edifício 4 de Outubro, na R. 4 de Outubro, em Loures, de 9 de março a 7 de abril de 2018, mostra sobretudo retratos de crianças, mas também alguns adultos e algumas paisagens, recolhidas na Guiné-Bissau, em Dulombi e Galomaro. Cada retrato tem como ‘legenda’ um fragmento de um poema de autores africanos.

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2018

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O município editou um pequeno catálogo, como “folha de sala”, de distribuição gratuita:

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Marta Dias

Comida na panela não tem dono

Fotografia: Marta Dias / Texto: Marta Dias, Paulo Piteira

Loures. Câmara Municipal de Loures / Março.2018

Português / 14,5 x 21,0 cm / 32 págs

Agrafado

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Marta Dias, Comida na panela não tem dono, 2018 (catálogo / folha de sala)

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Marta Dias nasceu em Lisboa, em 27 de setembro de 1988. Oriunda de uma família albicastrense, cedo demonstrou in­teresse pelas artes visuais.

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Marta Dias12

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Concluiu o curso de Arquitetura em 2014. No âmbito da sua tese final de curso, Paisagem Urbana e Ri­beirinha – Estudo da Praça do Comércio através do olhar foto­gráfico, frequentou diversos cursos no Instituto Português de Fotografia. Participou nas exposições “Tranversalidades – Fotografia sem Fronteiras. Territórios, Sociedades e Culturas em tempos de mudança” e “Palavras na cidade”.

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Pode conhecer melhor o trabalho de Marta Dias aqui.

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