FERNANDO CURADO MATOS, SABOR A SAL, 1994

Ontem foi o 65.º aniversário do nascimento de Fernando Curado Matos (Moscavide, 18 de janeiro de 1953)

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Fernando Curado Matos

Sabor a Sal

Fotografia: Fernando Curado Matos / Poemas: António Rei / Textos: Miguel Boieiro, Arnaldo Fernandes, Paula Costa

Alcochete: Câmara Municipal de Alcochete / Novembro . 1994

Português / 15,1 x 21,1 cm / 80 p. não numeradas

Brochura / 1.000 ex., dos quais 100 numerados e assinados pelos autores

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FCMatos-Sabor a Sal (1)

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A serra do sal é a colina da lezíria, proeminente, fotográfica e determinante no gosto da paisagem.

Dos cristais do sal, cintilam ideais sublimes, despertos pelo rigor da geometria e da química e pela pureza da brancura.”

Miguel Boieiro

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As fotografias de Fernando Curado Matos conduzem-nos pelas salinas de Alcochete e pelo trabalho dos salineiros, pelo sal.

Um poema visual ao sal e aos homens que o trabalham.

Que os poemas de António Rei complementam.

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O sal branco se ‘scurece

Na sombra duma figura

No rosto a ruga aquece

Um sorriso de ternura.

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Ontem lágrima caída

Pelas lamas do sapal

Mas nunca alma vencida

Ao medonho temporal.

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E o mau tempo se quedou

À força da fé honrada

E na salina lembrou

A negra ‘stória passada.”

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Fernando Curado Matos, Sabor a Sal, 1994

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Fernando Curado Matos nasceu em 18 de janeiro de 1953 em Moscavide, Loures.

Em 1986, recebeu um subsídio de trabalho da Fundação Calouste Gulbenkian, para uma pesquisa estética em fotografia.

Foi membro fundador do Grupo Íris participando nas exposições e nos livros editados pelo grupo.

Atualmente é professor de fotografia na Magestil – Escola profissional de Moda de Lisboa – e trabalha como fotógrafo freelancer na área da fotografia desportiva.

Expõe regularmente desde 1972 tendo realizado cerca de 30 exposições individuais e participado em inúmeras exposições coletivas em Portugal, Espanha, França, Itália e Tunísia.

Expôs coletivamente no projecto CONCEPTOS, uma peça com 12 fotografias no Museu Vostell de Malpartida de Cáceres (Museu de Arte contemporânea), único na Extremadura e um dos mais prestigiados de Espanha.

O seu trabalho está representado em museus e coleções particulares em Portugal e no estrangeiro: Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; Ministério da Cultura / Instituto Camões; Museu Municipal de Loures; L.T.E. – Electricidade de Lisboa e Vale do Tejo; Encontros da Imagem, Braga; Fundação PLMJ, Lisboa; Musée de la Photographie de Charleroi, Bélgica; Musée Nicephore Niépce, Chalon-sur-Saône, França; Centre Culturel André Malraux, Nancy, França; Galerie du Château d´Eau, Toulouse, França; Museu de Fotografia Contemporânea Ken Damy, Brescia, Itália; Musée d´Elysée pour la Photographie, Lausanne, Suíça.

Elaborou portfólios para a Câmara Municipal de Loures e da Guarda, Centro de Estudos Ibéricos e LTE /EDP (Electricidade de Portugal).

Entre os livros editados registam-se: monografias do concelho de Loures e Vendas Novas; História e Cultura Judaica, Guarda, 1999 (colaboração fotográfica), Corpo da Terra, 1991; Prata Negra, 1992; Espaço Cénico e As Pedras e o Tempo, 1993; Sabor a Sal e Lisboa Qualquer lugar 1994; Rostos de Pedra, 1995; Made in U.S.A., Lisboa, 1996; Outros Lugares – Vale do Tejo, 1997; Tajo Tejo – Doze Objectivos Fotográficos, Madrid, 1998; Margem da Ausência, 1999; Um País de Longínquas Fronteiras, 2000; Guarda Um (E)Terno Olhar, 2008; Leite Cardo e Mãos Frias, o queijo da Serra da Estrela no Concelho da Guarda, 2010; Papagaios Pelos Ares, Alcochete, 2010.

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Pode conhecer melhor o trabalho de Fernando Curado Matos aqui.

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