ANTÓNIO BRACONS, PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA, CONVENTO – O HOSPITAL, 2010, 2013
Dia 17 de novembro de 2017 completaram-se 300 anos da cerimónia de colocação da Primeira Pedra (17 de novembro de 1717).
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António Bracons, Palácio Nacional de Mafra, 2010, 2013
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O Palácio Nacional de Mafra engloba a Basílica, o Convento e o Paço Real, integrando na envolvente a Tapada Real. É um dos maiores e mais magníficos da Europa, e é o mais importante monumento do barroco português.
O Convento integra um complexo Hospitalar do século XVIII, com enfermaria com camas, devidamente compartimentadas, farmácia e cozinha.
Foi preocupação de D. João V tomar para si, para além do sustento do Convento, os encargos com as enfermarias, de forma a “prepara-las de todo o necessário de roupas, louça de estanho e cobre”.
Instalaram-se, assim três casas da enfermaria para servir a comunidade fradesca: a Enfermaria dos Convalescentes, a Enfermaria dos Noviços e a Enfermaria dos Doentes Graves, para além de uma pequena sala destinada a “enfermaria dos doidos”.
A Enfermaria dos Convalescentes ficava no 3º piso do Convento. (…)
A Enfermaria dos Doentes Graves situava-se no 2º piso do Convento, tendo como acesso uma porta de ligação ao Convento, permitindo assim o isolamento em caso de doenças contagiosas.
[“As camas ficavam viradas para o altar, ao fundo da sala, para que os doentes pudessem assistir à celebração da missa.”]
Quer a Enfermaria dos Convalescentes, quer a dos Doentes Graves [fotografias] estavam divididas por tabiques de madeira em 16 pequenas alcovas ou “beliches”, cada uma com sua cama, mesa com gaveta para nela se guardar o talher e o guardanapo, um cabide para pendurar o hábito e, na reentrância formada pela espessura da parede, uma caixa com bacio, separada por uma cortina. Havia também em cada alcova um assento com almofada para as visitas.
Por cima de cada cama estava um painel de azulejo representando Nossa Senhora da Conceição com vários anjos e aos pés, outro, com Cristo crucificado.
Junto à cabeceira ficava pendurada uma toalha e, sobre a cama, um prego onde o médico deveria deixar um papel “que mostre a cada enfermo os remédios, que devem tomar, as horas em que os hão de tomar, e aquelas em que devem comer, e para que o doente saiba se o enfermeiro faz o que lhe mandam.”
(…) Anexas às enfermarias ficavam outras casas que lhes davam apoio, como a casa “que serve para se tomarem os banhos”, a casa dos armários, onde se guardavam os frascos com as ervas e os remédios, o gabinete do médico e do cirurgião e ainda as chamadas Casas do Fogo [“servia de cozinha para os enfermos e seus enfermeiros”], para além das celas para os enfermeiros e um pequeno refeitório.
Os remédios preparados na botica, verdadeiro laboratório farmacêutico do séc. XVIII.”
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As citações são do texto constante no site do Palácio Nacional de Mafra.
Pode conhecer mais sobre o Palácio Nacional de Mafra aqui.
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